Artur Agostinho: Morreu a voz da rádio
Artur Agostinho despede-se aos 90 anos, deixando um legado à comunicação portuguesa
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Artur Agostinho: Morreu a voz da rádio

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Artur Agostinho morreu, aos 90 anos, de uma paragem cardíaca. O veterano da comunicação portuguesa parte com um trajecto de vida invejável e deixa um legado ao país.

Internado há uma semana, Artur Agostinho faleceu, esta terça-feira, após uma paragem cardíaca. "Foi o maior fenómeno que existiu no último século", recorda, ao JPN, Ribeiro Cristovão, jornalista da Renascença e colega de longa data. "Fisicamente, tinha bom aspecto, estava feliz, por isso fiquei muito surpreendido com esta notícia", confessa o jornalista.

Jornalista, locutor, apresentador, actor e escritor. Artur Agostinho era um comunicador nato e um dos rostos mais acarinhados de Portugal. Foi o grande impulsionador da comunicação portuguesa e o seu talento não foi esquecido.

Em 2010, foi homenageado com o prémio Mérito e Excelência, pela organização da XV Gala dos Globos de Ouro, da SIC. Emocionado, Artur Agostinho não escondeu a alegria pelo reconhecimento. Mas o dia mais feliz da sua vida, segundo o próprio, ainda estava para chegar: no fim do ano, foi agraciado por Cavaco Silva com a Comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. "Uma homenagem há muito merecida", reconhece Ribeiro Cristovão.

Já no início do mês de Março, lançou um novo livro: "Flash-back – Uma história da vida real", onde recorda as vivências e dificuldades do pós-25 de Abril.

Artur Agostinho é, sobretudo, uma voz da rádio. Ribeiro Cristovão vai mais longe e não duvida que "era um animal da rádio". Iniciou-se num registo amador e, com 25 anos, integrou a Emissora Nacional. Ligado à Renascença, lançou o programa desportivo "Bola Branca" que ainda hoje vai para o ar. Ficou famoso pelo seu "É goooooloooooo", gritado nos anos 40, que se tornou num marco desportivo da rádio portuguesa.

Na RTP, apresentou o primeiro concurso da televisão portuguesa "Quem Sabe, Sabe" e participou em programas como "O Senhor que se Segue" e "No Tempo Em Que Você Nasceu". Mais recentemente, integrou várias novelas, entre as quais "Ana e os Sete", "Inspector Max",
"Tu e Eu", "Pai à Força" e "Perfeito Coração".

Na sétima arte, protagonizou, entre outros, "Cais do Sodré" (1946), "O Leão da Estrela" (1947), "Capas Negras" (1947), "Cantiga da Rua" (1950) e "Tudo Isto é Fado" (2004).

Artur Agostinho parte com 90 anos de histórias e deixa aos portugueses 65 anos de lembranças. A despedida está marcada para quarta-feira, pelas 16h30, na Igreja de S. João de Deus, em Lisboa.

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Em resposta ao comentário de anonymus Por anonymus
22.03.2011 - 22:07

Mais um que parte. Mais um com quem eu cresci e aprendi. Fica a sua lembrança gravada em todos aqueles que o estimasvam e admiravam. Boa viagem Artur.

Em resposta ao comentário de Elísio Panão Por Elísio Panão
22.03.2011 - 23:55

O GUERREIRO
Estou cansado de tanto lutar… elisiopanao@hotmail.com
por causa desta minha lesão. 22/03/2011
Sempre esta dor a massacrar…
mais as mágoas no coração.

Com dor mora a tristeza;
com alegria o sorriso…
nunca vamos ter a certeza…
se vamos entrar no paraíso.

Abençoado todo aquele que crê…
abençoado filho que ama o seu pai!
abençoado todo ser que vê…
abençoado aquele que não se magoa quando cai.

Deveríamos fazer um mundo melhor…
e dar mais valor a Deus!
assim a vida tem um certo sabor…
passar a palavra a descrentes e ateus.

a palavra diz:
“todo o que crê em mim”
“não morrerá para sempre”
eu já fui muito mais feliz…
apesar do azar… nunca deixei de ser crente.

Os percalços que apanhei na vida…
não foram tão poucos assim.
Um foi a morte da minha mãe querida…
outro foi ver a minha vida quase no fim.

Tem sido um azar constante…
que aos outros é difícil de imaginar…
há anos que vejo a felicidade bem distante…
nunca queiram estar no meu lugar.

Veja a minha história no Google sff : elisiopanao
ELISIO PANÃO

Em resposta ao comentário de Rodrigo Pereira Por Rodrigo Pereira
23.03.2011 - 00:27

Recordo, com uma imensa alegria, a sua actividade tão rica, num percurso de vida repleto de exitos.Soube, até no infortúnio, quando os verdugos do COPCON o prenderam, dar a volta e sair, esmagando, com a coragem e a dignidade do seu caracter, a vileza de uns quantos torcionários. À sua família sentidas condolências.

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