José Veiga acusado de burla qualificada agravada

José Veiga acusado de burla qualificada agravada

Ex-director do Benfica ouvido no TIC de Lisboa no âmbito da transferência de João Pinto para o Sporting.

O ex-empresário de futebol José Veiga foi constituído arguido por burla qualificada agravada e indiciado por fraude fiscal. Na origem desta detenção estará uma comissão que José Veiga alegadamente recebeu no âmbito da transferência de João Pinto para o Sporting, em 2002, após o jogador ter rescindido com o Benfica.

Veiga saiu do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, onde entrou para ser ouvido ao final da manhã, em liberdade com termo de identidade e residência e sob caução. À saída do TIC, o ex-empresário afirmou estar inocente.

Fonte ligada ao processo confirmou à Agência Lusa que, apesar de na altura se ter constado que o negócio seria a custo zero, "circulou dinheiro à volta da transferência", cerca de cinco milhões de euros, que terão alegadamente ficado na posse de José Veiga. A fonte referiu que só José Veiga poderá esclarecer as autoridades judiciárias sobre o destino dos cinco milhões de euros, que poderão ter beneficiado outras pessoas.

Apesar de o caso remontar ao ano de 2000, a investigação só terá começado há cerca de um ano porque, segundo a fonte citada pela Lusa, foi necessário seguir um rasto do dinheiro e, para tal, enviar uma carta rogatória para um país estrangeiro, de forma a que ali fossem feitas diligências judiciárias para localizar as verbas.

José Veiga poderá, no âmbito desta investigação, ser ainda indiciado por fraude fiscal, uma vez que não declarou a verba que alegadamente recebeu.

Para além do caso da contratação de João Pinto, Veiga deverá ser ouvido no âmbito de outros casos relacionados com a actividade da Gestifute, a empresa ligada à representação de jogadores de futebol e que foi extinta em 2004 quando o empresário integrou a estrutura directiva do Benfica.

João Queiroz
lj03039@icicom.up.pt
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