Morte de Nino Vieira "pode contribuir para o bem da Guiné"
Nino Vieira foi assassinado na madrugada de segunda-feira
Foto: Flickr

Morte de Nino Vieira "pode contribuir para o bem da Guiné"

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Convicção é de Ibraima Baldé, da associação guineense Uallado Folai. Especialista em Relações Internacionais teme que situação na Guiné-Bissau possa "ameaçar estabilidade regional".

A notícia da morte de Nino Vieira, assassinado na madrugada de segunda-feira, não foi recebida com surpresa pela comunidade guineense de Lisboa. Ibraima Baldé, presidente da associação guineense Uallado Folai, lamenta a morte do líder, mas garante que "todos os guineenses estavam à espera disto há mais de dez anos". "Nós, os guineenses, temos esperança no futuro e pode ser que isto contribua para o bem da Guiné", conta ao JPN.

"O Presidente Nino Vieira nunca governou para os guineenses, só para os amigos e família", critica Ibraima Baldé, revoltado contra a corrupção e o narcotráfico que dominam a ex-colónia portuguesa.

Eleições em 60 dias

Com a morte do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, é o presidente da Assembleia da República a assumir os destinos do país. Raimundo Pereira toma posse esta terça-feira como Chefe de Estado interino da Guiné, e manter-se-á em funções até às próximas eleições, a decorrer no prazo máximo de 60 dias.

A Guiné-Bissau conquistou a independência em 1974, após cerca de treze anos de guerrilha contra o domínio português. Mas Ibraima Baldé aponta o dedo ao processo que conduziu à independência, "um caso de neo-colonização do PAIGC e do senhor Nino Vieira".

"A Guiné é um país rico, não é montanhoso, tem água doce, é bom para agricultura, não é preciso escavar minas. Mas obriga-nos a emigrar porque não há condições para viver lá. A Guiné um país adiado", remata.

Situação na Guiné "coloca desafios aos países da CPLP"

Já Rui Novais, investigador da U.Porto e especialista em Relações Internacionais, considera que as consequências do atentado que vitimou o Presidente guineense "são nesta altura absolutamente imprevisíveis". Ainda assim, o investigador destaca o facto de o atentado poder "pôr em causa todos os esforços de gestão de conflito e de estabelecimento da paz, tanto dos organismos internacionais (ONU) como dos regionais (União Africana)".

Evidente é também, de acordo com o investigador, "a polarização da sociedade daquele país africano mesmo após a realização de acto eleitoral, algo que fica bem patente neste cenário contínuo de golpe e contra-golpe que caracteriza a história contemporânea" da Guiné-Bissau.

A morte de Nino Vieira ameaça, nas palavras de Rui Novais, "a segurança e estabilidade regional de uma área geográfica já muito penitenciada pelos recentes conflitos na Serra Leoa e na Libéria". A situação na Guiné é "preocupante", principalmente se se verificarem êxodos populacionais, à semelhança do que aconteceu nos Estados vizinhos.

Para o especialista em Relações Internacionais, o assassínio do Chefe de Estado guineense coloca desafios "aos países vizinhos - com particular incidência em termos da acção da Nigéria enquanto actor sub-regional dominante - e aos demais membros da CPLP". Rui Novais salienta ainda o facto de as circunstâncias em que o regime de Nino Vieira foi deposto retirarem "legitimidade aos perpetradores do golpe enquanto alternativa de poder".

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Em resposta ao comentário de Anonymous Por Anonymous
11.04.2009 - 11:24

Eu acho que não valeu a pena matarem nino vieira porque continuão a matar as pessoas na guine-bissau .
Apesar de Nino ter matado muitas pessoas , podiam o matar mas não daquela maneira á facada .
Ele devera morrer de outra maneira por exeplo:( com um tiro) eu tou a dizer isso mas e sempre mau matar um humano por alguma coisa Nino faz falta no país.
Escrito por algem de 12 anos Guinense

Em resposta ao comentário de biteu fernando quade Por biteu fernando quade
28.04.2009 - 15:30

na minha opiniao penso que a guine bissau nao deve estar como esta hoje porque todos os paises que a guine bissau deu a independencia esta muito avançdo em relaçao a guine bissauu, como o caso de cabo verde. mas o responsavel portudo e o senhor nino, penso que a morte do nino e um passo muito importante para o desenvolvimento da guine bissau. poque nino e uma pessoa muito violento emorreu na violencia

Em resposta ao comentário de narciso bravo da costa Por narciso bravo da costa
03.06.2009 - 10:30

ninguem esta a cima da lei ,e quando isso acontece a lei sabera como tratar ou encamiar esse assunto.mas quando ,imfelizmente acontencem situaçoes,è e tèm q sèr ponidos os responsaveis desses actos .triste,triste ,triste,mto triste

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