Salazar vence concurso "Os Grandes Portugueses"
Salazar surge destacado no primeiro lugar, com 41% dos votos
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Salazar vence concurso "Os Grandes Portugueses"

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Telespectadores da RTP1 votaram no ditador para “maior português de sempre”. Cunhal em segundo.

António Oliveira Salazar foi a personalidade escolhida pelos telespectadores da RTP1 que participaram no concurso "Os Grandes Portugueses". O histórico líder do PCP Álvaro Cunhal e o cônsul Aristides de Sousa Mendes, que permitiu a fuga de 30 mil pessoas, sobretudo judeus, ao regime nazi durante a II Guerra Mundial, ficaram na segunda e terceira posição respectivamente.

Salazar surge destacado no primeiro lugar, com 41% dos votos. No quarto posto ficou o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, à frente de Luís de Camões.

D. João II foi o sexto desta lista, que nos restantes lugares contemplou ainda o Infante D. Henrique, Fernando Pessoa, Marquês de Pombal e Vasco da Gama.

O programa é inspirado num modelo da BBC. Na sua versão francesa, foi eleito Charles De Gaulle. Em Inglaterra, venceu Winston Churchill e, nos EUA, Ronald Reagan.

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Em resposta ao comentário de Francisco Por Francisco
26.03.2007 - 14:01

É lamentável e VERGONHOSO que haja pessoas que se fazem passar por democratas, gritem pelo 25 de Abril e no fim de contas são INCAPAZES de assistir a uma vitória LIVRE E DEMOCRÁTICA do Dr. António de Oliveira Salazar. E ainda por cima são capazes de falar em "déficit" democrático na Madeira. Valha-nos Deus.
Salazar foi ditador, é verdade, mas desde o 25 de Abril têm procurado contar a sua HSTÓRIA, à maneira das "istórias" dos revolucionários. Virou-se o bico ao prego. Sejam verdadeiros e honestos, quem sabe se para a próxima Salazar não ganhará.
São contra o Salazar mas são capazes de ser a favor de Fidel de Castro. Uma VERGONHA.
Viram a figurinha da Odete Santos? Não se riram à brava? Não tiveram pena? Não foi vergonhoso? Poisss ... é por estas e por outras.
Salazar ganhou porque HOJE este país está um nojo. Com ele, não haveria falsificação de habilitações literárias, percebem a diferença?
SALAZAR GANHOU?? ENTÃO VIVA SALAZAR!!
E se não fosse o Salazar a ganhar, o estudo sociológico seria outro. Como foi ele ... não passa de um concurso. Estou a topar!!

Em resposta ao comentário de jose Por jose
26.03.2007 - 15:42

Esta viória só demonstra que o país precisa de um salazar para arrancar de novo o país da miséria!E vergonhoso andarmos na rua cheios de insegurança!E necessário alguem forte e determinado no poder!Viva salazar!viva ao crescimento economico de 6,5%! viva a segurança!viva a estabilidade!

Em resposta ao comentário de ANA LÚCIA Por ANA LÚCIA
26.03.2007 - 16:22

Caro sr Francisco

Como deve de calcular, nem todos os democratas defendem o comunismo.... equiparar todos os defensores da liberdade, igualdade e fratenidade, valores muito justos e prementes na humanidade, assim como de todos os direitos salvaguardados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, a apologistas de Fidel Castro ou Alvaro Cunhal.
Tenho muita pena por ter ganho a figura de Salazar que não salvaguardava muitos dos direitos a que antes me referi, e mais triste fico por existirem portugueses que manifestem tal felicidade na vitória de uma figura tão pouco meritória.
Tenho 31 anos, sempre vivi em democracia, e lamento que digam que esta vitória tenha sido fruto das gerações mais novas que não conhecem a história de Portugal - penso que cada um é responsável por procurar nos seus interesses a informação disponível para poder escolher em consciência- ou então que seja um voto de desagrado pelo estado do nosso país. Não será este o fruto do que plantaram durante tantos anos de regime fascista?
E se o nosso problema fosse a falsificação de habilitações literárias... o grande problema foi a FALTA de habilitações literárias, a começar pelo chefe de estado- não falo de doutores e engenheiros porque esses como podemos ver principalmente na função pública- estamos cheios deles, basta ser chefe se serviços a fica-se com o estatuto. Falo de formação verdadeiramente académica, onde o conhecimento é valorizado no sentido amplo da palavra, dando lugar à opinião crítica e partilha de informação. Essa é a verdadeira academia e isso infelizmente é pouco frequente em Portugal.

Assina mais uma verdadeira licenciada (Antropologia-UNL) no desemprego!

Em resposta ao comentário de miguel soares franco Por miguel soares franco
26.03.2007 - 16:52

cara ANALÚCIA A SR. DR. é que nao sabe historia porque se soubesse nao vinha dizer que o PROFESSOR DOUTOR ANTONIO OLIVEIRA SALAZAR era fascista,por isso antes de escrever seja o que for sobre esse grande senhor va aprender
VIVA A SALAZAR VIVA A PORTUGAL

Em resposta ao comentário de Fernando Por Fernando
26.03.2007 - 17:04

Não sendo um adepto do Fascismo ou regimes do género, considero realmente lamentável que quase todas as pessoas presentes em estúdio, na noite da eleição dos grandes Portugueses, não consigam referir-se à totalidade dos candidatos com a mesma imparcialidade. De todos eles,(candidatos) em relação aos seus erros, todos, na plateia, diziam que deveriam ser enquadrados na época, em relação a Salazar (nada). Agora eu pergunto: então este candidato, que efectivamente cometeu vários erros, não deve ser também enquadrado na época em que governou? eu sei e tem-se constactado que, neste momento, ainda é politicamente incorrecto referir-se a Salazar e à sua obra, mas...tenhamos um pouco de vergonha e tenhamos a coragem de o criticar no que é criticável e elogiá-lo naquilo que ele ele soube fazer bem...

Em resposta ao comentário de Juana Por Juana
26.03.2007 - 17:11

Vê-se mesmo que não sabe do que está a falar.
Talvez se pensasse mais um bocadinho, o levassem a sério.
Assim... ninguém lhe liga nenhuma.

Em resposta ao comentário de Juana Por Juana
26.03.2007 - 17:19


José, francisco, miguel...
Vê-se mesmo que não sabem do que estão a falar.

