A comunidade lusófona está dividida. Acordo Ortográfico gera controvérsia entre professores catedráticos, linguistas e escritores.
O professor universitário, linguista e investigador, João Malaca Casteleiro, é um dos principais rostos da defesa da implementação do Acordo Ortográfica no mundo lusófono.
Cláudio Moreno foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil. Actualmente, é responsável pela área de Língua Portuguesa do Sistema Unificado de Ensino e colunista da revista "Mundo Estranho" e do jornal "Zero Hora". O autor brasileiro, com várias obras publicadas sobre língua portuguesa, considera que a entrada em vigor do acordo é "absurda" e "não tem sentido".
Em entrevista ao JPN, os dois professores expõem os seus pontos de vista e enunciam argumentos favoráveis e desfavoráveis à aplicação prática do acordo. Para o professor João Malaca Casteleiro, a aprovação portuguesa significa que "finalmente se compreendeu que é importante apresentar uma ortografia, tanto quanto possível, unificada para a língua portuguesa".
"Até agora, nas instituições universitárias estrangeiras onde se aprende o português, nas organizações internacionais onde o português é língua de trabalho, há sempre que escolher entre duas ortografias: a portuguesa e a brasileira. A partir do momento em que este acordo entra em vigor passamos a ter uma ortografia unificada, o que é muito importante para a promoção da língua portuguesa no mundo e para a coesão da lusofonia", assegura o investigador.
Cláudio Moreno não concorda com Malaca Casteleiro e garante que o acordo "não vai aproximar mais os dois países" nem, tão pouco, tornar a ortografia "mais simples e confortável".
O professor recorre, mesmo, a uma metáfora para ilustrar a sua visão do acordo: “o Brasil e Portugal, em termos de ortografia, são como duas naves navegando paralelamente a uns 20 metros uma da outra. Uma enxerga a outra, há acenos de uma para a outra e a gente vai navegando a mesma rota, mas em naves paralelas. Esta reforma vai aproximar-nos de 20 para 18 metros. Assim, as duas naves vão continuar a navegar paralelas, mas agora a 18 metros de distância. Ganhar esses dois metros não vale todo o esforço, todo o gasto, que é gigantesco e toda a despesa dos países para mudar a ortografia".
A uniformização gráfica proposta por este acordo não é total, persistem acentuadas diferenças formais e conceptuais no modo como os dois países usam a língua. Como refere o autor brasileiro, "mesmo que fossem superadas as diferenças toleradas pelo acordo, mesmo que por um 'milagre do espírito santo', a ortografia fosse toda igual, o vocabulário não é igual, as construções sintácticas não são iguais e não vai ser possível mudar isso".
Malaca Casteleiro reconhece que a ortografia, actualmente vigente, engloba aquilo a que se pode chamar "a norma culta 'luso-afro-asiática' e, por outro lado, a norma culta 'luso-brasileira'". Uma situação que justifica com uma "guerra de ortografia que se arrasta há quase um século" e que gerou "diferenças dos dois lados do Atlântico que já são intransponíveis". Contudo, salienta que, apesar da dupla grafia, "não há problema quanto a essas pequenas diferenças".
Cláudio Moreno contra-argumenta que o objectivo principal deste acordo já falhou a priori. "A intenção do acordo é que todo o mundo escreva da mesma forma, mas com este acordo isso não vai acontecer".
O professor brasileiro recorre, mais uma vez, ao uso da metáfora para explicar a sua análise enquanto técnico: "este acordo dá a impressão que, talvez tenha saído de uma base científica, mas com tantos anos de discussão, tornou-se, como chamamos no Brasil, 'uma panela onde todo o mundo mexe': ficou uma confusão, parece que tem concessões políticas e demagógicas e, como tal, não vai funcionar na vida real".
Um dos maiores obstáculos a ultrapassar pelos defensores do acordo são as barreiras dos mais resistentes e inflexíveis.
