Em alto mar mal há tempo para dormir, tal a ansiedade para recolher as redes. (Parte 3 de 4)
O doce balançar das ondas assemelha-se ao balançar de um berço de bebé, o que ajuda o sono a instalar-se. São 7h30, horas de acordar e recolher as redes. Lá fora as gaivotas lutam entre si por um bocado de peixe, os golfinhos fazem o seu bailado, acompanhando o "Mãe Puríssima".
A tripulação encontra-se na parte inferior a recolher as redes. Na parte superior só se encontra um homem, que vai estendendo as redes para a próxima pescaria. Os peixes vêem às manadas, sós ou teimam em não subir à superfície. Saem do mar peixes de todas as cores e feitios, mas principalmente pescada e peixe-galo, a especialidade do "Mãe Puríssima".
Às 14h37 é retirada a última bóia de sinalização. Na "sala de operações", onde o pescado é retirado das redes, há uma grande azáfama. Os homens encontram-se animados com o final de mais um dia de trabalho.
Enquanto o barco faz o caminho de regresso, os tripulantes vão limpando a parte inferior da embarcação onde se faz a selecção do pescado. São 15h00 e a tripulação almoça no convés. O "Mãe Puríssima" acelera novamente o passo para chegar depressa a terra.
Os golfinhos teimam em perseguir a embarcação. São 16h30 e já se avista terra ao longe. Finalmente chega-se a terra, às 17h15.