Em resposta ao comentário de magalhaes Por magalhaes
26.03.2007 - 17:19

Caro José, o seu comentário demonstra uma ignorância gritante (quase que posso dizer que estagnou no tempo e que continua em pleno período ditatorial, pelo que a sua falta de cultura estaria explicada!).

Embora o país se encontre num péssimo momento do ponto de vista económico, o que vivemos nunca poderá ser descrito como um período miserável.

Em períodos miseráveis, não há consumismo massificado. Caso não saiba (ou porque não viveu a época da ditadura ou porque não estudou, ou as duas coisas), grande parte da população portuguesa vivia, antes de '74, em condições que hoje consideraríamos sub-humanas.

A crise económica que vivemos hoje, em nada se compara à vivência humilhante de muitos portugueses sob a governação salazarista.

Em resposta ao comentário de magalhaes Por magalhaes
26.03.2007 - 17:27

O que mais me custa entender nestes defensores do Salazar é se, porventura, esqueceram o que são direitos humanos e se nunca ouviram palavras como "PIDE", "censura", "tortura", por exemplo, associadas ao nome desse "senhor"...

Em resposta ao comentário de ANA LÚCIA Por ANA LÚCIA
26.03.2007 - 18:30

Caro sr,

Pensei ingorar o seu comentário, para lhe dar a importância necessária (0), mas fica o exposto para indicar que felizmente sei o que foi o fascismo (digo felismente pois penso que a ignorância é um grande defeito), tive oportunidade de o estudar e para variar, em Portugal existiu um regime político que não se diz fascista, pois o verdadeiro fascismo é um regime oriundo da Itália (como o nazismo é da Alemanhã) mas tivesmos algo mais ou menos (como tudo em Portugal que fica em águas de bacalhau)a que se chamou de Estado Novo, onde governava a União Democrática- que de democracia não tinha nada!!!!
Parece-lhe razoável a resposta ou terei de dar mais promenores do que se passou nessa época para lhe dizer que não concordo e não necessito de um regime destes no meu país novamente. Obrigada

Em resposta ao comentário de Rui Carvalho Por Rui Carvalho
26.03.2007 - 20:36

É deveras engraçado, que os intitulados democratas de esquerda, tenham dificuldade em aceitar os resultados, daquilo que designam como um simples concurso de televisão. Afinal, para eles tem muita importância. Acautelem-se, pois este é um recdo dos portugueses para a classe política em geral. Já agora nmão se congratulem os esquerdistas porque não derrubaram Salazar, mas sim Marcelo Caetano. Nâo tentem alterar a vosso modo os factos históricos. Salazar foi autoritário mas eficiente. Hoje são pretensamente democratas, mas imcompetentes.

Em resposta ao comentário de Joaquina I. Marques Por Joaquina I. Marques
26.03.2007 - 21:53

Não sou nada de proibir seja o que for mas por acaso vi o programa e também me incomodou a despudorada tentativa de branqueamento dos aspectos mais sinistros do fascismo lusitano encarnado pelo não menos sinistro monge de Santa Comba

HAJA DECÊNCIA, HAJA MEMÓRIA

Como é que é tolerável que o regime democrático deixe a RTP fazer a apologia do principal responsável disto tudo e de muito mais, dando a Jaime Nogueira Pinto mais de meia hora para fazer o elogio de Salazar?

HAJA MEMÓRIA

1931
O estudante Branco é morto pela PSP, durante uma manifestação no Porto;

1932

Armando Ramos, jovem, é morto em consequência de espancamentos; Aurélio
Dias, fragateiro, é morto após 30 dias de tortura; Alfredo Ruas, é
assassinado a tiro durante uma manifestação em Lisboa;

1934, 18 de Janeiro

Américo Gomes, operário, morre em Peniche após dois meses de tortura;
Manuel Vieira Tomé, sindicalista ferroviário morre durante a tortura em
consequência da repressão da greve; Júlio Pinto, operário vidreiro, morto à
pancada; a PSP mata um operário conserveiro durante a repressão de uma
greve em Setúbal;

1935

Ferreira de Abreu, dirigente da organização juvenil do PCP, morre no
hospital após ter sido espancado na sede da PIDE (então PVDE);

1936

Francisco Cruz, operário da Marinha Grande, morre na Fortaleza de Angra do
Heroísmo, vítima de maus tratos, é deportado do 18 de Janeiro de 1934;
Manuel Pestana Garcez, trabalhador, é morto durante a tortura;

1937

Ernesto Faustino, operário; José Lopes, operário anarquista, morre durante a
tortura, sendo um dos presos da onda de repressão que se seguiu ao atentado
a Salazar; Manuel Salgueiro Valente, tenente-coronel, morre em condições
suspeitas no forte de Caxias; Augusto Costa, operário da Marinha Grande,
Rafael Tobias Pinto da Silva, de Lisboa, Francisco Domingues Quintas, de
Gaia, Francisco Manuel Pereira, marinheiro de Lisboa, Pedro Matos Filipe, de
Almada e Cândido Alves Barja, marinheiro, de Castro Verde, morrem no espaço
de quatro dias no Tarrafal, vítimas das febres e dos maus tratos; Augusto
Almeida Martins, operário, é assassinado na sede da PIDE (PVDE) durante a
tortura ; Abílio Augusto Belchior, operário do Porto, morre no Tarrafal,
vítima das febres e dos maus tratos;

1938

António Mano Fernandes, estudante de Coimbra, morre no Forte de Peniche,
por lhe ter sido recusada assistência médica, sofria de doença cardíaca;
Rui Ricardo da Silva, operário do Arsenal, morre no Aljube, devido a tuberculose
contraída em consequência de espancamento perpetrado por seis agentes da
Pide durante oito horas; Arnaldo Simões Januário, dirigente
anarcosindicalista, morre no campo do Tarrafal, vítima de maus tratos;
Francisco Esteves, operário torneiro de Lisboa, morre na tortura na sede da
PIDE; Alfredo Caldeira, pintor, dirigente do PCP, morre no Tarrafal após
lenta agonia sem assistência médica;

1939

Fernando Alcobia, morre no Tarrafal, vítima de doença e de maus tratos;

1940

Jaime Fonseca de Sousa, morre no Tarrafal, vítima de maus tratos; Albino
Coelho, morre também no Tarrafal; Mário Castelhano, dirigente
anarco-sindicalista, morre sem assistência médica no Tarrafal;

1941

Jacinto Faria Vilaça, Casimiro Ferreira; Albino de Carvalho; António Guedes
Oliveira e Silva; Ernesto José Ribeiro, operário, e José Lopes Dinis morrem
no Tarrafal;

