ONU: Países lusófonos com progresso na Educação e Saúde
Segundo a ONU, alguns países lusófonos estão perto da "educação primária universal"
Foto: tuvalkin/flickr

ONU: Países lusófonos com progresso na Educação e Saúde

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Os países lusófonos têm registado progressos nas áreas da educação e da saúde. Os dados foram revelados, esta quinta-feira, no relatório sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2011, divulgados pela ONU.

"Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) já ajudaram a retirar milhões de pessoas da pobreza, a salvar as vidas de inúmeras crianças e a assegurar que elas possam ir à escola". Quem o diz é Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, no relatório de 2011 sobre os ODM, divulgado esta quinta-feira.

Este relatório refere que Moçambique e São Tomé e Príncipe tiveram progressos na Educação e Igualdade de Género. Em Timor-Leste, as melhorias são na área da Saúde. São Tomé e Príncipe está no grupo de sete países africanos que estão "próximos de alcançar o objectivo de educação primária universal" o que, no relatório, é apontado como o sinal de que "alguns dos países mais pobres deram os maiores passos na Educação".

No relatório acrescenta-se que o Mundo está no "caminho para alcançar a meta de redução da pobreza" e, que, até 2015, a taxa de pobreza global deve diminuir até alcançar os 15%. O número de mortes de crianças com menos de cinco anos sofreu uma diminuição, sendo que em 1990 se encontrava nos 12,4 milhões e, em 2009, o registo era de 8,1 milhões. Os dados do relatório da ONU revelam ainda que as infecções pelo vírus da Sida também têm vindo a diminuir: de 2007 para 2009 registou-se uma queda de 21%. Já o acesso a fontes de água potável tem aumentado e, entre 1990 e 2008, mais 1,1 bilião de pessoas em áreas urbanas e 723 milhões em áreas rurais conseguiram esse acesso.

Para Ban Ki-Moon, "o relatório mostra que ainda se tem um longo caminho a percorrer na promoção do desenvolvimento sustentável e para proteger os mais vulneráveis dos efeitos devastadores das múltiplas crises, sejam elas conflitos, desastres naturais ou a volatilidade nos preços de alimentos e da energia". O secretário-geral da ONU considera que é necessário, a partir deste momento e até 2015, "assegurar que as promessas feitas sejam promessas mantidas. Os líderes mundiais devem mostrar não apenas que se importam, mas que têm a coragem e a convicção para agir".

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio são oito e foram criados na Cimeira do Milénio das Nações Unidas em Setembro de 2000. Estes objectivos têm por pressuposto reduzir a pobreza extrema e a fome, melhorar a saúde materna e infantil, melhorar a saúde e a educação, capacitar as mulheres e garantir a sustentabilidade ambiental à escala mundial, até 2015.

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