O investigador e linguista português reconhece que "fazer uma reforma ortográfica é sempre uma questão polémica, qualquer que seja a alteração que se faça", isto porque, norma geral, "os adultos reagem mal à mudança", uma vez que "têm memorizadas as imagens gráficas das palavras e mudar essa imagem obriga-os a um esforço suplementar". Mas Malaca Casteleiro não vê esta barreira como "intransponível".
Uma opinião diferente tem Cláudio Moreno. O professor, a quem a vasta experiência de "sala de aula" deu outra perspectiva da realidade, defende que "a ortografia é um problema sério de adesão" e funciona como uma "lei intelectual e não uma lei de direito penal".
Deste modo, acredita que "se as comunidades aderirem mesmo, há reforma ortográfica. Agora, se os governos aprovarem, se o protocolo estipular uma data, não é isso que vai funcionar em termos de ortografia".
Mudem o portugues no Brasil...eles que aprendam a falar o portugues como se fala cá, não somos nós que temos de mudar o nosso idioma..nem por causa do Brasil ou dos países Africanos, abaixo os "iluminados" que pretendem mudar um idioma que só nos traz orgulho. Sou portuguesa e como tal tenho o direito de recusar a alteração ao "meu" idioma, jamais deixarei de falar, ler e escrever o portugues que aprendi nas escolas e com os meus pais e avós. Quem não gostar de falar o verdadeiro portugues..paciência..desejo-lhe boa viagem e que volte ou vá viver onde se fale o portugues que não é o correcto.
Obrigado
Sinceramente percebo a não aceitação por uma vasta percentagem do acordo ortográfico. Consigo entender que se possa relacionar com uma questão patriótica ou de identidade de um povo.
Porém, basta olhar para o nosso passado e verificar que existiram vários acordos ortográficos, ou seja, o "Português" / "Língua Portuguesa" que hoje aprendemos já não é o original. Discordo da Exma Sra. Estela Lourenço quando aborda a questão: "(...) o verdadeiro português.", o que se entende por verdadeiro português? O que se fala / escreve hoje em dia? Não creio.
Pretendo opinar com isto que, as mudanças acontecem e tem que haver cedências das partes para que se atingir algo melhor, ou seja, creio que não devemos ser intransigentes e ceder um pouco. Infelizmente a maioria das pessoas não sabe mas as mudanças previstas na nossa gramática é uma percentagem ínfima relativamente ao Brasil.
Concordo. Sou contra a união ortográfica.
Como brasileiro, acredito que o Brasil devia declarar sua língua como
"Idioma Brasileiro" e assim banir todos os acentos (que são inúteis), acabar com regras sem sentido e cortar a relação linguística com Portugal de uma por todas. Falamos do jeito que gostamos e pronto.
Portugal gramaticalmente evoluiu enquanto o Brasil parou no tempo e por isso há tantas diferenças sintáticas.
Por outro lado, Portugal em ortografia e neologismos é que está parado, e no fundo, isso torna o português europeu uma língua quase morta aos olhos de quem aprende.
Aliás, garanto que o 'Brasileiro' se tornaria uma língua importante para o mundo, enquanto o português viraria uma espécie de código secreto falado por meia-dúzia de gatos pingados.
No Brasil, temos 180 milhões de falantes. Portugal, pouco mais de 10 milhões.
Só o PIB de São Paulo é 70 vezes maior que o de Portugal. Acho que nossa influência é bem maior que a sua para ditar os rumos da língua "portuguesa", não acha?
Português que não é o "correcto"? Quem é a senhora para ousar dizer que nós brasileiros falamos o português "incorrecto"?! Saiba que se a "sua" (nossa) língua tem alguma expressão no mundo "actual" é graças ao Brasil.
Menos arrogância, por favor.
Acho que o Acordo é muito acertado, mas devia ir além. Devia mudar também o nome da língua, de Português para Brasileiro, que tal?
"Português que não é o "correcto"? Quem é a senhora para ousar dizer que nós brasileiros falamos o português "incorrecto"?"
