Queima das Fitas: Cortejo deu cor e folia à Baixa do Porto
Mais de 90 mil estudantes paralisaram Baixa da cidade
Foto: Hugo Santos

Queima das Fitas: Cortejo deu cor e folia à Baixa do Porto

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Num dos dias mais simbólicos da festa dos estudantes do Porto, a cidade parou para saudar os que se despedem da universidade e aqueles que acabam de entrar.

"É um momento único, inesquecível". As palavras são de uma finalista de Medicina da Universidade do Porto (UP), que viveu o último cortejo da sua vida académica, mas são certamente partilhadas pelo mais de 90 mil estudantes que esta terça-feira desfilaram pelas ruas da Baixa do Porto, naquele é o momento mais alto da Queima das Fitas.

15h, Rua D. Manuel II. À hora marcada, no local do costume, os estudantes já começavam a afinar as vozes com os tradicionais cânticos afectos aos seus cursos numa competição saudável entre as faculdades para apurar a mais barulhenta de todas.

O prémio, esse, seria difícil de atribuir: se se cantava "é Letras quem manda aqui", ouvia-se de pronto "Engenharia, Engenharia" ou "Amo Ciências…". Em frente aos carros alegóricos que dão cor e animação ao desfile, caloiros, fitados e finalistas amontoavam-se e esperavam ansiosamente pelo início da caminhada em que a academia se apresenta à cidade.

"Que seja o melhor de sempre, não voltamos a viver uma coisa destas", confessava ao JPN João Garção, para quem este momento foi o culminar de quatro anos a estudar Economia na UP.

E para ajudar à folia, eram muitos aqueles que não dispensavam o álcool, que nestes dias é sempre "o amigo inseparável", como dizia a caloira Mariana Magalhães.

15h30, tudo a postos para o início do desfile. Os veteranos da academia dão os primeiros passos em direcção à Rua da Restauração, onde muita gente, debaixo de um sol abrasador, aguarda para ver de perto os primeiros minutos de uma festa já com décadas de tradição, mas que, para muitos, era a primeira a que assistiam "in loco".

"É espectacular, nunca pensei que tivesse tanta gente", exaltou Paulo Santos, que, de câmara na mão, tentava registar para a posteridade os primeiros momentos da estreia no cortejo do primo João, estudante de Engenharia.

"Um momento ímpar, num ano de muitas mudanças"

Em frente à Câmara do Porto, milhares de pessoas desesperavam pela chegada do cortejo, sobretudo os pais, que não se cansavam de ligar para os filhos estudantes a perguntar se a demora ia ser grande. O que só veio a acontecer por volta das 18h, quando a Avenida dos Aliados já se apresentava cheia e colorida pelas cartolas cor-de-laranja distribuídas por um conhecido operador de comunicações móveis.

As faculdades de Medicina, Ciências e Engenharia foram as primeiras a passar pela tribuna, onde se encontravam, como é hábito, figuras ilustres da cidade como o reitor da UP, Marques dos Santos, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que não se escusaram a dar as tradicionais três bengaladas nas cartolas dos finalistas, logo procurados pelos familiares para tirar a fotografia da praxe.

Visivelmente emocionada, Carla Moreira, finalista de Ciências, descreveu a passagem pela tribuna como "um momento ímpar, num ano de muitas mudanças". "As perspectivas de emprego é que não são boas", acrescenta a colega Sara Peixoto.

Mas o dia é de festa e ela continuaria no Queimodrómo, com lotação esgotada, ao som da música popular de Quim Barreiros e Fernando Pereira, porque, como se ouvia entre os estudantes, "a noite ainda é uma criança".

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Por Patricia
09.05.2007 - 20:01

de facto a queima das fitas mobilizou muita gente...estudantes,familiares,gente da cidade...até os turistas ficaram entusiamados com tanta cor e tanta alegria..m só os os estudantes sabem o que realmente se passa...as rivalidades que nascem devido ao um simples traje sao algo que,quem está por fora, não sente!
ninguem se questionou sobre o motivo que levou a faculdade de letras a ter 3 grupos de finalistas?pois aqui fica a explicaçao...uns iam trajados e os outros nao..uns iam à frente,outros "protegidos"(os trajados) e uns no fim...mas como nem toda a faculdade aceitou isso houve uma especie de uniao e revolta,o que levou à existencia de tres grupos!a unica faculdade a fazer tal distinçao...nada diz k os cartolados devem ir trajados, muito pelo contrario...m a faculdade de letras resolveu anunciar que todos os finalistas deveriam ir trajados,caso contrario seriam excluidos!como tal não aconteceu e os não trajados falaram mais alto aquele grupo de senhores trajados resolveu expulsar caloiros na chegada à tribuna...vergonhoso ver um grupo de caloiros a chorar!vergonhoso para os estudantes,vergonhoso para a organizaçao que não devia permitir tal coisa,m principalmente para a faculdade de letras...