1942

Henrique Domingues Fernandes morre no Tarrafal; Carlos Ferreira Soares,
médico, é assassinado no seu consultório com rajadas de metralhadora, os
agentes assassinos alegam legítima defesa (?!); Bento António Gonçalves,
secretário-geral do PCP. Morre no Tarrafal; Damásio Martins Pereira,
fragateiro, morre no Tarrafal; Fernando Óscar Gaspar, morre tuberculoso no
regresso da deportação; António de Jesus Branco morre no Tarrafal;

1943

Rosa Morgado, camponesa do Ameal (Águeda), e os seus filhos, António, Júlio
e Constantina, são mortos a tiro pela GNR; Paulo José Dias morre tuberculoso
no Tarrafal; Joaquim Montes morre no Tarrafal com febre biliosa; José Manuel
Alves dos Reis morre no Tarrafal; Américo Lourenço Nunes, operário, morre em
consequência de espancamento perpetrado durante a repressão da greve de
Agosto na região de Lisboa; Francisco do Nascimento Gomes, do Porto, morre
no Tarrafal; Francisco dos Reis Gomes, operário da Carris do Porto, é morto
durante a tortura;

1944

General José Garcia Godinho morre no Forte da Trafaria, por lhe ser
recusado internamento hospitalar; Francisco Ferreira Marques, de Lisboa,
militante do PCP, em consequência de espancamento e após mês e meio de
incomunicabilidade; Edmundo Gonçalves morre tuberculoso no Tarrafal;
assassinados a tiro de metralhadora uma mulher e uma criança, durante a
repressão da GNR sobre os camponeses rendeiros da herdade da Goucha
(Benavente), mais 40 camponeses são feridos a tiro.

1945

Manuel Augusto da Costa morre no Tarrafal; Germano Vidigal, operário,
assassinado com esmagamento dos testículos, depois de três dias de tortura
no posto da GNR de Montemor-o-Novo; Alfredo Dinis (Alex), operário e
dirigente do PCP, é assassinado a tiro na estrada de Bucelas; José António
Companheiro, operário, de Borba, morre de tuberculose em consequência dos
maus tratos na prisão;

1946

Manuel Simões Júnior, operário corticeiro, morre de tuberculose após doze
anos de prisão e de deportação; Joaquim Correia, operário litógrafo do
Porto, é morto por espancamento após quinze meses de prisão;

1947

José Patuleia, assalariado rural de Vila Viçosa, morre durante a tortura na
sede da PIDE;

1948

António Lopes de Almeida, operário da Marinha Grande, é morto durante a
tortura; Artur de Oliveira morre no Tarrafal; Joaquim Marreiros, marinheiro
da Armada, morre no Tarrafal após doze anos de deportação; António Guerra,
operário da Marinha Grande, preso desde 18 de Janeiro de 1934, morre quase
cego e após doença prolongada;

1950

Militão Bessa Ribeiro, operário e dirigente do PCP, morre na Penitenciária
de Lisboa, durante uma greve de fome e após nove meses de incomunicabilidade;
José Moreira, operário, assassinado na tortura na sede da PIDE, dois dias após a
prisão, o corpo é lançado por uma janela do quarto andar, para simular suicídio;
Venceslau Ferreira morre em Lisboa após tortura; Alfredo Dias Lima, assalariado
rural, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Alpiarça;

1951

Gervásio da Costa, operário de Fafe, morre vítima de maus tratos na prisão;

1954

Catarina Eufémia, assalariada rural, assassinada a tiro em Baleizão, durante
uma greve, grávida e com uma filha nos braços;

1957

Joaquim Lemos Oliveira, barbeiro de Fafe, morre na sede da PIDE no Porto
após quinze dias de tortura; Manuel da Silva Júnior, de Viana do Castelo, é
morto durante a tortura na sede da PIDE no Porto, sendo o corpo,
irreconhecível, enterrado às escondidas num cemitério do Porto; José
Centeio, assalariado rural de Alpiarça, é assassinado pela PIDE;

1958

José Adelino dos Santos, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR,
durante uma manifestação em Montemor-o-Novo, vários outros trabalhadores
são feridos a tiro; Raul Alves, operário da Póvoa de Santa Iria, após quinze
dias de tortura, é lançado por uma janela do quarto andar da sede da PIDE, à
sua morte assiste a esposa do embaixador do Brasil;

1961

Cândido Martins Capilé, operário corticeiro, é assassinado a tiro pela GNR
durante uma manifestação em Almada; José Dias Coelho, escultor e militante
do PCP, é assassinado à queima-roupa numa rua de Lisboa;

1962

António Graciano Adângio e Francisco Madeira, mineiros em Aljustrel, são
assassinados a tiro pela GNR; Estêvão Giro, operário de Alcochete, é
assassinado a tiro pela PSP durante a manifestação do 1º de Maio em Lisboa;

1963

Agostinho Fineza, operário tipógrafo do Funchal, é assassinado pela PSP, sob
a indicação da PIDE, durante uma manifestação em Lisboa;

1964

Francisco Brito, desertor da guerra colonial, é assassinado em Loulé pela
GNR; David Almeida Reis, trabalhador, é assassinado por agentes da PIDE
durante uma manifestação em Lisboa;

1965

General Humberto Delgado e a sua secretária Arajaryr Campos são assassinados
a tiro em Vila Nueva del Fresno (Espanha), os assassinos são o inspector da
PIDE Rosa Casaco e o subinspector Agostinho Tienza e o agente Casimiro Monteiro;

1967

Manuel Agostinho Góis, trabalhador agrícola de Cuba, more vítima de tortura
na PIDE;

1968

Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de
maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no
posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel
Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de
incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;

1969

Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um
atentado organizado pela PIDE;

1972

José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e
militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta
do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE
Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em
Junho de 1975;

1973

Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é
assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim
Galvão;

1974, 25 de Abril

Fernando Carvalho Gesteira, de Montalegre, José James Barneto, de Vendas
Novas, Fernando Barreiros dos Reis, soldado de Lisboa, e José Guilherme Rego
Arruda, estudante dos Açores, são assassinados a tiro pelos pides acoitados na sua
sede na Rua António Maria Cardoso, são ainda feridas duas dezenas pessoas.

A PIDE acaba como começou, assassinando. Aqui não ficam contabilizadas as
inúmeras vítimas anónimas da PIDE, GNR e PSP em outros locais de repressão.