É portuguesa. Duh. Se calhar tb não sabem ler correctamente português.
Suponho que no Português de Portugal há a questão do gênero. Então, uma vez que é para falar o português "correcto", seria correto agradecer com: obrigada.
Nossa desgraça veio em naus lusas...
Vinham lotadas de gente que não valia nada, hoje em dia menos ainda, — não fazem diferença no mundo —,e voltavam atoladas de ouro, diamantes,riquezas que ajudaram a construir suas porcarias de igrejas, palácios e até a inútil Coimbra.
O terremoto que destruiu Lisboa poderia ter feito o serviço completo.
Antes tivéssemos sido explorados por ingleses, ao menos herdaríamos uma língua
civilizada e universal; isto sim facilitaria intercâmbios comerciais e culturais com a parte do mundo que vale a pena, e não com atrasados africanos e/ou asiáticos como o Timor Leste.
Até a Índia teve mais sorte do que nós, embora não tenha 10% das nossas riquezas naturais.
Como já disse uma escritor indiano:" a melhor coisa que aconteceu à Índia foi a invasão inglesa".Graças ao idioma que os exploradores impusseram,hoje são aceitos para trabalhar nos EEUU e UE.
Já quem fala língua morta,como português,está condenado a se interrar com ela.
Os céus conspiram contra o Brasil; até quem fala outra língua horrorosa como espanhol tem mais sorte.Deve ter sido praga daquela portuguesa avessa a banhos, a tal Carlota Joaquina.Jogou praga aqui e pegou.
Gente há que não crê em bruxas,mas que existem, ahhhh existem, sim.
O nosso falá é muito mais mió, mais simpático,; nóis divia é usá só o caipirês,quanto mais longi de lusitanismos empolados, mais mió pra nóis.Os tugas falam como se tivessem engasgados,engolem as vogais,uai, tá quase uma língua eslava,dói nos zouvido,um horrô...Cruiz in credu,aff maria.XÔ, tugal, xÔ.
Um dia inda teremous um prisidenti com cérebro que vai mandá di vorta pras zoropas tudo que é pobre quem ocês mandaram pra cá.Tugas,espanhóis,os carcamanos italianos...Com os alemão batata a gente fica, eles trabaiam bem, e deram ao Brasil o pouco de lugar decente que temos.O restu a gente devorve tudo pra origem,com defeito de fabricação, e ainda vamu pidi indenização pra modi di que Portugal pagá o estrago que fez aqui, incrusivemente com a escravidão que só deu titica, probremão que nós temus que resolvê ou inguli.
E viva nóis e viva tu e viva o rabu du tatu.Hehehe.
Crio eu que a unificação será muito boa para todos, claro que Portugal terá uma maior mudança, mas valera apena.
Sou Brasileiro com orgulho também não gostaria da mudança em minha língua pátria mas será bom para todos.
Sra. Ester Lourenço, mais valia não escrever nada, do que escrever essas baboseiras todas! sabia que o português que se fala hoje cá em Portugal é mais moderno do que o português que se fala no Brasil, que ainda tem muito de 1800? seria bom que pudesse ler o livro 1800, iria ver com os olhos de ver como muita coisa se passou.Estou aqui há 20 anos, e os que não são licenciados como eu, e mais novos que eu, que nem aprenderam latim como eu, que é a raiz do português, tem a audácia de dizer que escrevo errado, aliás diziam, pois agora esses vão ter que engolir o sapo, e escrever de acordo com o Acordo, senão, estarão dando calinadas na lingua mãe. Como sei falar outras linguas como açoriano, madeirense, alantejano, minhoto, lisboeta etc... é mais uma coisinha que tenho que aprender na terceira idade para prevenção de Alzeimer.
Cara Estela Lourenço, estou completamente do seu lado! Afinal, em 1500, fomos nós Portugueses que descobrimos o Brasil que era povoado apenas por indígenas. E já que falam na imigração portuguesa, já pensaram, senhores e senhora brasileiros, de que povo descendem? Sim, porque além dos portugueses, também imigraram para o Brasil, italianos, alemães, ingleses, entre outros.
