Violência doméstica: "Para o agressor a mulher é um objecto de posse"
Homenagem da UMAR às mulheres vítimas de violência doméstica em Portugal
Foto: Daniela Assunção

Violência doméstica: "Para o agressor a mulher é um objecto de posse"

As queixas sobre violência doméstica têm aumentado nos últimos anos. Responsável da UMAR refere que há “maior atenção pública” para “este atentado aos direitos humanos”.

O ditado “entre marido e mulher não se mete a colher” parece começar a ser ultrapassado pela sociedade portuguesa. Hoje em dia, família, amigos ou vizinhos mobilizam-se para enfrentar o problema que se vive em muitas casas.

Na década de 90, em Portugal, de acordo com um estudo mencionado pela vice-presidente da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), Maria José Magalhães, “uma em cada três mulheres era ou tinha sido vítima de violência doméstica”. A activista considera estes números “uma realidade atroz”.

Números da violência doméstica em 2007

- 21.907 vítimas procuraram ajuda na GNR e PSP;
- 14.534 queixas de violência doméstica registadas na APAV;
- 21 mulheres assassinadas e 57 tentativas de homicídio (UMAR)

Maria José Magalhães refere que, apesar da evolução dos últimos anos, a lei actualmente “favorece os agressores”. Segundo a vice-presidente da organização, a revisão do código penal, nomeadamente o fim da prisão preventiva, faz com que as vítimas percam a “confiança de que podem e devem denunciar”.

Para a responsável da UMAR, é “incongruente” pedir às vítimas para denunciarem os seus casos, quando o que “as autoridades fazem é somente chamar a atenção do agressor”. A vítima continua exposta à violência e “a única alternativa que lhe resta é fugir”. Maria José Magalhães considera “ridículo” o facto de terem que ser as vítimas a abandonar a casa, classificando essa situação de “revitimização”.

“Um agressor é sempre um agressor”

Nos estudos desenvolvidos ao longo dos anos, não existe um perfil traçado nem de agressor nem de vítima. São de todas as idades e atingem qualquer estrato económico-social. No entanto, de acordo com palavras da activista, os agressores apresentam comportamentos semelhantes. “Eles acham-se donos delas porque escolheram aquela mulher, seduziram-na e elas têm que fazer o que eles querem”, revela. “A mulher é encarada como um objecto de desejo, um objecto de posse”, acrescenta Maria José Magalhães.

A responsável da UMAR realça que, depois da violência, vem a “chantagem emocional”. Ao “não sei viver sem ti” ou “ninguém te amará tanto como eu”, segue-se a ameaça do “se não és para mim não és para mais ninguém”, exemplifica.

“Um agressor é sempre um agressor. Eles batem, humilham, prendem, fecham à chave, tiram dinheiro, violam”, sublinha a vice-presidente. A vulnerabilidade da vítima perante o agressor deve-se sobretudo ao facto de as mulheres quererem ser perfeitas e, como não o são, “passam a vida a culpabilizar-se”, explica a responsável.

As consequências da violência doméstica afectam mulheres em todo o mundo, independentemente das diferenças culturais, religiosas ou sociais. A longo prazo, uma vítima de violência doméstica pode ter perturbações a nível cognitivo, de concentração e de memória. É o denominado “Síndrome da Mulher Abusada”. “Estas vítimas levarão anos a encontrar o seu equilíbrio e a encontrar-se a si próprias”, conclui Maria José Magalhães.

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Em resposta ao comentário de flavia Por flavia
15.04.2008 - 21:39

Ola gostei muito da pesquisa que voces fizeram, mas eu quero muito saber das consequencias ao agressor.

Preciso fazer uma pesquisa mas nao nao estou achando nada relacionado a essa hipotese..

grata *Flávia

Em resposta ao comentário de caramelo Por caramelo
19.05.2008 - 15:44

n gostei apessar do k a flavia dixen n n n n n n n n n n n n n n gostei detestyei ,.................................................................

Em resposta ao comentário de pegy Por pegy
31.07.2008 - 10:29

nao gostas-te porque deves ser um desses parvos que se acha um macho por bater na mulher,

Em resposta ao comentário de Piolho Por Piolho
04.10.2008 - 10:04

eu konkordo com o Pegy tu só ñ gostaste porque deves ser desses estupidos que pensa que só npor homem pensa que pode bater em mulheres

Em resposta ao comentário de nela Por nela
08.10.2008 - 16:16

axu horivel que um gajo bata numa gaja pke e uma coisa BUE NOGENTA BATER BUMA NULHER e horrivel e cruel ...


Em resposta ao comentário de Ricardo Nunes Por Ricardo Nunes
13.10.2008 - 12:31

Os tonos que vatem em mulheres são uns autenticos covardes e só fazem isso porque não tem tomates para se virarem a um homem...

Em resposta ao comentário de ministro Por ministro
05.12.2008 - 16:06

os filhos da puta k batem em mulheres deviam ir todos presos e pk ja metem maior nojo!mesmo mt!

Em resposta ao comentário de Maria Por Maria
11.12.2008 - 15:06

De facto... é de uma cobardia autentica bater numa mulher! Há pessoas que ñ tem cérebro ou sentimentos, por isso mesmo deveria ser tomada uma medida drástica para que todos os agressores pagassem pelos seus actos

Em resposta ao comentário de maria madalena Por maria madalena
29.12.2008 - 22:05

OS HOMENS QUE BATEM NUMA MULHER DEVIAM DE TER PRISÃO PERPÉTUA

Em resposta ao comentário de Pedro Miguel Laranjeira Amaro Por Pedro Miguel Laranjeira Amaro
08.01.2009 - 15:45

Um homem que bate numa molher não deve ser bom da cabeça e deve ter uma preturbação qualquer!

Em resposta ao comentário de João Manuel Silva Fonseca Por João Manuel Silva Fonseca
08.01.2009 - 15:48

Eu axo que um gajo nunca devia bater numa gaja

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