Quando a arte interfere no quotidiano da cidade
O eléctrico é apenas o primeiro de uma série de "interferências" que a S.P.O.T. quer realizar
Foto: Tiago Dias

Quando a arte interfere no quotidiano da cidade

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Um eléctrico da STCP foi alvo de uma intervenção de rua por vários artistas e vai circular sexta-feira pela Ribeira do Porto de graça.

Um eléctrico e nove artistas são a base da primeira “interferência” da S.P.O.T. (Sociedade Portuense de Outras Tendências) na cidade. Desde a manhã desta quinta-feira até ao final da tarde do mesmo dia, o objectivo era pintar um eléctrico disponibilizado pela STCP com música à mistura. Sexta-feira vai ser possível viajar de graça no eléctrico na zona ribeirinha da cidade.

Por dentro e por fora, o eléctrico sente o trabalho dos artistas que chamam a atenção de quem passa naquela zona na Ribeira, mesmo em frente à Igreja de São Francisco.

Os participantes

Os artistas Júlio Dolbeth, Rui Vitorino Sousa, Vitor Ferreira, Theeb, Costah, Pzt, Caos e os Sorry Art são os nove que faziam parte da lista que iria contribuir para a mudança do eléctrico. Lá dentro, o Dj Marl.on decide a banda sonora do evento.

O conceito de “interferência” significa, segundo a organização, uma intervenção artística em espaços públicos, com o propósito de “revitalizar o Porto e viver o centro, ao estar na rua”, diz Joana Lima da S.P.O.T.. “Queremos dar espaço à arte no espaço público, sempre no Porto, no centro, porque é a nossa cidade”.

Joana Lima explica que a S.P.O.T. tem contactado outras entidades para futuras “interferências”, mas tem-se deparado com algumas “reticências”, particularmente por terem de fazer pedidos à Câmara Municipal do Porto para intervirem em edifícios. A organizadora prefere, então, não revelar quais poderão ser as próximas actividades, preferindo deixar em aberto o que pode vir a acontecer neste ano e no próximo.

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Em resposta ao comentário de Anonymous Por Anonymous
03.07.2008 - 15:52

Acho muito bem! Finalmente os eléctricos serão para o que realmente servem: para o aspecto lúdico e só. É que enquanto meio de transporte são umas "carengejolas" insuportáveis!

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