Festival ENORME arranca com "pouco público", mas com um "óptimo ambiente"
Os Zelig abriram a noite
Foto: Adriana Oliveira

Festival ENORME arranca com "pouco público", mas com um "óptimo ambiente"

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Primeira noite do festival de música promovido pelas escolas e faculdades do Porto não contou com muita adesão. Zelig e De Phazz abriram as hostes.

Entre a diáspora de instrumentos dos Zelig e o jazz em suspenso dos De Phazz, arrancou, esta terça-feira, a primeira noite do festival de música ENORME, que, até quinta-feira, inunda de ritmo os jardins do Palácio de Cristal.

Coube aos portugueses Zelig a abertura da noite. Em entrevista ao JPN, a banda fez jus ao ditado popular. A "pouca audiência", dizem, era de "qualidade" dando "respostas ao longo do concerto".

Ainda não se vislumbrava a vocalista dos De Phazz e já as palmas soavam. Pat Appleton mostrou ter garra em palco, concentrando em si o olhar da audiência. Entretanto, foi a vez de Karl Frierson entrar em cena. O segundo vocalista encantou o público com as suas capacidades vocais, ousando arriscar êxitos de outros artistas como de Janis Joplin.

A banda alemã mostrou-se maravilhada com o Porto. Embora não fosse uma estreia nacional, Pat Appleton afirmou em palco estar a cantar “no seu jardim preferido”, confessando ter feito algumas leituras noutras ocasiões no Palácio de Cristal.

"Bom espectáculo", com "boa música" e um "óptimo ambiente" são algumas das descrições da noite. Bruno Almeida foi um dos que não perdeu a primeira noite de certame e louva, até, a pouca audiência que o certame, organizado por várias faculdades e escolas do Porto, teve. “Talvez por isso o clima tenha sido mais intimista, o que possibilitou uma óptima relação entre público e as bandas musicais."

Já a Cristina Carvalho, uma outra espectadora, ficou satisfeita com a escolha do Palácio de Cristal como local para acolher o evento. No entanto, diz, "é pena é que as pessoas do Porto não dêem o devido valor a eventos culturais.”
Organização lamenta “fraca adesão”

Raul Ralha, produtor do festival, admitiu ao JPN que o ENORME teve uma fraca adesão no primeiro dia de festival com uma audiência que rondou as "500 pessoas". O responsável pensa, no entanto, que esta situação se vai alterar. Para os próximos dias, Ralha espera 2000 a 3000 pessoas.

Sara Marques, da organização do ENORME, salienta que a falta de público pode ser explicada pelo "rigor na selecção dos grupos musicais". "É um festival direccionado a pessoas que gostem de música alternativa, dentro dos géneros do jazz, experimental, lounge e funk."

Nos próximos dias o espectáculo conta com Erik Truffaz e os franceses Electro Deluxe e Ceux Qui Marchent Debout.Estão também agendados vários workshops, concertos temáticos, peças de teatro, exposições e concertos de tunas académicas.

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Por Mª Cristina Carvalho
16.10.2009 - 13:48

Penso que a pouca adesão se deveu muito ao preço dos bilhetes. Lamento que a cultura continue a ser só para alguns...

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