Scotland Yard mata presumível bombista

Scotland Yard mata presumível bombista

Conselho Muçulmano Britânico exige clarificação do que se passou na estação de Metro de Stockwell.

A polícia britânica confirma que agentes da Scotland Yard mataram, sexta-feira, um homem na estação de Metro de Stockwell, no sul de Londres.

"Um homem foi interpelado e em seguida alvejado pelos agentes. O serviço de ambulância de Londres foi chamado ao local e declarou a morte do indivíduo", afirmou o porta-voz da polícia londrina. "Podemos confirmar que, pouco depois das 10h00 [mesma hora em Lisboa], agentes armados entraram na estação de Stockwell", declarou.

O homem foi visto a saltar uma barreira e a entrar numa composição de um comboio estacionado na linha de Northern do metro de Londres.

O comboio foi imediatamente evacuado e a circulação nas linhas de Northern e de Victoria foi suspensa.

"Vi um homem asiático correr para um comboio, perseguido por três polícias à paisana", disse à BBC uma testemunha no local. "Um deles [dos agentes] levava uma pistola negra - parecia ser automática. Mandaram o homem ao chão, puseram-se em cima dele e deram-lhe cinco tiros".

A BBC avança que o homem era suspeito de estar relacionado com as explosões de quinta-feira e que estava a ser seguido como resultado da análise de imagens das câmaras de vigilância colocadas na cidade (CCTV).

Muçulmanos exigem esclarecimentos

O Conselho Muçulmano Britânico está preocupado com uma eventual política de "disparar a matar".

"Pode haver razões para a polícia achar necessário disparar cinco tiros num homem e matá-lo, mas precisam de tornar essas razões claras", afirmou o porta-voz Inayat Bunglawala.

"É vital que a polícia explique oficialmente o que se passou e porque é que o homem foi morto", concluiu.

Este incidente surge quando está lançada uma vasta operação de "caça ao homem" pelos serviços de segurança para encontrar os presumíveis autores das quatro explosões em três estações do Metro e num autocarro de dois andares registadas quinta-feira em Londres.

Os ataques provocaram um ferido ligeiro.

Pedro Rios
Foto: i-capture/Flick
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