A sétima edição do Festival Audiovisual Black &White arranca já na quarta-feira. A grande novidade deste ano é um curso de Realização e Cinematografia em Película.
"Black & White é sinónimo de enfadonho". Ou era. O Festival Black & White pretende precisamente desmistificar género de preconceito associado às obras monocromáticas, num formato singular e único a nível mundial, refere Jaime Neves, da organização.
A decorrer de 21 a 24 de Abril, na Escola das Artes da Universidade Católica, na Foz, o Black & White pretende celebrar a estética a preto e branco com um programa (ver site) que reúne as vertentes de vídeo, áudio e fotografia.
Também há alterações em relação às edições anteriores. A grande novidade deste ano é o curso de Realização e Cinematografia em Película, a decorrer de 19 a 24 de Abril (ver Caixa).
No festival participam todo o tipo de artistas, desde jovens que apresentam a sua primeira obra, até autores já consagrados. Vão ser apresentadas 50 obras, provenientes de 17 países, entre eles Alemanha, Brasil, Canadá, Israel ou Finlândia.
Também o painel de júris é internacional, contando com a presença de Chus Domínguez (Espanha), Humberto Duque (México), Jenny Feray (França), Ludger Brümmer (Alemanha) e Henrique Manuel Pereira (Portugal), entre outros.
Apesar da internacionalização do cartaz, Jaime Neves, organizador do festival, lamenta que exista uma crise no cinema português a preto e branco.
"Melhor Ficção", "Melhor Animação", "Melhor Documentário", "Melhor Vídeo Experimental", "Melhor Vídeo Musical", "Melhor Áudio e Fotografia" e "Prémio do Público" são as categorias a que os filmes concorrem. O prémio mais desejado é, contudo, o galardão “Black & Whiteâ€, que é entregue ao trabalho que mais se destacar em toda a competição.