Casa da Música: Ministério da Cultura e privados chegam a acordo

Apesar das divergências, Ministério da Cultura e privados afirmam que não fizeram qualquer cedência para chegar ao modelo de gestão.

À saída da reunião com os empresários que vão integrar a Fundação da CM, a ministra da Cultura desmentiu as notícias que, no passado mês de Outubro, davam conta da desistência dos 18 investidores privados (que invocaram, então, não terem as condições necessárias para uma gestão independente), sublinhando que "mantinha-se, por parte dos fundadores, a vontade de continuar a negociar".

Nenhuma das partes envolvidas – Ministério da Cultura e investidores privados (na voz do banqueiro Artur Santos Silva) - admitiu, no entanto, qualquer cedência para alcançar o acordo anunciado hoje. Isabel Pires de Lima limitou-se a referir que as "partes ajustadas" consistiram nas condições de integração da Orquestra Nacional do Porto na CM e na constituição do conselho de administração.

As competências do administrador delegado (nomeado pelos investidores privados) era uma das questões que opunham Estado e investidores privados, mas a ministra da Cultura afirmou, contudo, que o poder daquela figura "nunca esteve em causa".

"O que esteve em causa, numa fase muito anterior, e há muito tempo atrás, foi a possibilidade de o director artístico ser também administrador", clarificou Isabel Pires de Lima.

Contudo, Artur Santos Silva não evitou incluir a questão das competências administrativas no pacote das "divergências", e notou que "não pode haver responsabilidade sem autoridade. O conselho de administração e o administrador delegado têm de ser autoridades superiores da administração".

Ana Correia Costa
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