Mais ainda

Podemos referir, duas centenas de homens, mulheres e crianças massacradas a
tiro de canhão durante o bombardeamento da cidade do Porto, ordenada pelo
coronel Passos e Sousa, na repressão da revolta de 3 de Fevereiro de 1927.
Dezenas de mortos na repressão da revolta de 7 de Fevereiro de 1927 em
Lisboa, vários deles assassinados por um pelotão de fuzilamento, à s ordens do
capitão Jorge Botelho Moniz, no Jardim Zoológico.

Dezenas de mortos na repressão da revolta da Madeira, em Abril de 1931, ou
outras tantas dezenas na repressão da revolta de 26 de Agosto de 1931. Um
número indeterminado de mortos na deportação na Guiné, Timor, Angra e no
Cunene. Um número indeterminado de mortos devido à intervenção da força
fascista dos "Viriatos" na guerra civil de Espanha e a entrega de fugitivos
aos pelotões de fuzilamento franquistas. Dezenas de mortos em São Tomé,
na repressão ordenada pelo governador Carlos Gorgulho sobre os trabalhadores
que recusaram o trabalho forçado, em Fevereiro de 1953. Muitos milhares de
mortos durante as guerras coloniais, vítimas do Exército, da PIDE, da
OPVDC, dos "Flechas", etc.

Em resposta ao comentário de Joaquina I. Marques Por Joaquina I. Marques
26.03.2007 - 21:54

Não sou nada de proibir seja o que for mas por acaso vi o programa e também me incomodou a despudorada tentativa de branqueamento dos aspectos mais sinistros do fascismo lusitano encarnado pelo não menos sinistro monge de Santa Comba

HAJA DECÊNCIA, HAJA MEMÓRIA

Como é que é tolerável que o regime democrático deixe a RTP fazer a apologia do principal responsável disto tudo e de muito mais, dando a Jaime Nogueira Pinto mais de meia hora para fazer o elogio de Salazar?

HAJA MEMÓRIA

1931
O estudante Branco é morto pela PSP, durante uma manifestação no Porto;

1932

Armando Ramos, jovem, é morto em consequência de espancamentos; Aurélio
Dias, fragateiro, é morto após 30 dias de tortura; Alfredo Ruas, é
assassinado a tiro durante uma manifestação em Lisboa;

1934, 18 de Janeiro

Américo Gomes, operário, morre em Peniche após dois meses de tortura;
Manuel Vieira Tomé, sindicalista ferroviário morre durante a tortura em
consequência da repressão da greve; Júlio Pinto, operário vidreiro, morto à
pancada; a PSP mata um operário conserveiro durante a repressão de uma
greve em Setúbal;

1935

Ferreira de Abreu, dirigente da organização juvenil do PCP, morre no
hospital após ter sido espancado na sede da PIDE (então PVDE);

1936

Francisco Cruz, operário da Marinha Grande, morre na Fortaleza de Angra do
Heroísmo, vítima de maus tratos, é deportado do 18 de Janeiro de 1934;
Manuel Pestana Garcez, trabalhador, é morto durante a tortura;

1937

Ernesto Faustino, operário; José Lopes, operário anarquista, morre durante a
tortura, sendo um dos presos da onda de repressão que se seguiu ao atentado
a Salazar; Manuel Salgueiro Valente, tenente-coronel, morre em condições
suspeitas no forte de Caxias; Augusto Costa, operário da Marinha Grande,
Rafael Tobias Pinto da Silva, de Lisboa, Francisco Domingues Quintas, de
Gaia, Francisco Manuel Pereira, marinheiro de Lisboa, Pedro Matos Filipe, de
Almada e Cândido Alves Barja, marinheiro, de Castro Verde, morrem no espaço
de quatro dias no Tarrafal, vítimas das febres e dos maus tratos; Augusto
Almeida Martins, operário, é assassinado na sede da PIDE (PVDE) durante a
tortura ; Abílio Augusto Belchior, operário do Porto, morre no Tarrafal,
vítima das febres e dos maus tratos;

1938

António Mano Fernandes, estudante de Coimbra, morre no Forte de Peniche,
por lhe ter sido recusada assistência médica, sofria de doença cardíaca;
Rui Ricardo da Silva, operário do Arsenal, morre no Aljube, devido a tuberculose
contraída em consequência de espancamento perpetrado por seis agentes da
Pide durante oito horas; Arnaldo Simões Januário, dirigente
anarcosindicalista, morre no campo do Tarrafal, vítima de maus tratos;
Francisco Esteves, operário torneiro de Lisboa, morre na tortura na sede da
PIDE; Alfredo Caldeira, pintor, dirigente do PCP, morre no Tarrafal após
lenta agonia sem assistência médica;

1939

Fernando Alcobia, morre no Tarrafal, vítima de doença e de maus tratos;

1940

Jaime Fonseca de Sousa, morre no Tarrafal, vítima de maus tratos; Albino
Coelho, morre também no Tarrafal; Mário Castelhano, dirigente
anarco-sindicalista, morre sem assistência médica no Tarrafal;

1941

Jacinto Faria Vilaça, Casimiro Ferreira; Albino de Carvalho; António Guedes
Oliveira e Silva; Ernesto José Ribeiro, operário, e José Lopes Dinis morrem
no Tarrafal;

1942

Henrique Domingues Fernandes morre no Tarrafal; Carlos Ferreira Soares,
médico, é assassinado no seu consultório com rajadas de metralhadora, os
agentes assassinos alegam legítima defesa (?!); Bento António Gonçalves,
secretário-geral do PCP. Morre no Tarrafal; Damásio Martins Pereira,
fragateiro, morre no Tarrafal; Fernando Óscar Gaspar, morre tuberculoso no
regresso da deportação; António de Jesus Branco morre no Tarrafal;

1943

Rosa Morgado, camponesa do Ameal (Águeda), e os seus filhos, António, Júlio
e Constantina, são mortos a tiro pela GNR; Paulo José Dias morre tuberculoso
no Tarrafal; Joaquim Montes morre no Tarrafal com febre biliosa; José Manuel
Alves dos Reis morre no Tarrafal; Américo Lourenço Nunes, operário, morre em
consequência de espancamento perpetrado durante a repressão da greve de
Agosto na região de Lisboa; Francisco do Nascimento Gomes, do Porto, morre
no Tarrafal; Francisco dos Reis Gomes, operário da Carris do Porto, é morto
durante a tortura;

1944

General José Garcia Godinho morre no Forte da Trafaria, por lhe ser
recusado internamento hospitalar; Francisco Ferreira Marques, de Lisboa,
militante do PCP, em consequência de espancamento e após mês e meio de
incomunicabilidade; Edmundo Gonçalves morre tuberculoso no Tarrafal;
assassinados a tiro de metralhadora uma mulher e uma criança, durante a
repressão da GNR sobre os camponeses rendeiros da herdade da Goucha
(Benavente), mais 40 camponeses são feridos a tiro.