Por Daniel
09.05.2007 - 22:11

Não concordo. Penso que Letras fez muito bem... O problema é que muita gente fala sem saber, sem pensar... Realmente, houve distinção entre cartolados trajados e não trajados, mas nunca ninguem os queria impedir de irem no cortejo. Apenas não passariam com a Praxe de letras, pois esta decidiu que os cartolados deveriam ir trajados. É esse o "correcto trajar" de um cartolado e Letras está a começar uma tradição...Vejam Coimbra... Claro que as pessoas podem discordar, mas nesse caso têm que perceber que não vão com a Praxe de Letras. É uma opção, como tantas outras.
Quanto aos caloiros, não tenho conhecimento de causa, mas deveriam-se tratar de caloiros que não tinham o mesmo valor praxistico que os restantes...Só vai à Praxe quem quer, mas quem não vai, quem não é da Praxe, tem que perceber que
depois não é tratado da mesma forma. A Praxe de letras não impediu ninguem (como é logico)de ir no cortejo, apenas não foram com a Praxe de Letras, pois efectivamente não fazem parte dela. Só é convocado para os jogos, quem vai aos treinos... Em todos os grupos sociais, todos, existem regras e a Praxe não é excepção. Quem a ela adere tem consciencia dessas normas de conduta e concorda com elas, são normalmente aceites; quem não adere à Praxe tem que perceber que não aderiu e que foi uma opção pessoal... Só se obtêm um curso superior, fazendo os exames e passando ás cadeiras, certo? E não, os praxistam não são burros...Ainda bem que existem pessoas que levam a Praxe a sério e que se pautam pelos valores praxisticos. Os abusos em "Praxe" advêm de estabelecimentos de ensino superior, em que a Praxe é vista apenas como uma brincadeira e forma de humilhação....Dix it.

Por Inês
09.05.2007 - 22:13

Gosto daquilo que o cortejo representa, na minha opinião, e gosto de participar e apoiar a minha faculdade. O cortejo distingue-se como um momento em que os estudantes se unem e defendem a sua faculdade e o curso que, com esforço, frequentam e tentam completar. Para mim, o cortejo não é Praxe, não são trajes, são pessoas ke se reunem para fazer ouvir a sua instituição. Assim se faz um cortejo, assim se engrandece a Universidade do Porto e restantes instituições.

Por Daniel
10.05.2007 - 18:38

Acho que se estão a esquecer que o cortejo é um actividade praxistica, organizada pela Praxe. As fitas, a cartola e a bengala, etc... que vão a abanar e a mostrar no cortejo fazem parte da Praxe. Relativamente ao traje qualquer um o pode usar, mas as suas origens encontram-se na Praxe. E um finalista só está bem trajado se for com o traje...
Mas reforço mais uma vez que Letras evidentemente não impediu ninguem de ir no cortejo. Apenas não querem, que pessoas que não concordam com as normas e decisões praxisticas, passem em conjunto com a Praxe no cortejo. Penso que é justo...
Resumindo, o cortejo é Praxe e é trajes. É aí que reside a sua origem. Não inventem! Pessoas que não são da Praxe podem ir no cortejo se o entenderem, mas não com a Praxe.

Por catarina
10.05.2007 - 19:38

Subscrevo inteiramente o Daniel e acrescento que os caloiros que foram "afastados" na tribuna tratavam-se de alunos que não estiveram em praxe mas que quiseram participar no cortejo. Como tal e por tudo o que já foi dito, Letras decidiu que estes não passariam ao lado de quem suou bem aquela t-shirt.

Por vania
10.05.2007 - 21:42

concordo plenamente.eu n sou contra a praxe, alias vivi intensamente o meu ano de caloiro nesse aspecto.mas temos de ser racionais, e respeitar as opinioes e gostos de cada um. uma pessoa tem direito de nao gostar da praxe, mas isso nunca deve ser impedimento de poder "desfilar" a gritar pelo nome da sua casa. nao e por ser anti-praxe que se tem menos orgulho na casa onde se estuda. os praxistas deviam pensar melhor antes de tomar algumas decisoes, talvez assim nao houvesse tantos anti-praxe n?!

