Na abertura oficial do 30.º Fantasporto, esquecem-se as "incertezas" sobre o futuro. Dorminksy faz um agradecimento especial ao público e à cidade e apelou ao apoio do Governo.
Em dia de 30.º aniversário, esqueceram-se as amarguras. O Fantasporto arrancou, oficialmente, esta sexta-feira, com muitas palavras emocionadas e algumas promessas.
Enquanto Beatriz Pacheco Pereira, uma das directoras do festival, relembrava o "futuro incerto" das próximas edições do festival, e também Mário Dorminsky apelava ao "Governo e às autarquias" para apostarem no "Fantas", um investimento "seguro e com retorno", e agradecia à cidade do Porto o apoio, a Ministra da Cultura subiu ao palco para serenar corações.
"Se algum problema houver com o Rivoli e o Fantasporto", disse Gabriela Canavilhas, o "Fantas" terá "casa" certa na futura Cinemateca do Porto. ´´
Apesar do início da festa estar marcado para as 19h45, os espectadores só começaram a aparecer depois das 20h00. Os responsáveis pelo festival, Mário Dorminsky, Beatriz Pacheco Pereira e António Reis, iam recebendo os convidados no átrio do Teatro Rivoli, entre os quais a própria Ministra da Cultura e a Governadora Civil do Porto, Isabel Santo.
Também a receber os amantes do cinema fantástico estavam as equipas do Instituto Superior Técnico e da Universidade de Aveiro, com os projectos i-Cub e Cambada Equipa de Futebol Robótico, respectivamente. As demonstrações realizaram-se no âmbito da aposta da organização do festival na robótica.
Inesperadamente, um lobisomem surge no meio da multidão ao som de "Thriller", de Michael Jackson, bem dentro do espírito do festival. A este foram-se juntando outros bailarinos, numa actuação que pretendia conduzir os espectadores ao interior do Grande Auditório.
Com a primeira sessão de "Solomon Kane" esgotada desde as 18h00, a sala esteve repleta para celebrar os 30 anos de Fantasporto. Beatriz Pacheco Pereira inaugurou a sessão de abertura com um discurso comovido de agradecimento. A solenidade do momento foi quebrada pela queda no palco de um dos robots em exposição, cuja bateria acabara, resultando numa gargalhada que percorreu toda a audiência.
Ainda antes da exibição do grande filme da noite, foram distinguidas algumas personalidades de diferentes áreas, que participam nesta edição do Fantas. Entre os premiados estavam Peter Corke e Anibal Ollero, na área da robótica, e David Marti e Collin Arthur, na área dos efeitos especiais. Na área do cinema, o produtor Samuel Hadida e o realizador Michael J. Basset subiram ao palco para receber os prémios, antecedendo a projecção do seu filme.
"Solomon Kane" recupera a personagem de Robert E. Howard, um mercenário britânico da rainha Elizabeth I, que descobre que a sua alma está condenada. Para se redimir, renuncia à violência até ser testado pelas forças do feiticeiro Malachi, iniciando uma aventura em busca da salvação da sua alma.
O Fantasporto continua até 6 de Março, com o início da 20.ª semana dos realizadores, com uma retrospectiva do trabalho de Luís Galvão Teles, uma homenagem ao cinema francês e, ainda, com a exibição de alguns filme do cinema oriental, na secção "Orient Express".