1945

Manuel Augusto da Costa morre no Tarrafal; Germano Vidigal, operário,
assassinado com esmagamento dos testículos, depois de três dias de tortura
no posto da GNR de Montemor-o-Novo; Alfredo Dinis (Alex), operário e
dirigente do PCP, é assassinado a tiro na estrada de Bucelas; José António
Companheiro, operário, de Borba, morre de tuberculose em consequência dos
maus tratos na prisão;

1946

Manuel Simões Júnior, operário corticeiro, morre de tuberculose após doze
anos de prisão e de deportação; Joaquim Correia, operário litógrafo do
Porto, é morto por espancamento após quinze meses de prisão;

1947

José Patuleia, assalariado rural de Vila Viçosa, morre durante a tortura na
sede da PIDE;

1948

António Lopes de Almeida, operário da Marinha Grande, é morto durante a
tortura; Artur de Oliveira morre no Tarrafal; Joaquim Marreiros, marinheiro
da Armada, morre no Tarrafal após doze anos de deportação; António Guerra,
operário da Marinha Grande, preso desde 18 de Janeiro de 1934, morre quase
cego e após doença prolongada;

1950

Militão Bessa Ribeiro, operário e dirigente do PCP, morre na Penitenciária
de Lisboa, durante uma greve de fome e após nove meses de incomunicabilidade;
José Moreira, operário, assassinado na tortura na sede da PIDE, dois dias após a
prisão, o corpo é lançado por uma janela do quarto andar, para simular suicídio;
Venceslau Ferreira morre em Lisboa após tortura; Alfredo Dias Lima, assalariado
rural, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Alpiarça;

1951

Gervásio da Costa, operário de Fafe, morre vítima de maus tratos na prisão;

1954

Catarina Eufémia, assalariada rural, assassinada a tiro em Baleizão, durante
uma greve, grávida e com uma filha nos braços;

1957

Joaquim Lemos Oliveira, barbeiro de Fafe, morre na sede da PIDE no Porto
após quinze dias de tortura; Manuel da Silva Júnior, de Viana do Castelo, é
morto durante a tortura na sede da PIDE no Porto, sendo o corpo,
irreconhecível, enterrado às escondidas num cemitério do Porto; José
Centeio, assalariado rural de Alpiarça, é assassinado pela PIDE;

1958

José Adelino dos Santos, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR,
durante uma manifestação em Montemor-o-Novo, vários outros trabalhadores
são feridos a tiro; Raul Alves, operário da Póvoa de Santa Iria, após quinze
dias de tortura, é lançado por uma janela do quarto andar da sede da PIDE, à
sua morte assiste a esposa do embaixador do Brasil;

1961

Cândido Martins Capilé, operário corticeiro, é assassinado a tiro pela GNR
durante uma manifestação em Almada; José Dias Coelho, escultor e militante
do PCP, é assassinado à queima-roupa numa rua de Lisboa;

1962

António Graciano Adângio e Francisco Madeira, mineiros em Aljustrel, são
assassinados a tiro pela GNR; Estêvão Giro, operário de Alcochete, é
assassinado a tiro pela PSP durante a manifestação do 1º de Maio em Lisboa;

1963

Agostinho Fineza, operário tipógrafo do Funchal, é assassinado pela PSP, sob
a indicação da PIDE, durante uma manifestação em Lisboa;

1964

Francisco Brito, desertor da guerra colonial, é assassinado em Loulé pela
GNR; David Almeida Reis, trabalhador, é assassinado por agentes da PIDE
durante uma manifestação em Lisboa;

1965

General Humberto Delgado e a sua secretária Arajaryr Campos são assassinados
a tiro em Vila Nueva del Fresno (Espanha), os assassinos são o inspector da
PIDE Rosa Casaco e o subinspector Agostinho Tienza e o agente Casimiro Monteiro;

1967

Manuel Agostinho Góis, trabalhador agrícola de Cuba, more vítima de tortura
na PIDE;

1968

Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de
maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no
posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel
Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de
incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;

1969

Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um
atentado organizado pela PIDE;

1972

José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e
militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta
do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE
Coelha da Rocha, viria a escapar-se na "fuga-libertação" de Alcoentre, em
Junho de 1975;

1973

Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é
assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim
Galvão;

1974, 25 de Abril

Fernando Carvalho Gesteira, de Montalegre, José James Barneto, de Vendas
Novas, Fernando Barreiros dos Reis, soldado de Lisboa, e José Guilherme Rego
Arruda, estudante dos Açores, são assassinados a tiro pelos pides acoitados na sua
sede na Rua António Maria Cardoso, são ainda feridas duas dezenas pessoas.

A PIDE acaba como começou, assassinando. Aqui não ficam contabilizadas as
inúmeras vítimas anónimas da PIDE, GNR e PSP em outros locais de repressão.

Mais ainda

Podemos referir, duas centenas de homens, mulheres e crianças massacradas a
tiro de canhão durante o bombardeamento da cidade do Porto, ordenada pelo
coronel Passos e Sousa, na repressão da revolta de 3 de Fevereiro de 1927.
Dezenas de mortos na repressão da revolta de 7 de Fevereiro de 1927 em
Lisboa, vários deles assassinados por um pelotão de fuzilamento, à s ordens do
capitão Jorge Botelho Moniz, no Jardim Zoológico.

Dezenas de mortos na repressão da revolta da Madeira, em Abril de 1931, ou
outras tantas dezenas na repressão da revolta de 26 de Agosto de 1931. Um
número indeterminado de mortos na deportação na Guiné, Timor, Angra e no
Cunene. Um número indeterminado de mortos devido à intervenção da força
fascista dos "Viriatos" na guerra civil de Espanha e a entrega de fugitivos
aos pelotões de fuzilamento franquistas. Dezenas de mortos em São Tomé,
na repressão ordenada pelo governador Carlos Gorgulho sobre os trabalhadores
que recusaram o trabalho forçado, em Fevereiro de 1953. Muitos milhares de
mortos durante as guerras coloniais, vítimas do Exército, da PIDE, da
OPVDC, dos "Flechas", etc.

j.I.M

Em resposta ao comentário de Fernando Por Fernando
26.03.2007 - 23:08

Implantação do Regime Comunista na Rússia.Quase 3 milhões de mortos...