Por Inês
11.05.2007 - 13:33

As pessoas que não são da praxe, pelo menos as "normais", não querem ir COM a Praxe. Vão normalmente como estudantes. Se não me identifico, qual é a lógica de querer passar a tribuna de 4 enquanto aluna do 1o ano? Não sendo da praxe, vou ao cortejo como estudante. Respeito as actividades praxisticas, as verdadeiras e bem feitas.

Por Joana
11.05.2007 - 17:34

Deixem-se de discutir essas coisasinhas e falem do que realmente importa... O porque do cortejo ter demorado tanto tempo. Não é aceitavel termos pessoas a passarem por volta da uma da manha, quando so concertos acabam ás 2. Pensem um bocado nos alunos que ficam para o fim e que nunca tem oportunidade de ouvir/ ver os concertos de terça. Isso sim é importante, agora trajados ou nao trajados, passam na mesma...

Por Patricia
11.05.2007 - 18:54

e fala se em valor praxisticos...o que é isso?eu fui a praxe,adorei a praxe...tou no meu ultimo ano e nao tenho nada contra a praxe...resolvi nao trajar...porque ha certas pessoas que fazem do traje uma forma de mostrar superioridade..se os valores que ensinam na praxe sao a solidariedade e o companheirismo porque que o traje implica uma distinçao?
realmente só fala que não sabe...e se alguem tenta mudar isso é posto à parte...é assim porque é assim e acabou...
é de aplaudir quem pensa como tu daniel...os caloiros acompanham todo o cortejo e ao xegar à tribuna sao expulsos...realmente é uma questao de praxe...palmas para a faculdade de letras!mas quem assistiu ao cortejo percebeu que junto com os nao trajados iam trajados...ah,e mts deles eram pessoas de renome na faculdade de letras...ainda ha gente decente!

Por Teresa Costa
11.05.2007 - 19:50

Ser finalista da UP é uma enorme honra, ser finalista da Faculdade de Farmácia é ainda maior! Mais uma vez Farmácia deu mostras de ser uma grande faculdade!Somos poucos mas bons!É emocionante ver a torre dos clérigos a lançar fumo roxo e ver que os caloiros esforçaram-se a construir uma cobra ainda maior.Somos os unicos a construir algo mais que o carro, algo que é um simbolo para todos nós.VIVA OS FINALISTAS DE FARMÁCIA, VIVA OS CALOIROS DE FRMÁCIA, VIVA OS ESTUDANTES DE FARMÁCIA!!!!NÓS E QUE SOMOS BONS

Por Daniel
11.05.2007 - 21:28

Inês, acho que puseste os "pontos nos Is". Estou completamente de acordo contigo. Nada mais posso acrescentar!
Quanto a ti Patricia o seguinte:
Se resolveste não trajar, porquê ir com o pessoal trajado (a priori, a Praxe) no cortejo? Vais, como disse a Inês, como estudante.... Outra coisa: Eu sei que entre os finalistas que não iam trajados e os trajados que iam com eles, havia muitas pessoas "de renome" como tu dizes. Ou seja, pessoas conhecidas e respeitadas em Letras. Eu sei, conheço muitos deles e tb me dou mto bem com muitos deles. Apenas encaramos a vida estudantil de formas diferentes. Eu acredito realmente nos valores que a Praxe defende e respeito as pessoas que não se identificam com eles. Pelo contrário, sinto-me muitas vezes desrespeitado pelas pessoas que não aceitam a Praxe; parece que somos um alvo a abater.

Por João
14.05.2007 - 01:26

Ir cartolado sem traje (passe-se o paradoxo) é das maiores parolices da Academia do Porto. Era como se, sei lá, se fosse à futrica mas com uma batina por cima... ah, espera, viu-se isso nesta Garraiada.

Por Maria
15.05.2007 - 08:40

Caro Daniel..peço-te para recuares um pouco no tempo, mais precisamente ao teu ano de caloiro. se bem te lembras,kd os doutores nos ensinavam quais as insignias, a cartola e bengala não estavam incluídas... axo k isto diz tudo..
além disso, axo k é um erro crasso associar o traje à praxe. Peço-t novamente pa recuares no tempo e lembrares-t dakilo k t devem ter dito (e k seria de esperar k p ag soubesses....). traje não é só pa km tá na praxe. traje é um simbolo académico...n percebo os motivos pa este granel todo.. concordas k letras obrigue os cartolados a irem trajados, td bem! ag n censures km, como eu, n o fez...inda p cima c argumentos completamt ocos e sem sentido.

