Ryanair nega ter abandonado intenção de criar base no Porto
Empresa diz que abertura da base operacional em Barcelona "não está minimamente ligada à abertura ou não abertura de uma base no Porto"
Foto: SXC

Ryanair nega ter abandonado intenção de criar base no Porto

Companhia aérea contesta manchete do "Jornal de Notícias" que referia que a low cost não vê como possível uma base a curto prazo.

A Ryanair desmente a manchete do "Jornal de Notícias" (JN) desta quinta-feira, segundo a qual a companhia aérea low cost teria "desistido" de criar uma base no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

"A Ryanair desmente categoricamente o título da notícia publicada no 'Jornal de Notícias' esta manhã", refere o comunicado da empresa, rejeitando que numa conferência de imprensa realizada quarta-feira tivesse sido excluída a criação dessa base. "A Ryanair prossegue as negociações confidenciais com a ANA, sobre as quais não emitirá comentários".

O JN cita o responsável por Portugal da Ryanair, Luís Fernandez-Mellado, como tendo dito que "neste momento, não estão reunidas as melhores condições para a Ryanair ter uma base no Porto", juntando a essas declarações a abertura de um pólo da companhia aérea irlandesa na zona de Barcelona, em detrimento do Porto. "A abertura da base operacional em Barcelona (Réus) não está minimamente ligada à abertura ou não abertura de uma base no Porto", indica a empresa.

Segundo o JN, Fernandez-Mellado admite, contudo, que, no longo prazo, é possível a concretização de uma base da Ryanair no Porto. Há meses que se arrasta a questão da base da Ryanair no Aeroporto Francisco Sá Carneiro e sabe-se que a empresa pretende que a ANA reduza as tarifas do espaço, em comparação com outros aeroportos europeus onde a companhia se encontra instalada.

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Por Zeca Neves
12.09.2008 - 10:30

A gestão da A.N.A. no Aeroporto Sá Carneiro (ASC) sempre foi discriminatória em relação aos passageiros da RyanAir. Senão verifiquem para onde mandam embarcar os utentes desta transportadora – as portas mais distantes do ASC- obrigando todos passageiros incluindo crianças idosos e deficientes a deslocarem-se centenas de metros para embarcarem. Não fosse só isso introduziram no percurso desníveis (escadas mecânicas muitas vezes imóveis não menos ilegais do ponto de vista de acessibilidade) para realçar a altitude discriminatória em relação à RyanAir. Acresce dizer que os passageiros tem que embarcar ao sol, vento ou chuva porque o local disponibilizado para o avião desta companhia fica distante da gare muitas dezenas de metros num total desrespeito e desprezo pelos utentes. Isto não seria ainda tão grave, senão verificássemos que pelo caminho de embarque passamos por dezenas de portas completamente vazias.
Convém acrescentar que as taxas de aeroporto cobradas são das mais caras da Europa para onde a RyanAir opera.
Se a RyanAir quiser aceitar sugestão, deslocalize as operações do Porto para Vigo, instalando ai uma base. Fica geo-estrategicamente melhor situada, com maior mercado –Galiza e Portugal-, as taxas de aeroporto são muito inferiores às do ASC, as operadoras de transferes para Vigo estão consolidadas (a logística existe só terá que inverter o sentido da operação), o comboio de alta velocidade irá facilitar a acessibilidade e os utentes LowCost seriam melhor recebidos.
Assim o ASC teria maior disponibilidade para a sua vocação de operações V.I.P.

Por openangle
12.09.2008 - 12:45

A gestão da A.N.A. no Aeroporto Sá Carneiro (ASC) foi sempre discriminatória em relação aos passageiros LowCost e em particular da RyanAir. Senão verifiquem para onde mandam embarcar os utentes desta transportadora – as portas mais distantes do ASC- obrigando todos passageiros incluindo crianças, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e deficientes a deslocarem-se centenas de metros para embarcarem.
Não fosse só isso introduziram no percurso desníveis, (escadas mecânicas muitas vezes imóveis, mas funcionando não menos ilegais do ponto de vista de acessibilidade) para realçar a altitude discriminatória em relação à RyanAir acresce dizer que os passageiros tem que embarcar ao sol, vento ou chuva porque o local disponibilizado para os aviões desta companhia fica distante da gare muitas dezenas de metros num total desrespeito e desprezo pelos utentes. Isto não seria ainda tão grave, senão verificássemos que pelo caminho de embarque os passageiros são obrigados a passar por dezenas de portas (muitas delas com manga de acesso) completamente desocupadas.
Convém ainda verificar que as taxas de aeroporto cobradas são das mais caras da Europa para onde a RyanAir opera.

Se a RyanAir quiser aceitar uma sugestão, deslocalize quanto antes as operações do Porto para Vigo, instalando aí uma base. Fica geo-estrategicamente melhor situada, com melhor e maior mercado –Galiza e Portugal-, as taxas de aeroporto são muito inferiores às do ASC, as operadoras de transferes para Vigo-Porto-Vigo estão consolidadas (a logística existe só terá que inverter o sentido da operação), o comboio de alta velocidade irá num futuro acrescentar melhores acessibilidades, os utentes LowCost seriam com certeza melhor recebidos, e a RyanAir livra-se de uma vez da burocracia portuguesa.

Como corolário o ASC ficaria com maior disponibilidade para a sua vocação de operações V.I.P. (podendo obter mais lucro com menor serviço prestado) e os clientes “HighCost” não seriam obrigados a partilhar equipamento com os passageiros LowCost.

Por Margarida
21.09.2008 - 19:36

Se a RyanAir fosse para Faro tudo estava bem (pois não opera na Portela), como é aqui no PORTO já se sabe!
Ninguém pensa nos jovens portugueses licenciados que emigraram para Inglatera para poderem trabalhar na RyanAir(pagando o curso do seu bolso), já que aqui no grande Porto estavam sem emprego ou então a ganhar 600€ nas grandes supercíes.
O Governo deve estar a DORMIR para não fazer nada?
Nós Nortenhos somos muito pacifícos, mas um dia.....................

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