Rui Rio pede à polícia para não baixar os braços
"Polícia muitas vezes esbarra numa justiça que está completamente caótica", critica Rio
Foto: Liliana Lopes/Arquivo JPN

Rui Rio pede à polícia para não baixar os braços

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Autarca diz que acção policial "esbarra" muitas vezes na justiça, "o principal problema em Portugal".

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, considera que "a justiça é o principal problema em Portugal". "Disso não tenho a mínima dúvida", declarou esta terça-feira, instado pelos jornalistas a comentar o assassinato do segurança Alberto Carvalho, o último de uma série de crimes ligados à noite do Porto.

"Não devo alimentar esta situação. O que disse há uma semana está válido. Não é oportuno estar sempre a referir a mesma coisa", frisou. Nessa declaração, Rui Rio criticou, depois da morte de um segurança em Miragaia, a "incapacidade das polícias" em travar "crimes organizados".

Esta terça-feira, no discurso da tomada de posse do novo Comandante da Polícia Municipal (PM) do Porto, Leitão da Silva, pediu às polícias para "não baixarem os braços".

"A polícia muitas vezes esforça-se, mas esbarra numa justiça que está completamente caótica", disse. "A acção da polícia é hoje mais difícil do que há uns anos atrás. Podemos compreender disto, mas não é aceitável baixar os braços".

Mandato de continuidade

Leitão da Silva substitui Jorge Barreira à frente da PM do Porto. Rui Rio considera que Jorge Barreira "voltou a pôr a PM da forma que deve ser" num "momento difícil" em que as forças policiais enfrentam "problemas de carácter estrutural".

Perfil do novo comandante da PM

António Manuel Leitão da Silva, de 38 anos, começou a carreira na esquadra da Sé, Porto. Esteve ao serviço das Nações Unidas no Saara Ocidental, Guatemala e em Timor-Leste, onde até Outubro, comandou as forças policiais de Díli, incluindo a GNR e a Polícia Nacional de Timor-Leste.
O presidente da câmara elogiou ainda a forma "correcta" como foi feita a sucessão, de comum acordo entre Direcção Nacional da PSP, Ministério da Administração Interna e autarquia.

"Apontamos exemplos negativos no Executivo, a começar pela acção do ministro da Saúde e o comportamento indecente que tem tido para com a câmara, mas também as suas acções positivas", referiu.

Leitão da Silva promete continuar o trabalho do seu antecessor e liderar um "corpo de polícia sempre disponível para ajudar o cidadão".

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Em resposta ao comentário de Antonio Por Antonio
12.12.2007 - 08:55

"António Manuel Leitão da Silva, de 38 anos, começou a carreira na esquadra da Sé, Porto. Esteve ao serviço das Nações Unidas no Saara Ocidental, Guatemala e em Timor-Leste, onde até Outubro, comandou as forças policiais de Díli, incluindo a GNR e a Polícia Nacional de Timor-Leste."

ERRADO: Nunca comandou a GNR. Apenas a PSP e a PNTL, e em Díli.

Em resposta ao comentário de José Alves Por José Alves
12.12.2007 - 19:37

Caro António,vivo em Dili e é unânime por estas bandas reconhecer que o trabalho que o comissário Leitão da Silva desempenhou em Timor-Leste, enquanto comandante de Dili, foi simplesmente notável... O que não invalidade o papel também importantissimo que a GNR desenvolve no seu dia-a-dia.
Relembro o António que nas intervenções policiais o comando estratégico recai sobre o comandante do distrito e não sobre as unidades tácticas que nele prestam auxilio, seja ele portugues ou de outra nacionalidade. Não confunda comando estratégico com opções tácticas. Doutra forma a GNR estaria desentegrada da estrutura da ONU e actuaria numa vertente bilateral. O seu a seu dono!

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