De dia ou de noite, a prostituição é uma realidade no Porto. Os carros param e as prostitutas entram, sem medo e com destino incerto.

Três prostitutas de rua dão a voz pela prostituição no Porto. Preferem trabalhar durante o dia porque têm medo dos perigos que a noite pode trazer. Luísa tem 47 anos e passou mais de metade da vida a prostituir-se. As palavras saem cruas, sem receio, a não ser do incerto de uma vida feita entre becos e calçadas.
É defensora da legalização da sua actividade e explica que as prostitutas "deviam fazer descontos para a velhice [segurança social]". É que "a carne não dura sempre". "As mulheres de rua deviam estar numa casa. E o cliente procurava a mulher, o que queria, e pagava o seu devido valor".
Gracinda tem outra história para contar. Tem 67 anos, está reformada e é prostituta. Já esteve presa. Não gosta do que faz e queria arranjar um emprego "normal", mas confessa que não tem "outro modo de vida". A família sabe o que faz e, apesar de ter sofrido muito no início, "todos acabaram por se conformar".
Maria Luísa, de 56 anos, fala abertamente sobre os perigos da prostituição. "Uma vez, um cliente apontou-me a pistola à cabeça dentro do quarto. Disse que não me fazia mal, mas fiquei sempre com medo". Maria já é avó e o seu desejo é sair da prostituição para que o neto um dia possa conhecer uma mulher diferente daquela que o filho dela conheceu.
Com mais de duas décadas de rua, Maria Luísa trabalha para o agregado familiar. O marido abandonou-a quando descobriu que estava grávida, a nora está desempregada e o filho recebe o salário mínimo. "Há muitos portugueses que ainda não aceitam a actividade e isto tão cedo não vai mudar", reflecte. Não consegue contar as vezes que foi discriminada - esconde a sua vida para não ser alvo de represálias.
Ao contrário de outras profissionais do sexo com quem o JPN falou, Maria diz que nunca pratica relações sexuais sem a utilização de preservativo (já recebeu propostas para o fazer). Apesar do uso de contraceptivos ser uma questão que as incomoda, Gracinda e Luísa partilham uma opinião diferente de Maria.
São três mulheres que se prostituem devido à força da necessidade, que muitas vezes faz com que sonhos sejam adiados. Como o de Luísa, que confessa, em tom tímido: "Se pudesse sair da rua, gostaria de cumprir o sonho de ser cabeleireira".
reportagem muito interessante, para quem tem opiniões, talvez um pouco erradas a cerca da prostituição, que não tem de ser vista de maneira nenhuma como um bicho de sete cabeças. toda a gente já se prostituiu, tecnicamente. quando se arranja namorado novo, por exemplo. a diferença é que não se pede dinheiro... há pessoas que gostam mais de sexo do que outras, e nisso não há mal nenhum. é um emprego diferente, mas não tem de ser reprovado pela sociedade. e talvez se vivessemos numa sociedade melhor, este emprego fosse extinto. se as pessoas o reprovam, então que tentem criar uma sociedade melhor, em que se pense mais nos outros, e se tente ajudar em vez de humilhar, quem precisa. vivemos numa sociedade inculta e preconceituosa e eu lamento isso... quem ler esta reportagem, tente pensar um pouco e pôr-se apenas por uns escassos 10 minutos, no lugar destas pessoas, que por necessidade, e não por gosto, vendem o corpo...
Cara Inês,
Não vejo o arranjar uma namorada nova como prostituição. E a Inês tb não o deveria ver.
A definição de prostituição é a seguinte:
1.Actividade que consiste em cobrar dinheiro por actos sexuais;
2.Exploração de pessoas a nível sexual com vista a ganhar dinheiro;
Visto que ao arranjar uma namorada nova não estou a cobrar dinheiro pelos meus actos sexuais, nºao me parece que seja prostituição.
A Inês é prostituta?
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