Os Arctic Monkeys entraram em palco ainda faltavam 5 minutos para a hora marcada. A banda de Alex Turner abriu com "Library Pictures" mas foram clássicos como "When The Sun Goes Down" e "Still Take You Home" que levaram o público ao rubro.
A banda britânica, que faz sucessos nos tops nacionais e internacionais, já conquistou inquestionavelmente o público português. Pessoas de todas as idades inundaram o recinto, entoaram refrões e dançaram noite dentro ao som dos Arctic Monkeys, que brindaram os festivaleiros com êxitos como "When The Sun Goes Down" e "Still Take You Home".
Mas a conquista foi mútua. Alex Turner mostrou-se surpreendido com a energia e efusividade da plateia portuguesa e pediu cada vez mais e mais vigor.
O público respondeu e a banda manteve-se à altura. Comunicativos, confiantes e seguros de si, mostraram que a imagem de jovens tímidos e inexperientes faz agora parte de um passado cada vez mais distante. Com um autêntico espectáculo de rock, só incomodou mesmo o pó que invadia a garganta e o nariz dos festivaleiros a cada ritmo mais animado.
Beirut fez as delícias dos fãs, mas deixou impaciente quem ali estava para Arctic Monkeys e apreciou The Kooks. Apesar do concerto dinâmico e da variedade de sons perdidos entre o folk e o alternativo, a onda indie rock foi quebrada por momentos e muitos não ficaram satisfeitos. Ainda assim, a banda americana fez juz ao nome e músicas como "Elephant Gun" e "Sunday Smile" foram cantadas alto e a bom som pela assistência.
The Kooks chegaram e arrasaram, levando uma quota justa de aplausos e saltos dos jovens que sabiam as letras e conheciam os ritmos da banda britânica. O concerto foi poderoso e não deixou dúvidas. Os The Kooks vieram para ficar.
The Walkman chegou de fato e gravata, formal mas enérgico. O concerto foi suficiente para aquecer as hostes e dar origem à primeira grande onda de pó do SBSR. Sean Riley&The Slowriders deram um espectáculo morno que abriu a 17.ª edição do SBSR. Os problemas técnicos que levaram a que várias músicas fossem interrompidas a meio não perturbou a banda o suficiente para acabar com o espectáculo. A banda portuguesa mostrou o profissionalismo e a boa disposição característicos e agradou o público até ao último acorde.
No dia de estreia da 17.ª edição do Super Bock Super Rock, as melhorias anunciadas pela organização parecem ainda não ter resolvido a confusão entre os festivaleiros. O pó continua a ser muito e a deixar o público aflito. O ar limpo e fresco rareia conforme as horas passam e os lenços a tapar a boca e o nariz deixam de surtir efeito.
Mas no campismo a areia no ar também não ajuda. Os banhos servem de pouco, e só quando os há, uma vez que as filas continuam a ser intermináveis. A luz e a água para as tendas e caravanas também é escassa, assim como a segurança.
O estacionamento e a iluminação do espaço foram realmente melhorados desde a edição anterior, mas muitos outros problemas continuam a assolar o dia-a-dia dos campistas.