"Casas da Música no Porto", de Ana Maria Liberal, Rui Pereira e Sérgio C. Andrade, é uma maneira de transformar a "tradição e empenho da cidade" em "pilares" para o futuro.
Porque a Casa da Música (CdM) "tem história", a cidade tem "raízes profundas na música" e a "tradição e o empenho no passado são pilares" para o futuro, a CdM lança o livro "Casas da Música no Porto", da autoria de Ana Maria Liberal, Rui Pereira e Sérgio C. Andrade.
As palavras são do administrador delegado da instituição, Nuno Azevedo, que, esta sexta-feira, principiou à apresentação do livro, uma publicação que nasceu, curiosamente, dos concertos itinerantes realizados pela CdM em vários locais da cidade.
Tudo porque com esses espectáculos, que tiveram lugar em várias salas do Porto, a direcção artística da CdM ficou "mais atenta aos passado musical" da cidade, conta Rui Pereira. Primeiro com Pedro Burmester, depois com António Jorge Pacheco, surgiu a ideia de "contar a história da vida musical" do Porto em livro.
Para já este é o primeiro volume, que estabelece um retrato dos espaços existentes no Porto entre os séculos XVIII e XIX. O Teatro do Corpo da Guarda, que se situava perto da, agora, Estação de S. Bento, o Teatro Príncipe Real, que daria origem ao Teatro Sá da Bandeira, e o Teatro Baquet, que, em 1888, foi destruído num incêndio que vitimou mais de cem pessoas, protagonizando uma das maiores tragédias de sempre no cenário cultural português, são alguns dos espaços em análise no livro.
Apesar do Porto ser considerado, à altura, uma "cidade de dimensões reduzidas", comenta Ana Maria Liberal, tinha uma "vida musical notável", em grande parte graças à "burguesia endinheirada portuense" que apoiava financeiramente os espectáculos.
O próximo volume será lançado no próximo ano e, avança Sérgio C. Andrade, irá, de algum modo, abordar uma área que "ocupou os teatros e o espaço da música depois do século XIX": o cinema. Além de que foram muito poucos os teatros que, indirectamente, "sobreviveram à passagem do século".
Conta-se o Teatro Nacional S. João - antes Real Teatro de S. João que, depois de um incêndio, foi reconstruído para gáudio daqueles que equiparavam a primeira arquitectura a um "hospital" -, o Teatro Sá da Bandeira - antigo Teatro do Princípe Real - e o agora Pavilhão Rosa Mota, que, ainda como Palácio de Cristal, albergava duas salas de espectáculo.
esse texto e muito legal!!!!!!!!!!!
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