São Paulo tem mais habitantes do que Portugal inteiro? Muito bem, mas deixem-me dizer-lhes que, nem todos os brasileiros do mundo conseguirão apagar o legado histórico de Portugal. A Língua Portuguesa (palavras portuguesas comuns entre os dois países, de origem latina)foi severamente castigada e mutilada até, durante anos, pelos brasileiros que nunca quiseram escrever correctamente.
Nunca, os Ingleses aceitariam um acordo ortográfico com os Estados Unidos ou com a Austrália. E sabem porquê? Porque foram eles os colonizadores... e os fundadores da Língua Portuguesa!
SOU BRASILEIRO SICERAMENTE NÃO QUERO QUE MUDE O MEU GEITO DE FALAR E OS PORTUGUESES TAMBÉM NÃO QUEREM QUE MUDEM O DELES ENTÃO VAMOS SEPARAR DE UMA VEZ POR TODAS, MAIS TEM UM PORÉM OS PORTUGUESES QUERENDO OS NÃO ELES DEPENDEM DE NÓS BRASILEIROS POIS MAIS DA METADE DA POPULAÇÃO QUE FALAM PORTUGUêS SÃO BRASILEIROS , E ADIVINHA SE NÓS BRASILEIROS NÃO FALARMOS MAIS PORTUGUêS CONCERTEZA ELE VAI CAÍ DE ANTE O MUNDO MAIS DA METADE UM
Por:Margarete
Também não concordo com o "acordo ortográfico" acho errado, porque linguagem
de cada povo, também é cultura.
E a cultura de cada país tem que manter-se.
os principais idiomas no mundo, o Inglês o o Castelhano, têm a força que têm muito pela forte influência dos respectivos países de origem! Somente! Os governantes de Portugal só se passeiam pela imagem e pelo fingimento governativo, não respeitam a história de uma nação que deu a descobrir todos os continentes ao Mundo, espalhou neles a fé cristã e, sobretudo, a língua, o principal veículo de transporte da cultura de qualquer povo ou país!
Só por pura demagogia e arrogância dos brasileiros este acordo ortográfico será levado a sério, além da inépcia e da ignorância do governo Português! O argumento dito e repetido de que se trata de uma unificação das escritas normativas portuguesa e brasileira é uma mentira tão grande quanto o embuste que foi este anedótico acordo ortográfico, um autêntico ABORTO!
Os brasileiros acusam os portugueses de “falar fechado”, ou seja, utilizar vogais fechadas! Mas eles é que dizem Antônio, colônia, cômico, gêmeo, etc, e os tempos verbais no futuro e no pretérito da mesma forma, como Andamos, Passamos, Paramos, Acabamos, Terminamos, etc, etc… A questão das consoantes mudas não dá razão absolutamente nenhuma para se alterar a escrita num idioma. Estas consoantes existem porque a raíz das palavras assim o determinou, e sendo derivado do Latim a maioria do conjunto dos idiomas no Mundo, Inglês incluído, qual é o sentido de eliminar tão insignificante pormenor? Nos vocabulários inglês e espanhol existem inúmeras palavras com consoantes mudas, e a palavra “ACTUAL” está lá, com a consoante muda, bem como a palavra FACTO (FACT em inglês)! No inglês, para quem não estiver minimamente familiarizado, é muito difícil entender porque se diz “uóte” e se escreve “what”, diz-se “laique” e escreve-se “like”, diz-se “gueime” e escreve-se “game”, diz-se “sabuei” e escreve-se “subway”, diz-se “ló” e escreve-se “law”, e referindo as letras repetidas como nas palavras “comment”, “pool”, “freeze”, “wood”, “office”, “flammable”, “buzz”, etc, referindo que este tipo de grafia tem séculos de existência e ninguém o vai alterar, permanecendo um idioma internacional, o principal em transacções comerciais! A questão das consoantes mudas é um fraco argumento para justificar uma modernização da língua.
