Sinais contraditórios na recuperação da economia portuguesa

Sinais contraditórios na recuperação da economia portuguesa

A síntese económica de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE) revela incertezas quanto à rapidez da retoma económica nacional.

O INE, no relatório de síntese económica de conjuntura de Fevereiro, revela que se mantém "a incerteza quanto à robustez e rapidez da recuperação da economia". Apesar do aumento do indicador de clima económico, aquele instituto observa que se trata de um aumento ligeiro "face ao patamar em que estabilizara nos [dois] meses anteriores".

No relatório, o INE afirma que "a restante informação quantitativa continua a evidenciar crescimentos muito moderados ou em desaceleração, em alguns casos, e mesmo evoluções negativas, noutros".

Relativamente à componente interna, a mesma fonte diz que de acordo com os indicadores do consumo privado, nomeadamente bens duradouros, se verifica uma melhoria. Já o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo regista uma nova deterioração, fixando-se em -8,7%.

Na componente externa, o INE aponta que apesar da desaceleração das exportações portuguesas, sobretudo fora do espaço da União Europeia, "as expectativas das empresas sobre a carteira de encomendas denotaram alguma melhoria em Janeiro e Fevereiro", -21% em ambos os meses.

Quanto ao índice de preços no consumidor há uma tendência, nos últimos meses, para uma desaceleração, com 2,1% para o mês de Fevereiro.

Os indicadores de confiança dos consumidores, relativamente ao consumo, estão fixados em -36% nos dois meses.

O INE salienta ainda, relativamente ao mercado de trabalho, que as expectativas de desemprego estão fixadas nos 57,2%, o que revela o pessimismo dos consumidores.



Carla Gonçalves

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