Em resposta ao comentário de Daniel Por Maria
15.05.2007 - 11:11

Caro Daniel..peço-te para recuares um pouco no tempo, mais precisamente ao teu ano de caloiro. se bem te lembras,kd os doutores nos ensinavam quais as insignias, a cartola e bengala não estavam incluídas... axo k isto diz tudo..
além disso, axo k é um erro crasso associar o traje à praxe. Peço-t novamente pa recuares no tempo e lembrares-t dakilo k t devem ter dito (e k seria de esperar k p ag soubesses....). traje não é só pa km tá na praxe. traje é um simbolo académico...n percebo os motivos pa este granel todo.. concordas k letras obrigue os cartolados a irem trajados, td bem! ag n censures km, como eu, n o fez...inda p cima c argumentos completamt ocos e sem sentido.

Em resposta ao comentário de Maria Por Diogo Rocha Santos
17.05.2007 - 18:50

Oh Maria, tanto disparate junto! Nem quis acreditar. Passo a dizer-te as insígnias por ordem, para que desta vez decores, para não dizeres disparates da próximas vez:
1º ano - semente
2º ano - nabiça
3º ano - grelo
4º ano - fitas
5º ano - cartola, bengala e laço/roseta

Para falar, é preciso saber. E para saber, não é preciso muito. A Queima é a "Queima das fitas", uma tradição de queimar as fitas. Em Braga, por exemplo, chama-se Enterro da Gata, porque não há fitas para queimar.
No Porto, tal como em Coimbra, no final, queimam-se as fitas. As fitas que são uma insígnia. Uma insígnia criada pela... praxe! Logo, facilmente se depreende que a Queima é uma actividade... praxística! Surge da praxe. E depois, mais tarde, acrescentaram-lhe o Queimódromo, a nova Queima, a queima para os estudantes. Mas as actividades diurnas da Queima das Fitas mantêm-se! Há o dia da solidariedade, o chá dançante, o Baile de Gala, a Garraiada, o FITA, etc... Mas tudo isso vem pela praxe!
Só joga quem vai aos treinos. Só te quem merece. Não é justo uns andarem a gastar o seu tempo a receber caloiros, a manter uma tradição, a organizar coisas para depois virem os que não querem saber de nada participar em tudo. Não é justo!
Cartolar é impôr uma insígnia. Mas ficava mal a quem não é da praxe não levar os papás à faculdade a ver "meter a cartola" e a desrespeitar o traje e as regras do seu uso e montanhas de coisas que me dão uma azia enorme...

Faço-vos um desafio. Tenham o mesmo discurso que têm para com a praxe com a Confraria do Vinho do Porto ou qualquer outra. Arranjem uma roupa iguale vão reclamar que também querem o mesmo que eles, mas sem pagar quotas nem fazer o que eles fazem e observem a reacção.
Mais, se não querem sair do meio académico, quando for o dia da Universidade e das Graduações, vão lá e vistam a mesma roupa que os professores e metam-se no meio deles e exijam os mesmo direitos! Aposto que receberão uma resposta semelhante aos da Confraria e à dos praxistas, mesmo daqueles professores que tanto criticam... a praxe!

Antes de falar, pensem bem! Ninguém quer ser mais que ninguém, mas já há muito anos o povo dizia: cada macaco no seu galho!

Em resposta ao comentário de Diogo Rocha Santos Por Petra
18.05.2007 - 16:06

"Tenham o mesmo discurso que têm para com a praxe com a Confraria do Vinho do Porto ou qualquer outra", isto é demagogia bacoca e um paralelo sem sentido uma vez que no caso dos estudantes universitários estamos a falar de todo um conjunto de pessoas que pertencem ao mesmo universo.

Em resposta ao comentário de Diogo Rocha Santos Por maria
19.05.2007 - 12:56

kta barbaridade junta...eu n sei em k faculdd andas mas faz-t falta reveres os teus conhecimentos pa evitar tt disparate junto.

APRENDE:

TÍTULO II
Das Insígnias Pessoais

Artigo 254.º

As insígnias pessoais são a Semente, a Nabiça, o Grelo, e as Fitas.

(http://pwp.netcabo.pt/qvidpraxis/cp08.html)

aprende de uma vez e deixa de dzer palhaçadas. o mundo agradece...e essas tuas comparações...lol

aceita esta dica, para no futuro, e estou a citar-t, "não dizeres disparates"... ;) é cd um...