O verdadeiro motivo prende-se com a suposta força internacional que o brasil quer espetar na sua política externa, e sabendo que o seu idioma difere do original sediado na Europa, quer impôr pela força, pressionar sem qualquer autoridade para tal, uma radical modificação na escrita do Português Padrão, tão somente porque o que utiliza é apenas seu, e tem muito menos aplicação do que o pioneiro. A língua-mãe, quer se queira quer não, está sediada em Portugal, e só a este cabe determinar o que é que realmente se modifica. Além de que mais 5 países o acompanham na norma oficial, portanto são 6 nações a empregá-lo! Se o brasil tem estado sozinho só se deve a culpa própria, e não pode sobrepôr-se aos restantes só porque possui uma população em número 3 ou 4 vezes superior!
Quanto às acusações de os portugueses viverem com os fantasmas do passado, serem velhos do Restelo, xenófobos, e mais umas atoardas folclóricas vomitadas pelos brasileiros, só mesmo para rir até cair para trás. Deve-se atentar no seguinte, quem fala português arcaico do tempo dos Descobrimentos, século XV, é o povo brasileiro! Portanto do lado de lá é que são o “passado da língua”, deste lado evoluímos e modernizámos a pronúncia e a escrita! O Português é o único povo do Mundo que consegue falar qualquer outro idioma sem sotaque, ao contrário do orgulhoso espanhol e do arrogante inglês. Acaba por colher vocabulário, aportuguesá-lo e torná-lo parte integrante do idioma, portanto modernizando-o e actualizando-o. Onde está o imobilismo? Que acusação é esta? Piada fraquinha mesmo!
Referindo a xenofobia, este argumento de aplicação fácil e duvidosa, vindo de onde vem, só fará eco nos camarins dos artistas Jô Soares, do papai Noel ou dos mais ou menos famosos comediantes Trapalhões! Essa acusação parece a finta do kaká, marca golo na própria baliza, festeja e quer o prémio no final!
É inútli tentarem injectar um acordo ortográfico, tentaram em 1990 e não conseguiram, não vão conseguir agora. Não adianta gritarem que a língua não tem dono, que os portugueses não mandam, blá blá blá, cai tudo em saco roto! Se os portugueses não mandam, os brasileiros tambem não. Quando estiverem recolhidas 100000 assinaturas, e já faltam muito poucas, na petição contra esta brincadeira de crianças, haverá nova discussão na assembleia e atira-se a aberração para o lixo. Assunto arrumado.
Nos dicionários deveria constar: brasileiro=povo com tendência para sonhar acordado.
O aborto ortográfico não vai para a frente. Quem decide é o povo, não umas poucas luminárias sem nada mais importante para fazer.
Andam por aí uns cancros, de carrocel, a ver se cai alguma coisa do céu aos trambolhões, e não chovendo nada, verbalizam inutilidades. Defender umas alterações em escrita, como se fosse a 8ª maravilha do bairro onde vivem, e de onde nunca saíram, só mesmo proveniente de mentes perturbadas e com algum complexo de gaguez! Que problema terão umas consoantes mudas que não incomodam ninguém, a não ser uns brasileiros com cócegas, e vai daí, querem que 50 milhões de pessoas se escangalhem a rir com o fraco argumento de que se trata de evolução do idioma! Parafraseando o adversário desta luta, marcelo fontana, “nem tudo o que evolui é benéfico”. Este argumento serve ambos os lados.
A raivice dos brasileiros em relação às pessoas anti-aborto-ortográfico prende-se com o simples complexo de superioridade que julgam ter, pelas dimensões do país, e pelo maior número de habitantes! Nada mais infundado! Querer assumir o protagonismo na modificação de algo que não lhes pertence e ouvirem contestação deixa-os coléricos, desesperados, loucos e, pasme-se, admirados com as reacções negativas de quem, legitimamente, se opõe!
