Segundo um estudo elaborado pela TeleGeography, o Skype é o "maior servidor de comunicação por voz além fronteiras”.
Vários são os serviços e as operadoras de comunicação que conhecemos. Num campo cada vez mais vasto, alguns nomes destacam-se. A nível das chamadas internacionais, um dos serviços mais utilizados é o Skype.
Este serviço tem visto o seu número de utilizadores a aumentar, tal como as suas plataformas, contando agora com uma representação no iPhone. Também os seus proprietários parecem estar prestes a mudar. A e-Bay, empresa detentora do Skype, colocou o serviço à venda, o que já despertou a atenção dos próprios criadores do projecto, Niklas Zennstrom e Janus Friis.
Para tentar perceber se o Skype pode ser uma empresa lucrativa, o JPN falou com Stephen Beckert, responsável por um estudo da empresa americana TeleGeography, que elegeu o Skype como o maior serviço de comunicação por voz do mundo
“É um bocado difícil provar estas coisas, mas, com base nos volumes de tráfego, é o maior servidor de comunicação por voz além fronteiras”, diz Stephen Beckert.
O serviço mais utilizado são as chamadas de Skype para Skype, pois são a custo zero. No entanto, este meio continua a dar lucro, como provam as receitas de cerca de 550 milhões de dólares em 2008, provenientes dos serviços pagos.
Numa década, as chamadas além-fronteiras cresceram 25%. Também os seus custos registaram aumentos, o que levou os estudantes portugueses que estão no estrangeiro a procurar soluções mais baratas, como o Skype. A popularidade do serviço confirma-se pelos números: estima-se que este meio detém cerca de 66 biliões de minutos de tráfego total, correspondendo 33 biliões desses minutos a chamadas internacionais.
Existem cerca de quatro mil milhões de contas registadas no Skype, contudo, diz Stephen Beckert, “apenas um terço destas contas é que estão activas”.
Beckert não crê que o Skype seja o futuro, mas acredita nas suas potencialidades. “Dá-nos uma visão daquilo que podemos esperar no tempos que aí vêm: o serviço de voz vai-se tornar muito mais como a Internet.”