Em resposta ao comentário de Rui de Castro Por Rui de Castro
27.03.2007 - 01:32

Este concurso só vem demonstrar a falta de inteligência do povo português. Salazar? Cunhal? Qual deles o pior! Um foi ditador. O outro, queria ser mas não conseguiu porque o primeiro tanque soviético estava a uns bons milhares de Km, senão tinham entrado pelo país adentro com os mesmos pretextos que os levaram a invadir a Checoslováquia, a Hungria, etc. A tentativa de branquemento que a ridícula Odete Santos tentou fazer do sr. Cunhal é tão vergonhosa quanto a que não é feita (e muito bem) a Salazar. Cunhal foi o mais ferrenho déspota do opressor e desumano regime comunista Soviético. Se o povo português fosse enteligente não teria embarcado numa polémica destas que tranforma um simples programa numa guerra ideológica entre dois sectores extremistas que não interessam a ninguém, e teria votado numa figura consensual como foi D. Afonso Henriques, o nosso fundador. O pai de todos nós. Não foi ele o mais importante? Claro que sim. Somos portugueses graças a ele. A não ser que os portugueses não estejam satisfeitos por o serem. Será?

Em resposta ao comentário de manco Por manco
27.03.2007 - 01:55

grande salazar

Em resposta ao comentário de Rui Pedro Leite Por Rui Pedro Leite
27.03.2007 - 11:48

Joaquina I. Marques, parabéns pelo seu comentário. Isso sim, foi um verdadeiro serviço público. Lembrar aquilo que todos parecem esquecer, as pessoas, pessoas reais, com vidas, famílias, amigos, sonhos e ambições, como qualquer um de nós, que morreram as mãos de um regime que não era "tecnicamente" fascista (sublinhe-se para acalmar alguns ânimos), mas que era, certamente, totalitário, e que foi encabeçado por esse "Grande Português" que aparentemente foi Oliveira Salazar.
Eu, por mim, duvido seriamente que algum homem que tenha sangue nas mãos possa ser um "grande" seja lá o que for... Não é uma questão politica, é uma questão de humanidade... Mas isso é só a minha opinião, também é por isso que, geralmente, não me agrada muito a ideia de heróis, sejam eles quem forem, porque frequentemente o herói de um foi o carrasco de outro...
A menos, claro, que acreditemos que há um grupo de pessoas que pode matar, torturar assassinar e trucidar por direito próprio, apenas porque está do lado "Certo", da "Verdade", da "Justiça", ou outra patetice maiúsculada qualquer do mesmo tipo...

Em resposta ao comentário de André Teotónio Pereira Por André Teotónio Pereira
27.03.2007 - 16:48

Ficou provado que a história que andam a contar á 32 anos sobre Salazar não entrou .A esquerda tem que se habituar a perder .

Em resposta ao comentário de José Mano Por José Mano
27.03.2007 - 16:56

O Senhor Professor Doutor António de Oliveira Salazar (e o Estado Novo) não perseguiu nenhuma pessoa de bem, só perseguiu terroristas, inimigos da Pátria, agitadores comunistas e outros bandidos da pior especie. Quem é e foi pessoa de bem, nada poderá mencionar sobre este assunto.

Em resposta ao comentário de André Teotónio Pereira Por André Teotónio Pereira
27.03.2007 - 16:58

Aonde est.ão os campos de concentração e as valas comuns. Porque não entrevistar o filho de Humberto Delgado e só entrevista a filha.Diga porque não foi atrás do Cassemíro Monteiro que depois do 25a ainda estava vivo.Porque é que mataram o GNR que ajudou o Cunhal a fuguir a mim
não me enganas comunista reformado e revoltado.

Em resposta ao comentário de Helder campos Por Helder campos
27.03.2007 - 18:57

Salazar ganhou porque HOJE este país está um nojo. Com ele, não haveria falsificação de habilitações literárias, percebem a diferença?


loool falsificar o 4º ano?

Em resposta ao comentário de Diana Pereira Por Diana Pereira
29.03.2007 - 18:31

defacto salazar foi um grande estadista. tirou portugal da miséria e encheu os cofres do estado. porém a sua atitude perante o povo português não foi a melhor.
sujeitou o povo a uma vida um pouco medíocre. acho que mereceu o destaque dado no programa "Grandes Portugueses", mas na minha opinião não merecia o primeiro lugar. uma coisa é certa e isto pode ser duro mas é verdade: se hoje tivessemos um "Salazar" a governar o país não estava na miséria que está do ponto de vista económico e do ponto de vista moral.