Em vão tentam esgrimir argumentos que nada dizem, justificações que nada esclarecem, razões que nada dão a conhecer o porquê de umas alterações que para nada servem e que de útil… só mesmo para rir, e esquecer que alguém falou no assunto. O que ressalta desta temática aparvalhada é um conjunto de textos que entrarão para os anais da história da trapalhice brasileira, um olhar sobre o delírio e as lamúrias de quem acha que descobriu a pólvora! Que tenham juízo.
Há meses que se deu a conhecer esta frustrada intenção de pôr todo o pessoal a escrever “melhor”, escrever “português como deve ser”, português “atualizado” e, no fundo, e que passaria a ser a realidade, escrever brasileiro, nada mais! Nada mais… falso, nada mais nunca! Não vale a pena insistir nem espumejar, o povo português não abocanha fruta insossa, e por mais que se teime nesta temática, o assunto vai ser esquecido como foi há 18 anos atrás. Se este assunto fosse importante já estaria implementado há muito, sem polémicas nem sobressaltos, porque afinal as mudanças para melhor é que são sempre bem-vindas, e demoram pouco a ser aplicadas. A ser verdade que a língua precisa de uma estruturação e uma verdadeira actualização, seria importante rever o capítulo da acentuação. Esta assim, seria uma reforma plausível, desejada pela maioria, e de certeza muito bem recebida nos meios académicos. Tendo em conta a tendência da juventude em esquecer os acentos nas palavras mais “complexas”, por preguiça, ou simplesmente pela duvidosa utilidade que revelam nas comunicações que se querem cada vez mais rápidas, o acento talvez se revele uma ferramenta com cada vez mais “ferrugem”, menos utilização, e aqui sim, pode muito bem haver um real acordo ortográfico.
Pôr ou tirar letras às palavras não constitui necessidade importante, apenas remete para conversas brejeiras, de compadres embriagados numa mesa de café, a arrotar baboseiras enquanto fumam substâncias ilícitas, jogam a bisca lambida e acham-se filósofos de cátedra… a cair de podre. A este tipo de contributo para a língua, dizemos NÃO, obrigado, façam bom proveito.
Podem querer oferecer-nos samba, mas que fiquem lá com a música, que dançar já nós sabemos há muito.
Reparem no seguinte comentário que extraí de um blogue brasileiro acerca do aborto ortográfico:
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Eu vou contar um segredo para vocês, o sonho da Academia Brasileira de Letras sempre foi salvar o mundo. Eles tem esses complexos, sabem, eles acham que com essas mudanças vão mudar o mundo. Coisa de português.
Se nós compramos a língua, pagamos caro por isso, muitas toneladas de ouro, porque é que ainda não somos donos do português?
Sábado, 22 de novembro de 2008 às 04:30
Ainda querem dar crédito a esta matéria que. de útil, parece nada ter, a não ser arranjar “tricas” entre dois povos que até se dão bem, mas que em questões da Língua, um dos lados não se convnceu que não manda absolutamente nada!
Começo a pensar que será imperativo alguém mandar dois berros e um murro na mesa e colocar um ponto final nisto, porque já cheira mal o que vem do lado de lá do Oceano Atlântico. Já corri blogues atrás de blogues e até de brasileiros já li que Portugal devia desaparecer do mapa porque é demasiado pequeno para ainda existir! Mas o que é isto? Quem são os brasileiros? Os Portugueses é que são xenófobos? Com arrotos destes dá para ver quem é que precisa de ser ensinado…
Mas também tive o prazer de ler comentários brasileiros contra o aborto ortográfico, como o seguinte, que resume e bem o que se sente na generalidade:
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quem teve a ideia deste novo acordo???
parece-me ridícula esta alteração forçada por leis, a língua é algo vivo que deve ser moldada pelo povo.
Está tudo dito, ou quase!
