Universidade do Algarve protege tartarugas marinhas em África
Carne de tartaruga é das mais apreciadas em vários países africanos
Foto: Flickr

Universidade do Algarve protege tartarugas marinhas em África

Depois de um projecto bem sucedido em Cabo Verde, investigadores querem sensibilizar os nativos de São Tomé e Príncipe para o valor das tartarugas-pente, espécie "no limiar da extinção".

Um grupo de investigadores da Universidade do Algarve (UALg) vai partir brevemente para S. Tomé e Príncipe, com o objectivo de sensibilizar a população local para a necessidade de preservação das tartarugas-pente, uma espécie em vias de extinção naquele país africano.

Integrada no projecto Sada (nome popular de uma espécie de tartarugas), a intervenção dá seguimento a outra iniciativa idêntica que visou contrariar a caça às tartarugas marinhas nas ilhas de Santiago e Boavista, em Cabo Verde. Cobiçada pela qualidade da carne e pela carpaça, da qual são feitas as mais diversas peças de artesanato, a população de tartarugas em São Tomé está "no limiar de extinção", alerta Nuno Loureiro, investigador ULag e mentor do projecto..

As estimativas apontam actualmente para a existência de apenas quarenta a cinquenta fémeas reprodutoras da espécie. "Ou se consegue travar as capturas, ou daqui a cinco anos é tarde", acrescenta o cientista ao JPN.

Lei na vez de argumentos "cor-de rosa"

A contrário do que acontece em Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe não possui, actualmente, qualquer legislação que proiba a caça às tartarugas. Por isso mesmo, Nuno Loureiro refere que o primeiro passo em S.Tomé passa por criar uma legislação que proiba o consumo destes animais. "Conversei com o presidente regional de Principe e a legislação está neste momento em análise para que, muito em breve, no mês de Maio, entre em vigor", acrescenta.

O passo seguinte passa então por sensibilizar, tal como aconteceu em Cabo Verde, os nativos para a importância das tartarugas marinhas para a biodiversidade já que, como adverte Nuno loureiro, mais do que "fazer leis" importa "cumpri-las".

Consciente das dificuldades de um povo que vive no limiar da pobreza, Nuno Loureiro lembra que os argumentos utilizados não devem ser os de "uma imagem cor de rosa, europeia, com o discurso de edução ambiental e da biodiversidade."

"Se explicarmos que há um valor [as tartarugas] e que esse valor dá expectativas financeiras futuras, a nivel do turismo, a nivel da prestação de serviços à investigação e, se no curto prazo, lhes dermos pequenas contrapartidas para deixarem de apanhar tartatugas eles cumprem", sugere o especialista, dando como exemplo o sucesso alcançado em Cabo Verde onde, "no ano passado não se matou uma tartaruga".

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Por giovanna biroli de almeida
25.05.2009 - 03:03

do jeito que adoro tartaruga,nem se fala nessa
adorei a tartaruga

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