Em resposta ao comentário de André Valente Por André Valente
30.03.2007 - 22:49

Antes de mais, peco desculpa pela incorreccao da minha escrita, visto nao estar a usar um teclado portugues.
"A votação que escolheu Salazar tem mais a ver com o descrédito do presente do que com o crédito da História(...)", "Numa altura em que as sociedades (democráticas ou não) passam por acentuadas crises de valores, a escolha de Salazar parece mais um voto de protesto, um grito de alma, que vale a pena ponderar. Não significa o desejo de regresso ao Portugal de Salazar, só possível num determinado contexto histórico. Mas há descontentamentos de muita ordem que geram cepticismo."
Isto sao palavras do jornalista Jose Luis Ramos Pinheiro do Correio da Manha.
Ja estou fora de Portugal a cerca de 4 anos, o que faz com que eu esteja um bocado desactualizado. Ouvi falar do programa televisivo dos "Grandes Portugueses" e posso dizer que fiquei surpreso com a escolha de Salazar como o "Grande Portugues".
Compreendo a escolha desta personalidade pelas razoes evocadas no artigo acima transcrito. O que esta a acontecer em Portugal faz-me pensar no que aconteceu em Franca, nas eleicoes presidenciais de 2002, quando Jean-Marie Le Pen (extremista, simplesmente) passou a segunda ronda das eleicoes. O povo frances votou Le Pen, nao porque o quisesse no governo, mas como forma de protesto, devido ao descredito do presente, a crise de valores, a falta de opcao. Com concerteza que na segunda ronda, entre Jacques Chirac e Jean-Marie Le Pen, quando o povo se apercebeu do "perigo" de ver o Sr. Le Pen na presidencia, o Sr. Chirac ganhou com uma massiva vantagem de mais de 80% dos votos.
Voltando ao nosso pais, o que eu quero dizer e que, o facto de Manuel de Oliveira Salazar ter sido eleito o "Grande Portugues", mostra claramente o descontentamento do presente do povo portugues. Nao quer de maneira nenhuma dizer que nos queremos voltar a um governo opressivo "Salazarista", mas que precisamos de alguem com "garra" para meter o pais em ordem!
Achei uma certa piada a todo o debate que aqui vai neste blog, entre pessoas mais ou menos cultas, contra ou pro-salazaristas, jovens ou maduras, conhecedoras de causa ou nao. Eu tenho apenas 27 anos, e como muita gente, mesmo com mais idade, sempre vivi num regime democratico e nao preciso de nenhuma experiencia para dizer que nao quero viver num regime ditatorial. Muita gente neste blog confunde a escolha de Salazar com um desejo do povo de voltar a ditadura. Errado. Obviamente que ninguem quer ser oprimido e com certeza que um regime como o de Salazar seria impraticavel nos dias de hoje.
Resumidamente, o que o povo precisa e que demonstrou com a escolha de Salazar, e de um governo com garra, de uma autoridade forte, de alguem que possa tirar o nosso pais da miseria em que ele se encontra e faze-lo andar para a frente. Para isso e preciso AUTORIDADE, uma (senao a unica) qualidade de Salazar, simplesmente aplicada da maneira errada e num contexto diferente, que nao vamos misturar com o presente.
E facil falar, dizer que o pais esta numa situacao miseravel, quando ninguem esta disposto a fazer o esforco para melhorar. Se nao houver uma "mao forte" para orientar o povo portugues, nao iremos a lado nenhum.
E para terminar, peco-vos que leiam a sabias palavras do jornalista Jose Luis Ramos Pinheiro na pagina http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=236182&idselect=93&idCanal=93&p=200

Em resposta ao comentário de paulo Por paulo
31.03.2007 - 12:07

Sr Jose Mano, o meu pai nao foi "terrorista, inimigo da Pátria, agitador comunista e outros bandidos da pior especie". Foi alguem q foi mandado para uma guerra ridicula, cujo intuito era manter a escravidao nas colonias e salvaguardar a riqueza de meia duzia de ricos, e q acabou numa cadeira de rodas para sempre. Sim, ODEIO esta insegurança e estes sacos azuis, Portugal é um país triste...Mas isso é pq falta gente c toma*es. O simples facto de estarmos aqui a falar mal de quem manda so é possivel pq salazar nao esta no poder. É triste qd um homem destes ganha este concurso, é triste qd alguem é valorizado pq atrasou o país 40 anos e a mentalidade das pessoas 40 anos, de facto ele criou o país q o adora q gosta da mesquinhice e mediocridade. Comico alguem dar valor ao crescimento economico durante a ditadura. Os europeus ja tavam desenvolvidos, e a unica coisa q salazar conseguiu foi demorar o nosso desenvolvimento. Nao participamos na 2ºGuerra e tivemos o pior crescimento dos paises q nao entraram na guerra. A revolucao industrial foi atrasada pq o Sr Salazar preferia manter o proteccionismo do q importar carvao, ferro e outras materias essenciais. Sem duvida, vivemos no país de Salazaristas. Pela primeira vez acredito num governo de Portugal, talvez pelo ministro ser ex JSD e conseguir conciliar politicas sociais nas suas bases de direita. Pela 1ª vez acredito em Portugal, pela 1ª vez acredito na reducao do defice, pela 1ª vez acredito na democracia. Divida-se Portugal ao meio e veremos quem prefere a metade ditaturial e quem prefere esta fraca democracia. Saudacoes a todos.

Em resposta ao comentário de André Valente Por André Valente
31.03.2007 - 17:29

CORRECCAO! Peco imensa desculpa mas no comentario que eu publiquei ontem, nao sei porque, escrevi MANUEL de Oliveira Salazar. Todos sabemos que o seu nome era Antonio e nao Manuel. Deve ter sido devido a uma arvore genealogica que vi momentos antes, visto Salazar ter ascendentes com o nome de Manuel. Mais uma vez peco desculpa pelo erro.

Em resposta ao comentário de Fernando Pais Por Fernando Pais
01.04.2007 - 02:31

Quem passa no Vimieiro - Santa Comba Dâo e vê a casa onde viveu e (quase) morreu Salazar, casa humilde e simples. Quem sabe que Salazar morreu deixando cerca de 150 contos no banco como fortuna, que não deu par pagar aos médicos que o assistiram na doença. Quem conhece a realidade e lê a biografia de Salazar, percebe rapidamente a diferença e, no fundo, o porquê da vitória de Salazar no concurso da RTP. Ditadura? Sim. Mas honestidade, inteligência, seriedade,identificação com o povo de onde nasceu. Não esmagou o povo com impostos para distribuir e comprar votos, ganhar eleições eleições. Não tirou cursos superiores de forma suspeita, foi doutor e mestre numa Universidade séria.Não criou fundações com o dinheiro do povo para perpetuar o nome. Não teve bandos de mordomos pagos nos gabinetes para lhe apregoar as virtudes na televisão. Daqui a 50 anos, Salazar vai continuar a rir-se na tumba destes pândegos dirigentes pardacentos, desta áurea mediocridade de peraltas armados em governantes que conduzem o país a um rumo sem horizontes e cujo sonho maior é o défice a venda turística do que ainda resta. Quem ainda vocifera contra Salazar são os fascistas-comunitas, invejosos de uma ditadura que nunca conseguiram roubar (Salazar chamou-os pelo nome porque não estava com meias-tintas)e vão tentando atiçar o fogo do perigo do "fascismo", na típica intoxicação vermelhusca.
Quem viveu no tempo de Salazar, mesmo lutando contra a ditadura, percebe o desencanto. Reduziram o país a um bando de eunucos, que se basta com um telemóvel ou um macdonald, pago pela esmola europeia. Reduziram-nos a um país de pedintes a pretender viver como capitalistas, dirigido por "socialistas" que andam de Jaguar, enquanto rogam pragas aos americanos. Um espectáculo deprimente.
O país é um charco estagnado. Se alguém se tenta levantar e aponta o dedo, queimam-no como um herege que ofende as vacas sagradas da "democracia" instituída, como aocntecia nos tempos do Santo Ofício. Quosque tandem, catilina ? Pobre país, pobre nação,aonde te conduziram!!