Aqui reside toda a lógica de um processo que não pode ser feito em cima do joelho, nem decidido pela política, muito menos por incompetentes, porque o Estado não é o governo, somos nós, o povo, que desconta e paga os seus impostos, o motor do país, mas infelizmente não muito da economia…
O povo é que é dono da língua, a este é que cabe a missão de mudar o que melhor lhe convier, e se pensarmos bem, da sã convivência entre todos, Portugueses, Brasileiros e Africanos, talvez não houvesse estúpidos acordos ortográficos, como acontece no Inglês, com tantas variantes no planeta, mas sempre igual na sua essência, entendido por todos os povos! Se queremos uma língua forte devemos esquecer este horrível e anormal aborto ortográfico, que só veio criar atritos e dividir as pessoas, no mau sentido. Em vez de querer acentuar as diferenças que sempre existirão, dever-se-á reforçar e retocar as semelhanças, que devem constituir bem mais de 90% do comum entre o que se diz e o que se escreve dum e doutro lado deste Oceano Atlântico! As discrepâncias que existem desapareceriam com o tempo, normalmente, tudo decorrente da já referida sã convivência entre os respectivos povos falantes da mesma língua… A haver cedências neste campo, e continuarei a defender que quem tem de mandar na Língua é Portugal, terão de acontecer em igual percentagem, e não uns mais que outros. Mas enquanto uns continuarem com a conversa anedótica dos 180 milhões e do G8, não dá para outros conseguirem entender o porquê de se mexer só para estragar… num dos lados.
Daniel Guimarães, foram "meia dúzia" de gatos pingados que povoaram esse país que você pisa e que orgulhosamente explora! Foram eles que impuseram, e muito mal, a língua portuguesa aos indígenas e se cansaram de emprenhar as fêmeas nativas e espalhar a espécie! Resultado: Povão grosso e com fala estranha, como se estivessem todo o instante com água dentro da boca! E chama a isso de português? Vai dar bola para outro e desaparece do meio!
Acordo ortográfico? NÃO! O brasil deveria ser excluído da CPLP, e já!
Lia de Souza, quando pisar a bela cidade de Coimbra, lembra o que escreveu a respeito dela neste espaço de opinião! Há por lá muito brasileiro fazendo vida e adora a cidade! Com essa conversa mole e sem graça, deu um tiro no próprio pé e só demonstrou a fraca personalidade de quem abriu, nas linhas seguintes, a sua mente ridícula e anormal, e apenas conseguiu reduzir ao nível da zombaria o que todo o povão brasileiro faz com a língua portuguesa: suja ela e maltrata como se faz com uma bola de papel, atira ao ar e chuta pró contentor do lixo! Que vergonha de pessoa você é, mixuruca e sem costume, como aliás, quase todo o brasileiro que se maneie no "calçadão"...
Brasileiro: descendente de Português, ensinado por Italiano, mandado por Alemão e roubado por Inglês! Vão-se catar.
Sr. Mário Franco,
O nível de seu último comentário, apenas demonstra o que qualquer pessoa medianamente esclarecida (e não o incluo sequer entre estas), já sabe: imbecis há em ambos os lados do atlântico, e Portugal estaria bem representado na sua ignóbil pessoa, caso o senhor o representasse num campeonato de asneiras. Suas colocações são recheadas de rancor gratuito, eivadas talvez por uma inveja tola, explicada pelo fato da criatura ter se tornado maior e mais importante que o criador. O liberamos de apontar-nos nossas mazelas, pois as conhecemos bem, algumas delas inclusive possuem DNA lusitano, e não estamos cá a culpar Portugal por isso. Portugal também possui suas carências e limitações, mais facilmente constatadas quando ampliamos as comparações no universo europeu. O Brasil adquire importância de forma crescente e irreversível no mundo. Graças a força de sua economia, alicerçada na competência e no trabalho de seu povo, que goste o não o senhor, continuará falando o português que provavelmente o mundo irá conhecer no futuro. Esperamos que este idioma, venha ser o mesmo que todos os países de língua portuguesa falem. A presente reforma, tem essa unidade por objetivo.
Quanta ignorância. O acordo prevê mudança na grafia, não na fala, portuguesa orgulhosa.
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