Quinta noite da Queima das Fitas do Porto apresentou músicas de um grupo em ascensão (Toranja) e os novos temas dos portuenses Clã.
Depois de uma tarde chuvosa, a noite facilitou a vida aos universitários que desejavam festejar no Queimódromo, reduzindo os aguaceiros a simples ameaças de chuva. A afluência de visitantes foi menor no início da noite, mas muitos foram os estudantes que escolheram ouvir as novas músicas dos Clã, a segunda banda da noite.

O grupo portuense entrou em palco pouco antes da uma hora da madrugada e, no início do alinhamento, os sons de «Competência para amar» (single já em alta rotação nas rádios), revelava o novo álbum «Rosa Carne». Num concerto enérgico mas pouco apelativo pela novidade de alguns temas, não faltaram sucessos como «H2omem», «Corda bamba», «Sopro do coração» e «Problema de expressão», que contaram com a viva colaboração e entusiasmo do público.

A décima música que os Clã levaram ao palco da festa dos universitários foi «Capitão romance», original dos Ornatos Violeta. "São e serão sempre um grande grupo com grandes músicas, com o qual mantemos uma grande amizade", esclareceu Manuela Azevedo, em conferência de imprensa.

"O trabalho deles, como o de muitos grupos que já acabaram, ficará como património musical e é uma pena que se perca e que as músicas deixem de ser ouvidas", acrescentou a vocalista dos Clã.
Os Toranja foram a primeira banda a subir ao palco na quinta noite da Queima das Fitas do Porto, interpretando as duas músicas mais conhecidas: «Carta» e «Adormecido». Também eles relembraram os Ornatos Violeta através do tema «Chaga».

Os Toranja ficaram "comovidos" com o público que assistiu ao concerto: "nunca tocámos para tanta gente e, apesar de muitos virem para os Clã, muita gente chegou mais cedo para nos ouvir e isso deixa-nos muito contentes". Tiago Bettencourt referiu mesmo que ficou "espantado" com o silêncio feito durante a música tocada ao piano («Carta»): "com tanta gente, estava tudo tão calado a ouvir-nos; foi uma coisa que nos tocou imenso".
A banda revelou a sua preferência pelo formato eléctrico: "como no acústico é preciso menos tecnologia, improvisamos mais; por outro lado, às vezes faz falta a explosão do formato eléctrico".

Para os Toranja, compor na língua nacional não é uma opção: "nascemos todos em Portugal, falamos todos em Português e a mensagem que vamos transmitindo vai sendo em Português, sem o filtro da tradução". A inspiração para a escrita provém de "coisas que inquietam", numa altura em que a banda está já a pensar num novo álbum, a lançar em 2005, que "vai manter um certo enigma sobre os Toranja".

A noite de quarta-feira foi dedicada ao ambiente. De acordo com uma campanha de sensibilização da população do Porto iniciada pela Câmara Municipal, foram colocados alguns ecopontos e recipientes para recolha de lixos recicláveis no Queimódromo.
No entanto, no final da noite, às seis horas da manhã de quinta-feira, o recinto estava coberto de copos de plástico e guardanapos, como habitual. A diversão superou o cuidado com o ambiente.
Realmente é uma pena k deixem de ouvir os magnificos Ornatos violeta .. é uma pena k eles tenham acabado.. mas os verdadeiros fãs .. com eu jamais os esquecerao e jamais os deixarao de ouvir .. para mim a ultima vês k eu poder ouvir a musica deles .. será como a primeira ou ainda mais forte .. ;) snif .. beijinhos para todos .. ja agora tenho de elogiar os clã .. k realmente tb sao mt bons .. e eu adoro e os toranja .. axo k todos estao a revolucionar a musica portuguesa k realmente estava e ainda está a precisar de um emporraozinho .. E claro .. ja k nao temos Ornatos .. Vamos ficar-nos pelos Pluto .. tb mt bons ***** beijocas fofas e bom futuro para tds
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