O sexteto, dirigido pelo saxofonista Marty Erlich, revê a obra do histórico do jazz.
Um dos nomes maiores do jazz contemporâneo é revisto pelo The Julius Hemphill Sextet, no encerramento do ciclo “Jazz no Parque”, em Serralves. Pelo palco do Ténis do Parque de Serralves, já passaram Zé Eduardo Unit e Aki Takase, que recriaram as obras de Zeca Afonso e Fats Waller, respectivamente. O sexteto, dirigido pelo saxofonista Marty Erlich, revê a obra do histórico do jazz (na foto).
É a segunda vez que o Julius Hemphill Sextet actua em Portugal, depois da passagem no "Jazz em Agosto", em 2003, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.
O The Julius Hemphill Sextet difere da maioria das chamadas “bandas de reportório”, já que não se prende à reverência formal e estética face ao nome que lhe dá nome. Pelo contrário: é na abordagem crítica à obra de Julius Hemphill que o sexteto lhe mostra respeito.
Hemphill (1938-1995) pretence a uma geração de músicos que cruza o jazz com outras linguagens (dança, teatro, cinema, opera, performance), facto que o remeteu para a marginalidade dos circuitos tradicionais do jazz.
Com a mudança para Nova Iorque, em 1973, continuou a explorar territórios próximos do free jazz e da improvisação colectiva, ao lado de nomes com Lester Bowie e Anthony Braxton.