Em resposta ao comentário de Gilberto Outeiro Por Gilberto Outeiro
01.04.2007 - 12:41

Mais uma vez se demonstra que o 25 de Abril foi uma mentira, comandada por uma minoria e apoiada pela URSS, que considerava Cunhal "como um amigo com o qual se pode contar".Aqui devo admitir que este concurso na final passou a ser mais uma luta de ideologias do que propriamente de figuras historicas. Assim podesse concluir que o comunismo, essa peste que ainda engana pessoas com boas intenções como por exemplo à porta das igrejas, está prestes a acabar. Mais uma conclusão que se tira é que todos os comunistas votaram no cunhal,sendo assim este camarada parece começar a perder o apoio de quem enganou. Por fim digo que o bom senso neste aspecto se mantém e VIVA SALZAR.

Em resposta ao comentário de Valérie Verloigne Por Valérie Verloigne
02.04.2007 - 12:08

Chamo-me Valérie Verloigne, sou belga e estudante de português. Também sou tradutora de espanhol e sinto um grande interesse pelas épocas de Franco e de Salazar... Para mim, o facto que o ex-dictador Salazar venceu o concurso "Os Grandes Portugueses" foi um grande choque.... Sou a favor das revoluções em geral e sou uma grande admiradora de Salgueiro Maia que foi o líder da revolução no ano 1974. Além disso, não consigo coompreender porque os portugueses querem voltar para uma época na qual não havia liberdade nenhuma. Querem verdadeiramente voltar para uma época na qual havia censura de imprensa e torturas, uma época na qual várias pessoas desapareceram nas prisões sem forma nenhuma de processo? É isto a soluçaõ???? Si quiserem responder ao meu comentário, faz favor, não duvidem porque no mês próximo tenho de falar neste tema durante as aulas de português e para poder falar bem neste acontecimento queria ter a opinião de várias pessoas portugueses... Finalmente, eu sou belga e não sei exactamente o que provocou tudo isto...
Escrevam-me quando quiserem!

Em resposta ao comentário de Valérie Verloigne Por Valérie Verloigne
02.04.2007 - 12:29

As minhas desculpas pelo erro ao escrever "coompreender" que é incorrecto.
Também escrevi "Si" em lugar de "Se" pela influência do espanhol.

Em resposta ao comentário de Albino Gonçalves Por Albino Gonçalves
05.04.2007 - 21:56

O país deve reflectir sobre isto. Os portugueses não são parvos. É preciso levar a sério esta mensagem, e os ditos especialistas, colunistas, políticos de meia tijela, sociólogos, etc, etc, que do discurso paliativo ou demagogo, procurem ser honestos com a mensagem de um concurso que a brincar pode ser levado a sério.

Em resposta ao comentário de Rui Carvalho Por Rui Carvalho
08.04.2007 - 08:35

É agora a vez da indignação do sr Mário Soares, dizendo que o concurso foi concerteza manipulado, como se essa não fosse a sua especialidade, desde o tempo da vergonhosa descolonização; que gerou milhares de mortos e ainda continua a matar milhares de pessoas nos ex-territórios ultramarinos. Será que ele se lembra de fez entrega dos mesmos aos movimentos com quem simpatizava. E mais uma vez, se é só um concurso, porque é que este senhor se indigna tanto ? Será por nele não figurar o seu nome ? Os portugueses lá sabem .

Em resposta ao comentário de Rui Carvalho Por Rui Carvalho
08.04.2007 - 14:04

Onde se lê " Será que ele se lembra de fez... ", deve-se ler " Será que ele se lembra que ... "

Em resposta ao comentário de Paz Campos Por Paz Campos
18.04.2007 - 09:00

Snr. Magalhães : o seu comentário está eivado de ignorancia . Eu vivi 36 anos no regime de Salazar. Era filho de gente pobre mas fui estudar. Sabe como? Foi a Acção Social da altura criada por Salazar que me atribuiu uma mesada de 100 escudos
( = € 0,50 !!!!! ).A mim e a milhares de jovens que não tinham possibilidade de per si frequentar estudos para além da Instrução Primária. Se for muito jovem é capaz de se rir desta importancia,mas,em 1950,100 escudos era mesmo muito dinheiro
Todo o bem e todo o mal de qualquer fihura histórica deve ser enquadrado na sua época. E já agora, sabe o que foi a
I Républica, entre 1910 e 1926 ? Se sabe, tem de forçosamente concluir que se não fosse o Dr Salazar, Portugal teria seguido para um interregno da sua suberania como no tempo dos Filipes de Espanha que governaram Portugal durante 60 anos, entre a 3ª e 4ª Dinastias ! Foi Salazar que salvou Portugal dessa atravessia do deserto que inevitavelmente se seguiria. Porque será que os criticos de Salazar não focam esse aspecto da nossa história comum ? Sabe, o povo não é tolo e sabe analizar o que se passou .Por
isso lhe deu a vitória ! Fique ainda a saber que eu próprio na punjança da minha juventude também por vezes critiquei
o Dr.Salazar (nunca fui preso pela Pide)
e hoje gosto de viver neste regime, mas já
pedi perdão ao Dr.Salazar pela injustiça das minhas criticas de então, depois de vir a assistir a toda esta trapalhada dos politicos pós revolução. Salazar, mal ou bem, viveu exclusivamente para a Nação, morreu pobre .Os políticos vivem só para si próprios, cometendo todo o tipo de atropelias para atingir seus fins e por isso, a maior parte, de pobres que eram, hoje estão ricos.

Em resposta ao comentário de claudia santos Por claudia santos
19.04.2007 - 22:54

Caro Sr. Miguel soares Franco,

Quem parece não saber nada de história é o Sr., explique-me por favor o seu conceito de democrata, ditador e fascista.
Quem é o sr. para por em causa a qualificação politica, desse e outros (Hitler, Franco, Mussolini) de ditadores e fascistas. Se o sr. é adepto dessas ideologias, até respeito porque sou democrata e relativista, agora k coloque em causa e de certa forma, em forma de insulto a posição da Antropologa Ana Lucia é k m parece ridiculo.
Claudia Santos (estudante de Anptropologia Aplicada ao Desenvolvimento - UTAD)

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