Alternativo é a palavra que caracteriza o novo centro comercial. Lojas de produtos pouco frequentes aliam-se a exposições de arte num só espaço.
Quem atravessa a Rua Miguel Bombarda, no Porto, está habituado a ver galerias de arte, uma característica da rua. A partir de hoje, sábado, a artéria tem um novo espaço - o CCBombarda (CCB). São quatro mil metros quadrados onde a palavra de ordem é alternativo.
Quem entrar no edificio número 285 pode encontrar, por agora, 16 lojas de, entre outros produtos, roupa, vinil, mobiliário "vintage", bonsai, um restaurante e um grande jardim. Há ainda seis lojas que vão abrir em Setembro e que são, por agora, ocupadas com exposições de arte.
A iniciativa de reabilitar um espaço que estava desocupado partiu de Artur Mendanha, proprietário de uma loja de mobiliário vintage, e de Marina Costa, proprietária do Artes em Partes.
O projecto dos dois lojistas foi financiado pelos próprios. "Nós é que arriscamos tudo e acreditamos que é possível", declara Mendanha. Até ao final do ano, os responsáveis têm o compromisso de alugar o resto do centro comercial.
"Tentámos criar um centro comercial próprio para quem vem a esta zona", explica. A Miguel Bombarda é uma "zona ligada às artes, às galerias, a um público específico", refere. É a "rua mais cosmopolita da cidade do Porto", acrescenta.
É um centro comercial mas não é um "shopping". Confusos? O objectivo é ter "um carisma não mercantil" e que "não seja um centro comercial agressivo de que quem entra tem de consumir", sublinha o responsável.
Nas áreas comerciais, os produtos são "mais caros, têm a mesma estandardização, os mesmos gostos e interesses", revela Paulo Fernandes, proprietário de uma das lojas do CCB, a Bintage, de mobiliário vintage. Espaços como o CCBombarda são "importantes" para "divulgar alternativas e para convidar os habitantes a explorar as novas potencialidades que esses espaços dão", diz.
"Não é o centro comercial habitual", diz Marta Gregório, responsável pela loja Wonder, de produtos variados feitos pelas proprietárias. "É uma loja específica para um público específico e não só", refere, lembrando que "dá para toda a gente e satisfaz o público".
Com cada vez mais divulgação e pessoas interessadas em produtos alternativos, Paulo Fernandes sublinha a necessidade de se "abrirem mais centros comerciais como o Bombarda". O Porto "está desertificado" e é preciso "haver mais gente na cidade". Segundo o logista, esta iniciativa é um convite aos habitantes para ficarem na cidade.
"Há outras ruas que estão a procurar ser dinamizadas", indica Paulo Fernandes. Paulo Herbert, logista do espaço aberto Arbolo Bonsai , afirma que "está a ser necessário revitalizar a Baixa do Porto", logo esta é uma "óptima ideia".
Por outro lado, o CCB cede espaço para uma esplanada com jardim, uma "lacuna" na rua, ressalta Artur Mendenha. O criador do jardim, Paulo Herbert, usou o amarelo no "espaço de criação", onde o logista pretendeu "brincar com o conceito de jardim" para dar um pouco mais de alegria a uma cidade que diz estar "sempre conotada com o cinzento, a falta de alegria e de cor".
Enquanto se passeia pelas lojas de diferentes e diversificados produtos, encontram-se exposições de graffiti, escultura, joalharia, entre outras. O "sentido" é esse mesmo, salienta Paulo Herbert: "associar um comércio de qualidade para pessoas informadas, projectos e peças".
No CCB, as pessoas são bem-vindas "quer queiram comprar ou não", assegura Paulo Fernandes. "É óptimo, porque não vamos todos para as compras, podemos ver uma exposição", reconhece. "Tem um bocadinho de tudo", declara.
Uma excelente ideia... então para quem tem filhos pequenos é uma forma mais fácil de estar perto da "cultura"... e começar a habituar as crianças para estas andanças
Espero visitar o espaço em breve...
Parabéns
Ja la fui. Esta muito bom! Finalmente o Porto começa a apostar mais na cultura.
Já lá fui e adorei....
Tem artigos simplesmente magnificos!!
Recomendo
Um espaço muito interessante, que irá dar sem dúvida uma dinamica a esta zona tão interessante do Porto...Parabens!
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