Obras de requalificação dos Aliados avançam na próxima semana

Obras de requalificação dos Aliados avançam na próxima semana

Imbróglio da Metro não vai afectar início da empreitada. Arquitectos disponíveis para explicar projecto mediante "convite" de Rui Rio e da Metro.

O projecto de requalificação dos arquitectos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura para a zona dos Aliados, no Porto, vai começar a ser executado entre segunda e terça-feira, garantiu hoje, quinta-feira, fonte da Metro do Porto ao JPN.

A crise instalada na Metro do Porto, na sequência de um despacho governamental que impede a empresa de contrair despesas que não sejam destinadas à gestão corrente, não terá, portanto, repercussões no avanço das obras nos Aliados.

Com os desvios de trânsito acertados, a zona que compreende a Praça General Humberto Delgado, Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade vai começar a sofrer as alterações delineadas no projecto encomendado pela Metro do Porto a Souto Moura e Siza Vieira. Apesar de todos os movimentos de contestação, as máquinas vão avançar no início da próxima semana.

Siza diz que "não se pode agradar a todos"

Siza Vieira desvaloriza os protestos dos cidadãos dizendo que "não se pode agradar a todos". "A constestação que vi no sábado foram 30 pessoas", disse o arquitecto ao JPN a propósito da manifestação do passado sábado contra o projecto de que é co-autor.

A obra da Metro do Porto - aprovada pela Câmara e pelo IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) - contempla, entre outras alterações, a substituição do actual pavimento em calçada à portuguesa (em calcário e basalto) por cubos de granito. Além disso, os passeios vão ficar mais largos (por conta dos acessos às estações do metro), enquanto a placa central ficará mais estreita, impossibilitando assim a manutenção do jardim que lá existia.

A uniformização do piso ao longo de toda a Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade, que implicará a eliminação da calçada à portuguesa, é a modificação mais contestada pelos portuenses.

Siza não exclui nova explicação do projecto

Siza Vieira não exclui a hipótese de os dois arquitectos explicarem o projecto aos portuenses, mas afirma que tal só deverá acontecer "perante um convite do presidente da Câmara e da Metro". O arquitecto esclarece ainda que até ao momento não foram contactados nesse sentido.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, disse à edição de domingo do "Público" que acredita que "os temores das pessoas [relativamente ao projecto de requalificação dos Aliados] desaparecerão se Souto Moura estiver disponível para fazer uma sessão".

O JPN tentou contactar o arquitecto Souto Moura, mas tal não foi possível. Siza Vieira diz, contudo, que os arquitectos já fizeram apresentações públicas do projecto, organizadas pela Câmara. "Houve informação que terá tido efeito por meio de um desdobrável e de sessões abertas na Câmara", defende.

Ana Correia Costa
Foto: Pedro Sales Dias
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Em resposta ao comentário de aliada Por aliada
17.11.2005 - 22:39

Quanto é que se vai gastar para destruir o património da cidade? 4.890 milhões de euros? Quem lucra com isto? Como é possível que se esteja a permitir este crime!? Esta gente não tem vergonha? O Porto está a dormir? Então só se manifestaram 30 pessoas? E as mais de 7000 que assinaram omanifesto contra as obras não contam?

Em resposta ao comentário de a.rita Por a.rita
17.11.2005 - 22:50

e entao outra manifestação?mas desta vez propagada pela cidade tenho a certeza que muito mais do que 30 pessoas estão contra a destruição do património nacional,o gasto furtuito do dinheiro dos cidadãos e para na não falar no impacto ambiental que as placas de granito iram causar...

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