Por Duarte
20.05.2007 - 18:00

A cartola e a bengala são, de facto, insígnias. Mas ao contrário das restantes (semente, nabiça, grelo e fitas), as ditas insígnias académicas, são consideradas insígnias civis porque representam o fim da vida universitária! Agora, não faz sentido usarem estes factos para dizer que a cartola e a bengala não têm nada a ver com a praxe! A Queima das Fitas, o Cortejo e todas as outras actividades académicas são PRAXE! Sou muito pragmático em relação a isto: só quem nunca participou durante todo o seu curso nas actividades académicas e praxísticas poderá dizer o contrário... Cortejo é Praxe!!! Simples...

Por Maria Armanda Silva
21.05.2007 - 14:45

Olá a todos que frequentam este site!
Sou finalista de serviço social, fui praxada, fui ao cortejo e adorei, simplesmente um momento unico. O que me deixou triste é ver que o pessoal discute por causa da praxe e do traje.. Vá lá, já somos crescidinhos, há coisas muito mais importantes. Eu fui praxada, mas não admito certas coisas na praxe, porque fazem parte dos meus principios adquiridos enquanto criança, por isso assisti à praxe, mas sentia.me incapaz de maltratar alguem.. Brincar sim, mas há limites para tudo.
Vá, fiquem bem e façam as pazes :))

Em resposta ao comentário de maria Por Diogo Rocha Santos
22.05.2007 - 14:06

Cara Petra, estamos todos no mesmo conjuntos de pessoas que pertencem ao mesmo universo: a sociedade civil. Queres reduzir esse conjunto, eu reduzo-to à sociedade civil portuguesa. Até o poderíamos reduzir ao conjunto de todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, estão nesta cidade. A confraria de vinho do Porto não é mais do que um grupo que se reuniu, criou regras para esse grupo e vive parte da sua vida dedicada a esse grupo. Aliás, o mesmo se passa com qualquer organização, quando são criados estatutos e definidas as regras que regem as pessoas que nessa associação se inserem. A praxe surgiu também assim (note-se que, no tempo das repúblicas em Coimbra, a praxe era bem mais dura e menos humana). Continuando, a minha comparação faz sentido. Todo o sentido! E não é difícil de perceber...

Cara maria, antes de mais, posso dizer-te, sendo que isso não altera coisa alguma, senão que o número de anos de tradição praxística que a faculdade onde estudo já viveu, que sou de Engenharia. Gosto de não pontapear nem a gramática nem a ortografia da língua portuguesa. Como estudante universitária, com formação superior, não percebo como não partilhas desse meu gosto. Mas não vou discutir isso.
Vou dizer-te que não preciso de reccorrer a códigos de praxe deixados na internet escritos por veteranos da Universidade Fernando Pessoa, com "meia dúzia" de anos de tradição praxística.
A praxe vai muito além de um código escrito. Fui responsável pela praxe do meu curso e posso, portanto, dizer-to com conhecimento de causa. No que acreditas ou deixas de acreditar, já é contigo.
Eu acredito na praxe, mas sei viver sem ela. Gosto de a viver, mas nunca rejeitei ninguém que não pensasse da mesma forma.
O problema não está em quem vive a praxe, porque esses sabem, na sua maioria aceitar os outros, mas sim em quem nela não se revê, mas que gosta de viver as suas coisas boas... como é a imposição de cartola, bengala e laço e as actividades da Queima das Fitas.
Não se auto-discriminem. Juntem-se aos praxistas e alarguem o conjunto de pessoas até ao universo estudantil completo.
Só não vê a razão quem não quer! E o pior cego é aquele que não quer ver.
Porque não posso deixar de ser tão simpático como tu, não posso terminar sem antes te dar um conselho: não sei de que faculdades és, mas precisas de rever os teus conhecimentos de língua portuguesa. Ainda em maior número que faculdades, há escolas primárias, agora chamadas EB1. Candidata-te a uma... dar-te-á muito jeito quando precisares de esgrimir argumentos na língua portuguesa.

Cara Maria Armanda Silva,
só se chateia quem não tem razão. Estou tranquilo e certo da minha razão. Apenas escrevi aqui para entrar numa discussão amigável. Não há pazes a fazer, há atitudes a tomar. Eu já sugeri mais que uma e todas bastante razoáveis...

