Angola: Resultados provisórios dão vitória ao MPLA com mais de 80% dos votos
O MPLA terá recebido perto de 82% dos votos conta 10,5% da UNITA
Foto: UE - MOE

Angola: Resultados provisórios dão vitória ao MPLA com mais de 80% dos votos

Observadores internacionais elogiam voto, apesar de algumas divergências. UNITA pode vir a sofrer danos financeiros com perda de lugares no parlamento.

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) venceu, como era esperado, as eleições legislativas da passada sexta-feira, relegando a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) para um muito distante segundo lugar. Segundo resultados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral de Angola, numa actualização feita às 20h de domingo, o MPLA recebeu 81,79% dos votos e a UNITA 10,50%.

Cavaco Silva felicita José Eduardo dos Santos

O presidente da República, Cavaco Silva, enviou uma mensagem de felicitações ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos, demonstrando a sua satisfação "com o passo extremamente importante que as eleições em Angola constituíram para a consolidação das instituições democráticas no país, num quadro de pluralismo político".

O líder da UNITA, Isaias Samakuva, afirmou, citado pela Reuters, que "os factos sugerem que os resultados finais desta eleição podem não reflectir rigorosamente os desejos expressados nas mesas de voto pelo povo angolano". Samakuva admitiu seguir até ao Tribunal Constitucional para contestar o processo eleitoral.

Desde sexta-feira que a forma como as eleições decorreram tem sido alvo de críticas, apesar de não ter havido registo de incidentes violentos. A líder da missão de observação eleitoral da União Europeia, Luisa Morgantini, afirmou, citada pela AFP, que visitou locais de voto onde a organização era um "desastre". Um membro dessa mesma missão de observação disse à BBC que assistiu à distribuição de dinheiro, televisões, rádios, entre outros bens.

"Eu vi pessoalmente membros do partido no poder de pé, não apenas na mesa de voto, mas nas cabines onde as pessoas estavam a votar", referiu Richard Howitt. Por seu lado, observadores da Comunidade Sul-Africana do Desenvolvimento citados pela imprensa internacional consideraram a eleição como "transparente e livre". Luisa Morgantini, na tarde de segunda-feira, em conferência de imprensa citada pela Agência Lusa, também salientou a "transparência" do voto, representando "um avanço para a paz".

UNITA vai sofrer sério impacto financeiro com perda de lugares no Parlamento

A confirmarem-se os resultados divulgados até aqui, dar-se-á uma significativa mudança no país. Na semana passada, o chefe de programa de África da instituição Chatham House, Alex Vines, alertava para a importância de a maioria do MPLA não vir a ser alargada. Em 1992, nas últimas legislativas realizadas em Angola, o MPLA atingiu os 49,5%, enquanto a UNITA, sob a liderança de Jonas Savimbi, conseguiu 40,8%.

A Chatham House prevê sérios problemas para o principal partido da oposição angolana, uma vez que a maior parte das suas receitas vêm do próprio Estado, consoante o número de lugares no parlamento. "A perda de assentos nestas eleições vai ter um sério impacto nas finanças da UNITA", lia-se num documento [PDF] publicado na semana da votação.

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Em resposta ao comentário de sergio Por sergio
09.09.2008 - 14:56

O MPLA, foi na Legislativa nº 10, esse nº significa algo de bom craqueza. Por isso não há e nunca exista dúvidas que este partido merece e tem que ser a governar este lindo país que Angola.
Visto que o MPLA, esta com o povo e sempres esteve e nunca se desligará com o povo, por isso votar no MPLA é garantir estabilidade nesta nossa Angola.
Termino a dizer irmão Angolanos, votar no MPLA é votar no caminho certo para uma Angola do sonho de todos nós. Tchau aqui falou o que ama o MPLA no fundo do coração de nome "sérgio"

Em resposta ao comentário de lindo Por lindo
14.09.2008 - 06:40

deve a ver maior aposta no controlo da gestão dos programas e projectos previstos, a segurança deverá desempenhar o seu verdadeiro papel, a justiça deverá ser forte sem corrupção e porque a segurança o ministério a depender unicamente do presidente da república e da assembleia nacional, onde poderá se ver as 3 direcções gerais. O povo quer ver sempre o mpla em frente dos destinos d país. Não deve a apostar sempre por elementos que sujam o mpla e segurança lhes conhece. os chineses e cubanos deverá ser o número maior em angola para que o povo tenham casas e medicina em dia. os portugueses e brasileiros sempres falaram mal do mpla, por não merecem a vontade do mpla. abre o olho.

Em resposta ao comentário de Valter Piedoso Claudio Por Valter Piedoso Claudio
16.09.2008 - 07:59

Sou Valter Piedoso Claudio,Angolano vivo na Provincia do Kuanza Sul,fui formador provincial para as eleiçoes legislativa ,formamos os agentes de iducaçao civica para as eleiçoes e formador dos formadores dos membros da mesas das assembleias de votos tambem fui presidente de uma das assembleia de voto.
Apesar desse conhecimentos sobre as eleiçoes e legislaçao angolana sou Pastor de uma das igreja mais prestigiada em angola.
As eleiçoes em Angola surgiram num momento emque os partidos da oposiçoa nao souberam resolver os seus problemas internos ,nao so pela morte de vario lideres dos seus partidos mais porque os que os substituiram nao conceguiram gerir os seus conflitos internos poe conceguinte o surgimento de varia disintegrasao dos seus membros e filiarim-se no partido no poder .
O MPLA partido no poder aproveitou bem essa fraquesa da oposiçao usando as armas eleitorais que estavam ao seu alcamse .
No entanto, para mim nem o MPLA estava preparado para perder nem a oposiçao para vencer.
obrigado e bom trabalho.

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