A cidade do Porto tem mais uma galeria comercial, o Campus São João. É um projecto inovador e a originalidade reside no facto de a galeria ter ligação directa ao hospital de São João.
O empreendimento é do grupo Mundicenter e representa um investimento na ordem dos quatro milhões de euros. Tem uma área superior a 5000 metros quadrados, distribuída por dois pisos. No primeiro piso, esta galeria tem ao dispor do cliente uma série de serviços, como banco, supermercado, cabeleireiro, reprografia. No andar superior, há uma vasta praça da alimentação, perfazendo um total de 36 lojas. A galeria comercial dispõe ainda de parque automóvel, com capacidade para 800 viaturas.
Ontem, em dia de inauguração do espaço, Vítor Ruivo, presidente do Conselho Administrativo da Mundicenter, realçou que esta galeria tem um conceito diferente dos demais centros comerciais, pois “tem clientelas muito específicas". Por um lado, dirige-se aos estudantes do pólo universitário da Asprela e, por outro, a todos que trabalham ou frequentam o hospital, que tem ligação directa à praça da restauração do Campus São João.
O administrador do Hospital São João passou em revista os problemas que estiveram por trás da construção do edifício e que levaram a que tivesse “um parto algo longo e difícil". Segundo Mário Carvalho, as dificuldades resultaram da “originalidade do projecto" e da “difícil articulação da iniciativa pública com a iniciativa privada".
Mais um espaço para as pessoas gastarem os seus já parcos recursos, mais uma obra "emblemática", para como tantas outras se encontrarem sem público, por já haver um saturamento em relação a estes espaços.
Um espaço em que os futuros licenciados deste país vão treinar-se a comer mal. Nas suas memórias gustativas ficará o cheiro da fast-food. A Cultura alimentar será perto do zero. Quanto à outra...
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