Por mariana
22.05.2007 - 22:43

achei muito triste o que se passou no cortejo de letras este ano...e no anterior...

nunca fui à praxe. muita gente não sabe, mas há quem não tenha tempo para isso e queira mesmo tirar o curso. depois, quando cheguei a letras detestei a praxe de lá.
entretanto ainda houve quem me tentasse cativar. certo. arranjei o traje, arranjei madrinha e fui à serenata no meu 1º ano. um pouco por arrasto também fui no cortejo. nada me aconteceu.

no segundo ano acabei por não ligar muito àquilo. no terceiro estive fora. quando voltei, era finalista. pronto, lá decidi, quase no fim do ano, cartolar. escolhi um professor, falei com ele e fui. nada de mais se passou, ninguém me chamou a atenção, nada.

no dia do cortejo, cheguei à faculdade trajada, mas furiosa. via as outras casas a passarem sem traje - casas com tradição bem mais forte, até - e a mim obrigaram-me a ir naqueles preparos com aqueles sapatos. ao chegar, encontrei uns colegas que não iam trajados. decidi mudar de roupa - acho que foi uma decisão brilhante.
disto concluí, a rir, que se tivesse ido trajada era igual ao litro. posso ser a pessoa menos praxística do mundo, mas se tivesse ido trajada era igual. e isso é francamente parvo.

posso contar o que se passou este ano.
fui ver o cortejo e, por acaso, ao saudar os finalistas de letras (sim, os que iam à frente dos da praxe...) eles convidaram-me para me juntar a eles. tudo bem, sou mestranda por isso ainda tenho boa ligação à casa.
fiquei foi chocada quando, quase ao chegar à tribuna, nos mandaram meia dúzia de caloiros, a chorar, para a frente. falei com eles e a maioria tinha ido à praxe no 1º semestre. tinham ido à latada, ao baptismo, a quase tudo. mas o tempo não esticou e no 2º semestre não foram.

depois, o que acabou por acontecer, foi que houve caloiros a passar a tribuna à frente de finalistas. dos chamados finalistas da praxe. o que é bastante estranho, diga-se.

em suma, não acho que deva ser na rua que se resolvem os problemas da casa. foi triste, foi demonstração de que a praxe de letras é fraca porque é radical. divide-se para reinar - e neste caso, parece-me que é a morte da praxe que reinará...

Em resposta ao comentário de mariana Por João
22.05.2007 - 23:58

Não achas que, mais do que questionares as atitutes dos outros e fazeres vatícinios sobre a tua casa, deverias antes questionar as tuas atitudes? Senão repare-se: «arranjei o traje, arranjei madrinha e fui à serenata no meu 1º ano. um pouco por arrasto também fui no cortejo.» Lê-se isto e parece que nem tens vontade própria. Um pouco por "arrasto"...? Mas como «nada me aconteceu», parece que te é indiferente, como se tu não tivesses a tua consciência. Mas continua. «quando voltei, era finalista. pronto, lá decidi, quase no fim do ano, cartolar. escolhi um professor, falei com ele e fui.» Dás a ideia que és um autómato ou que os acontecimentos se sucedem por acaso... Mais uma vez, como «nada de mais se passou, ninguém me chamou a atenção, nada», por ti está tudo bem. É justo. «Naqueles preparos com aqueles sapatos»: brilhante. «Ao chegar, encontrei uns colegas que não iam trajados. decidi mudar de roupa - acho que foi uma decisão brilhante»: também acho que sim. Onde quero chegar: o que me faz impressão não é o facto de ninguém te ter repreendido, mas sim a tua aparente falta de personalidade.

Em resposta ao comentário de João Por mariana
23.05.2007 - 12:56

se calhar falta de personalidade seria não ter tomado decisões.
gosto de poder mudar de ideias. faz o cérebro funcionar.
para mim, falta de personalidade seria ter andado a correr a gritar "tenho um vibrador dentro de mim", como nos mandaram quando cheguei à flup, sem ter vontade nenhuma disso.

Em resposta ao comentário de Diogo Rocha Santos Por Petra Alves
25.05.2007 - 12:31

"Queres reduzir esse conjunto, eu reduzo-to à sociedade civil portuguesa". Pois, somos cidadãos portugueses... espera, somos cidadãos europeus. Melhor ainda: habitantes da Terra, Via Láctea, Universo. Como te respondi acima: demagogia bacoca. É fácil discutir com recurso a demagogia. Eu podia fazê-lo. Mas não me apetece.

Em resposta ao comentário de Petra Alves Por Diogo Rocha Santos
25.05.2007 - 13:15

Demagogia é uma resposta dessas...

