Notícia da demolição do Bairro do Aleixo deixou alguns moradores com o coração nas mãos. Muitos não querem abandonar as casas onde vivem há mais de 30 anos. Outros dizem-se fartos da situação.
Todos os processos de realojamento baseados na temática da droga e da toxicodependência, deram maus resultados. Porquê? Porque a droga não se combate com realojamentos. Não aprendem nada com as experiências anteriores. Vão ver o que aconteceu ao Casal Ventoso e com os realojamentos na Av de Ceuta. Gastaram-se milhões e a droga continua a ser um problema. Vão ver as Galinheiras, o Relógio, etc. Tudo feito na base da irresponsabilidade, à revelia das pessoas, sob a capa da especulação imobiliária promovida pelas Câmaras e a guetização das pessoas. Porque é que o Bairro da Quinta da Fonte em Loures deu no que deu? Estamos a criar espaços onde embrulhamos as pessoas em tijolos. Como é possível que as habitações de custos controlados ou sociais, só possam custar 350€ o metro? Qualquer construtor sabe que isso é uma edificação sem qualidade. São mais arrecadações que habitações. Salazar dizia que quem nasce pobre devia agradecer a Deus esse facto. Ou seja, a situação de cada um não era tida em função da igualdade de direitos e oportunidades, mas pela condição económica que era imutável.Mudou alguma coisa para quem nasce na pobreza, na exclusão, na marginalidade ou à margem? Não, de facto estamos a criar todas as condições para que uma verdade salazarista seja uma verdade da democracia e o Estado está a contribuir para que essa situação seja cada vez mais uma marca, um ferrete para a maoria dos cidadãos, mas em particular para aqueles que nascem em meios económicos frágeis, ao exterminar a classe média e aprofundando o fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. Somos um país excluído dele mesmo. Mas como diria o Guterres e dirá o Sócrates "É a vida".
Todos os processos de realojamento baseados na temática da droga e da toxicodependência, deram maus resultados. Porquê? Porque a droga não se combate com realojamentos. Não aprendem nada com as experiências anteriores. Vão ver o que aconteceu ao Casal Ventoso e com os realojamentos na Av de Ceuta. Gastaram-se milhões e a droga continua a ser um problema. Vão ver as Galinheiras, o Relógio, etc. Tudo feito na base da irresponsabilidade, à revelia das pessoas, sob a capa da especulação imobiliária promovida pelas Câmaras e a guetização das pessoas. Porque é que o Bairro da Quinta da Fonte em Loures deu no que deu? Estamos a criar espaços onde embrulhamos as pessoas em tijolos. Como é possível que as habitações de custos controlados ou sociais, só possam custar 350€ o metro? Qualquer construtor sabe que isso é uma edificação sem qualidade. São mais arrecadações que habitações. Salazar dizia que quem nasce pobre devia agradecer a Deus esse facto. Ou seja, a situação de cada um não era tida em função da igualdade de direitos e oportunidades, mas pela condição económica que era imutável.Mudou alguma coisa para quem nasce na pobreza, na exclusão, na marginalidade ou à margem? Não, de facto estamos a criar todas as condições para que uma verdade salazarista seja uma verdade da democracia e o Estado está a contribuir para que essa situação seja cada vez mais uma marca, um ferrete para a maoria dos cidadãos, mas em particular para aqueles que nascem em meios económicos frágeis, ao exterminar a classe média e aprofundando o fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. Somos um país excluído dele mesmo. Mas como diria o Guterres e dirá o Sócrates "É a vida".
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