Festival começa esta quarta-feira. Maria Schneider, vencedora de um Grammy em 2008, e o ensemble Trumpet Summitt são alguns dos destaque do cartaz.
A 13ª edição do Festival "Matosinhos em Jazz" terá o trompete como principal protagonista. Com arranque marcado para esta quarta-feira, o festival traz a Portugal a norte-americana Maria Schneider, vencedora de um Grammy em 2008, o trompetista cubano Arturo Sandoval e o ensemble Trumpet Summitt, que reunirá alguns nomes consagrados do trompete.
“O que não vai faltar nesta edição é muita alegria, e desta vez por uma razão em especial: o trompete será o instrumento homenageado”, afirma o director do festival, o músico António Ferro.
O "Matosinhos em Jazz" abre esta quarta-feira à noite com um concerto gratuito, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Em palco, o grupo alemão Quadro Nuevo vai apresentar uma fusão do jazz com o tango.
No dia seguinte, o evento passa para o Auditório da Exponor, para um dos momentos mais aguardados do festival. A Orquestra de Jazz de Matosinhos será regida pela norte-americana Maria Schneider, vencedora de um Grammy em 2008.
O terceiro dia de festival terá como grande atractivo a presença de Arturo Sandoval, trompetista cubano que fundou os Irakere, banda que revolucionou a música dos anos 70 com a fusão entre o jazz, o rock e os ritmos cubanos. À cantora Mania Anadon, caberá fazer as honras dos portugueses.
O encerramento do evento, a 16 de Maio, fica por conta do Trumpet Summit, um ensemble que reúne vários músicos consagrados do trompete, como John Faddis, Terrell Stafford, Wendell Brunious e Randy Brecker.
Para cada noite do festival, a organização espera que compareçam "entre 900 e 1000 pessoas por noite". O público de jazz já não é mais específico, pelo contrário, muitos vão ao festival por curiosidade”, explica António Ferro. De resto, "o convívio e a tertúlia que se criam à volta do festival" são outros "factores importantes para atrair o público ao festival", afirma o organizador.
O músico acredita também que "o jazz tem tido cada vez mais espaço em Portugal", como comprovam os 23 festivais que já se realizam no país, dedicado àquele estilo musical." Isso também se deve muito ao facto de haver quatro ou cinco críticos dedicados exclusivamente a acompanhar os festivais. Assim, conseguem fazer uma boa divulgação e ter uma visão panorâmica do que está a ser feito em Portugal”, ressalva António Ferro.
Professor de jazz há mais de uma década, o músico completa: “É importante lembrar que há cerca de quinze anos eu e mais algumas pessoas começámos a fazer trabalhos didácticos junto às escolas. Hoje, iniciativas como essa caminham com os seus próprios pés e muitos daqueles miúdos que se iniciaram no jazz naquela época são hoje responsáveis por dar continuidade a esses projectos”, finaliza.