Comunidade internacional recebe independência com reacções mistas. Milan Rados, especialista na região, não prevê violência.
A região do Kosovo declarou este domingo a independência unilateral perante a Sérvia, tornando-se no sétimo país a ser criado a partir da antiga Jugoslávia. “De hoje em diante, o Kosovo será um estado democrático e multi-étnico”, disse Hashim Thaçi, primeiro-ministro do mais jovem país do mundo. Agradeceu, ainda, às Nações Unidas, aos EUA e aos países europeus que apoiaram o país no seu processo de separação da Sérvia.
No entanto, a Sérvia considera a declaração de independência do Kosovo “ilegal”, por ser unilateral, e não o reconhece como um Estado independente. Vojislav Kostunica, primeiro-ministro sérvio, afirmou que “o presidente dos Estados Unidos [George W. Bush], responsável por esta violência, assim como seus os seguidores europeus, ficarão inscritos na história da Sérvia com letras negras”.
Quando terminou o prazo para as negociações, o governo da Sérvia disse que iria recorrer a todos os meios, excepto à violência, para impedir a independência da região. Ao que tudo indica, não vai alterar a sua posição.
No dia da independência, enquanto os albaneses do Kosovo festejavam pelas ruas da capital Pristina, cerca de 2 mil sérvios apedrejavam a embaixada dos EUA, em Belgrado. Por seu lado, os sérvios do Kosovo manifestaram-se contra a independência, gritando frases como “isto é a Sérvia” e pedindo auxílio à Rússia.
No entanto, Milan Rados, professor de Ciência Política da Universidade do Porto, disse, numa entrevista ao JPN, que não deverá haver conflitos entre albaneses e sérvios do Kosovo, pois os sérvios que vivem no Norte do novo país continuarão submetidos ao governo de Belgrado.
Para além disso, considera que, pelo menos enquanto o actual governo sérvio (pró-ocidental) se mantiver no poder, não haverá reacções violentas por parte da Sérvia.
Os Estados Unidos já reconheceram a independência do Kosovo, tendo respondido afirmativamente ao pedido de estabelecimento de relações diplomáticas com Pristina. Em oposição, Moscovo mantém-se firme no não reconhecimento do Kosovo como um Estado.
Já a União Europeia (UE), não conseguiu definir uma posição unânime. Na reunião de segunda-feira dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros, em Bruxelas, decidiu-se que cada país deverá tomar uma posição individualmente. Alguns reconheceram já a independência do novo país dos Balcãs, enquanto outros, como Espanha, Chipre, Eslováquia, Roménia e Grécia, continuam a opôr-se à criação deste novo Estado.
Espanha teme que a situação que se vive nos Balcãs tenha sérias repercussões no seu território, incentivando os movimentos independentistas, em particular do País Basco.
Milan Rados explicou ao JPN que “uma proclamação de independência unilateral [da parte do Kosovo] neste momento é um acto erróneo, pois poderá reacender vários movimentos separatistas por toda a Europa e por todo o mundo”.
Ver a ilha que Portugal vendeu em 1903 e que futuramente irá manifestar a sua disposição de não ter mais o apoio do Estado Português. esta tomada de posição por p+arte dos detentores do forte agora principado deve-se ao facto da atitude das autoridades portuguesas que inviabilizaram a vida naquela ilha e que á luz do Direito Internacional Publico estão a receber apoio de alguma comunidade internacional e portuguesa. Evidente que aqueles que queriam roubar o forte de São josé ao agora Principe o chamem de louco. E como diz o SUA MAJESTADE O PRINCIPE antes ser louco que enganado pelo poder e por algumas autoridades portuguesas.
Principado do Ilhéu da Pontinha o país mais pequeno do mundo. O país surpresa e que muitas surpresas vai dar ao mundo.
Dom Renato Barros
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