Por alexandrapatricia
26.05.2007 - 19:24

SEM DUVIDA O MOMENTO ALTO DA QUEIMA DAS FITAS. PARA MIM, FOI UM MISTO DE ALEGRIA, PORQUE SEMPRE VIVI INTENSAMENTE A QUEIMA, E TRISTEZA, PORQUE É A MINHA ULTIMA UEIMA DA FITAS ENQUANTO ESTUDANTE. PARABENS AOS QUE ENTRARAM , FORÇA PARA TODOS E FELICIDADES AOS FINALISTAS

Por Maria
27.05.2007 - 19:03

Ha coisas que decididamente nao percebo! Vergonhoso ver caloiros de letras a chorar e a passarem separados? Porque? Se la estavam e queriam passar a tribuna com os restantes é porque queriam pertencer a praxe. Entao deveriam saber como ela funciona... A praxe é opcional, só a vive quem quer. Contudo, a partir do momento em que se quer, arca com as consequencias desta decisao, que foi pessoal! Se queriam passar a tribuna, trabalhassem para isso... Chorar a passar um tribuna, desculpem se isto vai incomodar, é muito facil, comparado com certeza com o resto do ano que os colegas viveram! Tenham consciencia das vossas opções...

Em resposta ao comentário de Diogo Rocha Santos Por Petra Alves
28.05.2007 - 14:18

Uau. E percebeste isso sozinho? Queres um biscoito agora?

Em resposta ao comentário de Petra Alves Por Diogo Rocha Santos
28.05.2007 - 17:06

Demagogia é a arte de conduzir o povo a uma falsa situação. Em termos etimológicos provém do Grego, querendo dizer "a arte de conduzir o povo".
Dizer ou propor algo que não pode ser posto em prática, apenas com o intuito de obter um benefício ou compensação. (in Wikipedia)

Não te apeteceu responder com demagogia. Achei bem! Também não fiz nem farei. Alguém terá visto que o fiz, mas não passou apenas de uma bacoquice provocada por um qualquer mal estar cerebral. Só achei mal foi teres respondido sem argumentos. Mais, e pior, ridícula e infantilmente. Mas cada um só vai até onde pode. E tu, como demonstras a cada vez que aqui escreveste alguma coisa, não vais além do biscoito que te darão cada vez que consegues juntar o Tico e o Teco. Nem sei se o deveriam fazer, já que pode ser considerado um incentivo a algo inútil nesta e em qualquer discussão, uma argumentação vazia, típico de... bacocos que preferem a discussão por via do insulto ao invés da discussão por via dos argumentos, com vista a uma saudável troca de opiniões!
É pena que uma estudante universitária não seja capaz de desenvolver um discurso coerente e argumentativo e se resuma baixezas, em nada ganhadoras para a sua opinião.
Realmente, quando se expõe os argumentos e se está do lado da razão, não dá muito trabalho ganhar a discussão. Os que não estão com a razão são fraquinhos e entregam a "vitória" de bandeja!
Não era preciso...

Em resposta ao comentário de Patricia Por Filipa
29.05.2007 - 01:24

Eu cá acredito que estás errada e que a praxe nao morrerá... Se sobreviveu a um re-inicio tao conturbado na decada de 70 e 80 nao me parece que morra agora! O que acontece é que as pessoas contentam-se um eventual lado mau daquilo a que sem duvidas chamam de praxe! Praxe é muito mais do que isso e sem duvida nao é aquilo que muitos chamam de praxe. Caracteriza-se por ser rica em pessoas de personalidade forte, com convicções e ideais. Tenho muitos amigos de faculdade que nao foram praxados comigo, contudo amdito que aqueles que o foram, por um panoplia de acontecimentos, sao de absoluta confiança! Porque sei que já estiveram talvez no limite e no limite mantiveram-se leais. Quanto aos outros, nao sei como reagiriam. Nao reduzam a praxe ao uso do traje num cortejo ou a nao deixar passar caloiros. Esse tipo de decisoes cabe ao topo de uma hierarquia. Quanto ás bases da hierarquia cabe-lhes apenas incutirem o espirito academico, vivendo a praxe aos mais novos! E opiniao pessoal, fizeste mesmo muito bem em te destrajar... Obviamente que nao ias fazer mais do que pose para a fotografia com o traje.

Em resposta ao comentário de Maria Por mariana
31.05.2007 - 00:41

oh pa, desculpa lá, mas se passar o ano a chorar é pior do que chorar ao passar a tribuna...onde é que está a piada de ir à praxe?!
para chorar alugo um filme. o mau é mostrar que a praxe tem que ser para fazer chorar e não - como devia ser - para juntar as pessoas e faze-las sentirem-se bem.

