Concerto de Luís Represas transferido para a Casa da Música. Cinco membros da Culturporto apresentam demissão.
A Câmara Municipal do Porto vai apresentar hoje, terça-feira, uma queixa-crime contra o director do Teatro Plástico, Francisco Alves, e a autora Regina Guimarães, que encabeçam o grupo de manifestantes que continua fechado no Teatro Rivoli, desde o final da noite de domingo. A informação foi confirmada ao JPN por Francisco Alves.
O director do Teatro Plástico não se mostra surpreendido com a atitude da autarquia. "Esta é uma mostra da democraticidade do actual presidente", critica.
Francisco Alves diz ainda que os manifestantes não vão ceder até que a Câmara clarifique as suas pretensões acerca do futuro do Rivoli e a ministra da Cultura dialogue com eles. O encontro com Isabel Pires de Lima deve acontecer amanhã.
Os cerca de 25 ocupantes viram também, ao início da tarde de hoje, ser-lhes impedida a comunicação directa com o exterior do teatro. As portas do edifício municipal foram encerradas. Os manifestantes mostram agora a sua indignação através de papéis colados nos vidros da entrada do Rivoli.
Os ocupantes queixam-se que ontem, por volta das 23h30, foi cortada a electricidade no teatro e que o ar condicionado foi colocado no máximo do frio. "Só falta cortarem-nos a água", ironiza Francisco Alves.
Para as 18h, está marcada nova concentração junto ao teatro. Durante a tarde, na Praça D. João I escutavam-se palavras de ordem como "O Rivoli é nosso" e "Rui Rio não manda aqui". Alguns músicos actuaram na praça em solidariedade com o protesto.
O concerto de Luís Represas, que estava agendado para esta noite no Rivoli, foi transferido para a Casa da Música.
Segundo a RTP, o vice-presidente da Culturporto e director da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, Francisco Beja, e outros quatro membros que representam o Instituto Politécnico do Porto na associação cultural apresentaram hoje a demissão por não se reverem da forma como a entidade tem gerido este caso.