Porto: Crise faz aumentar o número de instituições que recorrem ao Banco Alimentar
Estado tem a "obrigação de acordar", diz Vasco António
Foto: Andreia Magalhães

Porto: Crise faz aumentar o número de instituições que recorrem ao Banco Alimentar

"Todos os dias aparecem pessoas isoladas ou instituições a pedir ajuda", diz director do Banco Alimentar do Porto. "Há menos fornecedores e mais clientes".

O Banco Alimentar do Porto distribui, actualmente, alimentos a cerca de 461 instituições particulares de solidariedade social do distrito. O número tende a aumentar, diz o director do Banco Alimentar do Porto, Vasco António.

Existem mais de 100 instituições em lista de espera. "Todos os dias aparecem pessoas isoladas ou instituições a pedir ajuda", conta.

"A sensação que temos, com a quantidade de pedidos que recebemos, que é enorme, é que isto é um flagelo [mundial]", afirma.

A crise faz-se sentir também na redução do número de empresas que normalmente abastecem o Banco Alimentar (como vendem menos, restringem a sua produção). "Há menos fornecedores e mais clientes", sintetiza.

"Ou há uma política concertada a nível mundial que olhe para estes casos, ou o futuro é muito negro", prevê. O Estado tem a "obrigação de acordar", defende Vasco António, para quem é também necessária a ajuda da sociedade.

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