Em resposta ao comentário de mariana Por Maria
31.05.2007 - 16:20

Se ja assististe a alguma praxe entao deves saber que os caloiros nao passam o ano a chorar! Muito pelo contrario... Achas que se eles chorassem todos os dias que nao desistiam ao fim de pouco tempo? Eu tenho a certeza que sim! Agora olha para o cortejo, diz-me quantas pessoas PRAXISTAS la passam e com certeza vais admitir que sao muitas... Demasiadas ate se a praxe fosse so lagrimas! Sempre achei que discutir praxe com pessoas anti praxe ou nao praxistas era um poço sem fundo, porque simplesmente eles nao SENTEM o mesmo que os praxistas! Este ano, a semelhança de anos anteriores, vi muita gente a chorar, nao de tristeza mas de emoçao... Emoção por deixar de ser caloiro, que tantas boas recordações criaram. É para esses a festa!

Por Nuno
03.06.2007 - 22:23

Sinceramente, nem sei bem o que dizer porque li tanta coisa que pronto.. Estamos num pais em que a liberdade de expressão é um facto, e cada um tem direito a tal, mas defendo que quando se tenha uma opinião a fundamente e de preferência com razoes validas e não meramente porque não ou porque sim! Sou aluno de Letras e Praxista de Letras com muito orgulho.. Quanto ao traje sim asseguro uma coisa, como uma pessoa que me orgulho muito e que muito me ensinou e é dos melhores praxistas daquela casa, antes de tudo o traje e de um estudante só depois de um praxista! No entanto tamanha incongruência, quando se obtêm um traje e depois se quer participar em algo que durante o ano todo se rejeitou.. O cortejo é praxe.. Esses caloiros choraram porque foram afastados, mas e os caloiros que choraram porque aguentaram o ano todo a berrar pelo curso e pela casa, aqueles que choraram por ver ao seu lado pessoas que com eles viveram momentos únicos que se não fosse a praxe não teriam vivido!! As lágrimas k muita gente derrama naquele momento, são lágrimas de alegria, mas acima de tudo lágrimas de saudade por tudo o que se viveu, e aí desculpem, mas tudo o que se viveu em PRAXE! Muito já se falou sobre o facto de caloiros terem sido "excluídos" na hora de passar a tribuna! Amigos temos pena, mas a como já se disse a praxe e uma escolha, se aderires aceitas tudo o que a praxe te ensina e as suas regras, se não aderires e tens todo o direito, ai tb tens de te conformar com essa escolha e saberes k se não queres para uma coisa não queres para outra! É do estilo, cry me a river, build a bridge and GET OVER IT!
Bem, apenas reforço uma coisa a Praxe sente-se, quem a vive, quem a viveu, sabe o que tudo isso representa.. E já agora uma ultima coisa, podemos ter separado esses caloiros, mas para quem não sabe e fala sem conhecimento de causa, esses caloiros sabem que lhes foi dada uma segunda oportunidade porque acreditamos que tem algo para dar, mas para ser justos para com os que passaram o ano todo isto aconteceu!
Portanto, não é vergonhoso! Eu tenho muito orgulho na minha praxe e nos meus praxistas porque são essas recordações, essas lágrimas, esses amigos que levo comigo para a vida!

Por Maria
04.06.2007 - 00:59

Nuno, concordo plenamente contigo!

"Este sonho de amor, será sempre rezado baixinho dentro de mim"

Por Alex
28.11.2007 - 21:52

Toda a gente sabe que cada um defende a sua casa, blá blá, mas também há que imparcial e respeitar as restantes. Pelo que li acho que Letras fez bem, porque para passar na tribuna é preciso suar muito ao longo do ano. Quando passei na tribuna não chorei de emoção, porque me contive muito, mas foi uma sensação espectacular e senti logo saudades dos tempos que tinha passado como caloira. Mas realmente em relação aos finalistas não trajados no cortejo...olhem eu acho pior ver raparigas a usar traje todas maquilhadas e cheias de bijuteria, ou então outro exemplo, que é o de muita gente que anda com capa ao ombro em plena noite! Como já vi uma moca penso que era de farmácia, que era de noite e ela sem capa traçada! Só sabe quem é PRAXE quem a vive e o resto que se cale! Sobre as insignias, não me arrisco, porque ainda não sei tudo, ainda me restam 2 anos para aprender ainda mais coisas... Louvo quem sabe e quem respeita, porque o resto quando fala e é ignorante, é ostracizar! Saudações académicas e viva serviço social tb!!! =)

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