Países em vias de desenvolvimento vão receber 50 mil milhões de dólares. Perdão da dívida externa também ficou garantido.
Os líderes do G8 aprovaram sexta-feira, em Gleneagles, algumas das propostas britânicas para o combate à pobreza extrema em África. A grande vitória de Tony Blair foi o acordo alcançado para a ajuda financeira aos países em vias de desenvolvimento: a proposta para duplicar o valor previamente estabelecido (25 mil milhões de dólares) foi aceite. Os países mais pobres vão receber, no total, 50 mil milhões de dólares (42 mil milhões de dólares) para investirem no seu desenvolvimento.
O perdão da dívida externa vai abranger 18 países, contrariando assim a exigência manifestada pelos 40 chefes de Estado e de Governo da União Africana, que defenderam que essa anulação deveria estender-se à totalidade dos países africanos.
Dos países contemplados com o perdão da dívida, 14 são africanos. No total, o perdão das dívidas externas perfaz 40 mil milhões de dólares.
O anúncio foi feito hoje na conferÊncia de imprensa final da cimeira do G8, que reúne os sete países mais ricos do mundo – EUA, Reino Unido, França, Canadá, Alemanha, Itália, Japão – e a Rússia.
“Não é o fim da pobreza em África, mas é uma esperança de que pode acabar”, salientou o primeiro-ministro britânico.
No que toca ao comércio, os países do G8 comprometeram-se a apoiar novos acordos para tornar viável a participação africana no mercado internacional.
Relativamente ao Médio Oriente, os líderes do G8 decidiram apoiar a Autoridade Palestiniana com três mil milhões de dólares (2,51 mil milhões de euros)