Mariano Gago mais optimista que a ENQA, entidade que fez uma avaliação negativa do sistema de avaliação actual.
O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, acredita que dentro de dois ou três anos surgirão os resultados da Agência Nacional de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, que substituirá em 2007 o Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES).
A previsão é mais optimista do que a da própria Rede Europeia para a Garantia da Qualidade no Ensino Superior (ENQA), organização que fez uma avaliação negativa do sistema de avaliação das universidades e politécnicos, tutelada pelo CNAVES.
A ENQA aponta 2012 como data provável para os primeiros resultados fiáveis sobre a avaliação e acreditação do ensino superior.
"Há um ponto fundamental: decidimos começar pelo princípio. Não é possível uma reforma do ensino superior sem ser assim. Por isso, primeiro foi a decisão de criar um sistema de garantia de qualidade e depois a escolha política, se queríamos um sistema voltado para dentro ou para fora", explicou Gago, citado pelo "Jornal de Notícias" "on-line".
Segundo o relatório produzido pela ENQA, o sistema de avaliação do ensino superior português é prejudicada pela "limitada independência" do CNAVES.
O relatório afirma que os relatórios produzidos pelo CNAVES ao longo de 10 anos nunca levaram à redução ou suspensão do financiamento público.
"A passividade dos governos explica em grande parte a falta de acompanhamento das avaliações. Tal como a falta de empenho por parte das instituições de ensino superior", diz o texto, que ressalva, contudo, que o CNAVES favoreceu uma "cultura de auto-avaliação" e que o sistema de avaliação "era adequado aos objectivos na altura do seu estabelecimento".
A independência do CNAVES é "limitada", já que nos seus conselhos de avaliação predominam elementos das universidades públicas e existe uma "considerável familiaridade entre avaliadores e avaliados".
Por isso, as equipas de avaliação da nova agência deverão ter pelo menos dois elementos de outros países e um avaliador português não ligado a nenhuma instituição de ensino superior.
A ENQA propõe que a agência tenha pelo menos 25 trabalhadores permanentes e que seja financiado em pelo menos 50% pelo Estado e em 25 a 50% pelas instituições de ensino superior.
Ex.mos Snrs
Parece-me bem que a qualidade do Ensino Superior passe a ser tema de agenda prioritário no nosso Ministro Mariano Gago no que se refer à avaliação do ES controlada por instituições credíveis. Colocar avaliadores a avaliar «amigos»... deu no que deu! O importante era simplesmente ter «amigos»!
Também gostaria de saber como determinadas «doutoras» dos nossos Politécnicos com funções de direcção e outras de avaliação... apresentam «mestrados por correspondência» nos seus curriculos e outras, conseguiram passar directamente de «bacharéis a mestres»!
Isto soa bastante mal quando depois se verifica que na prática têm atitudes deveras reprováveis de abusos de poder e de falta de ética profissional.
Seria bom que as nossas escolas fossem mais competentes e vivessem, de facto, para melhor servir o País na pessoa dos alunos e não o inverso tal como se tem verificado: servir os interesses dos professores, calando abusos e bestialidades cometidas por alguns desses, e até agora, «todo-poderosos» pouco importando denunciar a sorte de alguns alunos (ficam as queixas nas gavetas...) que simplesmente se vêm destroçados em virtude dos atropelos infligidos por certas personalidades que evidenciam baixa formação moral e profissional no cumprimento dos seus deveres.
Deveria haver um apuramento rigoroso e isento de certos currículos bizarros, de certos procedimentos abusivos, de queixas que alunos desesperados todos os anos fazem sobre abusos aberrantes de que são vítimas indefesas por parte de certos docentes, para daí se poder retirar as devidas conclusões.
Oxalá este País dê uma grande volta no seu sistema de Ensino Superior, caduco e desactualizado para ver se duma vez por todas, e através duma Avaliação como aquela que agora se anuncia, há competência, há justiça e transparência, há respeito pelos professores sem esquecer os direitos dos alunos, para nos modernizarmos saindo deste caos tremendo em que nos encontramos.
Grata maria dias
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