Convicção é de Ibraima Baldé, da associação guineense Uallado Folai. Especialista em Relações Internacionais teme que situação na Guiné-Bissau possa "ameaçar estabilidade regional".
A notícia da morte de Nino Vieira, assassinado na madrugada de segunda-feira, não foi recebida com surpresa pela comunidade guineense de Lisboa. Ibraima Baldé, presidente da associação guineense Uallado Folai, lamenta a morte do líder, mas garante que "todos os guineenses estavam à espera disto há mais de dez anos". "Nós, os guineenses, temos esperança no futuro e pode ser que isto contribua para o bem da Guiné", conta ao JPN.
"O Presidente Nino Vieira nunca governou para os guineenses, só para os amigos e família", critica Ibraima Baldé, revoltado contra a corrupção e o narcotráfico que dominam a ex-colónia portuguesa.
A Guiné-Bissau conquistou a independência em 1974, após cerca de treze anos de guerrilha contra o domínio português. Mas Ibraima Baldé aponta o dedo ao processo que conduziu à independência, "um caso de neo-colonização do PAIGC e do senhor Nino Vieira".
"A Guiné é um país rico, não é montanhoso, tem água doce, é bom para agricultura, não é preciso escavar minas. Mas obriga-nos a emigrar porque não há condições para viver lá. A Guiné um país adiado", remata.
Já Rui Novais, investigador da U.Porto e especialista em Relações Internacionais, considera que as consequências do atentado que vitimou o Presidente guineense "são nesta altura absolutamente imprevisíveis". Ainda assim, o investigador destaca o facto de o atentado poder "pôr em causa todos os esforços de gestão de conflito e de estabelecimento da paz, tanto dos organismos internacionais (ONU) como dos regionais (União Africana)".
Evidente é também, de acordo com o investigador, "a polarização da sociedade daquele país africano mesmo após a realização de acto eleitoral, algo que fica bem patente neste cenário contínuo de golpe e contra-golpe que caracteriza a história contemporânea" da Guiné-Bissau.
A morte de Nino Vieira ameaça, nas palavras de Rui Novais, "a segurança e estabilidade regional de uma área geográfica já muito penitenciada pelos recentes conflitos na Serra Leoa e na Libéria". A situação na Guiné é "preocupante", principalmente se se verificarem êxodos populacionais, à semelhança do que aconteceu nos Estados vizinhos.
Para o especialista em Relações Internacionais, o assassínio do Chefe de Estado guineense coloca desafios "aos países vizinhos - com particular incidência em termos da acção da Nigéria enquanto actor sub-regional dominante - e aos demais membros da CPLP". Rui Novais salienta ainda o facto de as circunstâncias em que o regime de Nino Vieira foi deposto retirarem "legitimidade aos perpetradores do golpe enquanto alternativa de poder".
Eu acho que não valeu a pena matarem nino vieira porque continuão a matar as pessoas na guine-bissau .
Apesar de Nino ter matado muitas pessoas , podiam o matar mas não daquela maneira á facada .
Ele devera morrer de outra maneira por exeplo:( com um tiro) eu tou a dizer isso mas e sempre mau matar um humano por alguma coisa Nino faz falta no país.
Escrito por algem de 12 anos Guinense
na minha opiniao penso que a guine bissau nao deve estar como esta hoje porque todos os paises que a guine bissau deu a independencia esta muito avançdo em relaçao a guine bissauu, como o caso de cabo verde. mas o responsavel portudo e o senhor nino, penso que a morte do nino e um passo muito importante para o desenvolvimento da guine bissau. poque nino e uma pessoa muito violento emorreu na violencia
ninguem esta a cima da lei ,e quando isso acontece a lei sabera como tratar ou encamiar esse assunto.mas quando ,imfelizmente acontencem situaçoes,è e tèm q sèr ponidos os responsaveis desses actos .triste,triste ,triste,mto triste
Os comentários para esta entrada estão fechados.