Promotora e editora portuense tem tido um papel central na organização de concertos na cidade. Serve também como rampa de lançamento de novos projectos.
A Lovers&Lollypops é responsável por uma fatia significativa dos concertos a que o Porto teve oportunidade de assistir nos últimos tempos. Foi pela mão desta etiqueta independente, criada em 2005, que vieram à cidade nomes como os Black Lips, Vetiver, Sic Alps, Wooden Shjips, Beach House ou High Places.
“A Lovers foi importantíssima para o começar deste circuito regular de concertos”, considera Filipe Teixeira, programador musical do Plano B. Joaquim Durães, um dos responsáveis pela promotora e editora, mostra uma posição humilde: “Somos apenas uma parte desta oferta. Sempre que temos oportunidade trazemos cá as bandas de que gostamos e como são muitas e variadas, acabamos por fazer muitos concertos”.
A verdade é que a Lovers&Lollypops tem traçado um panorama regular de concertos que permite ao público portuense descobrir bandas, nacionais e internacionais, à margem de um circuito mainstream, especialmente nas áreas do noise e do experimental.
O trabalho é feito com “afinco” e sustentado pelo “amor às bandas”. “Sobrevivemos sem ajuda (pelo menos financeira) das instituições ‘oficiais’ e do Estado”, diz Joaquim Durães. Mas “também não as procuramos”, sublinha. Os cachets das bandas são pagos “exclusivamente pelo dinheiro das entradas nos concertos”, acrescenta Joaquim.
A dinâmica da Lovers&Lollypops passa por estabelecer sinergias com “grande parte dos bares e promotoras do Porto”. Parcerias com o Passos Manuel, Plano B, Casa Viva ou Maus Hábitos são constantes. Tal como com a promotora portuense Amplificasom: no próximo dia 31 de Março, as duas promotoras vão trazer ao Passos Manuel os Earth, banda americana de drone que vem apresentar o último álbum “The Bees Made Honey in the Lion's Skull”.