SBSR: Arcade Fire e Portishead excedem expectativas
Foram milhares os que se deslocaram ao SBSR para assistir aos concertos de Portishead e Arcade Fire
Foto: Liliana Pinho

SBSR: Arcade Fire e Portishead excedem expectativas

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Eram milhares os que ontem acorreram ao recinto do Super Bock Super Rock para as actuações de Portishead e Arcade Fire. Apesar das expectativas serem altíssimas, as duas bandas estiveram à altura.

Arcade Fire abriram com "Ready to Start" seguida de "Keep the Cars Running", mas foi com "No Cars Go" que mesmo os poucos que não estavam lá para ver a banda canadiana gritaram a plenos pulmões. Mais uma vez, nem a momentânea falha de som no final do recinto perturbou os festivaleiros.

Ao empenho da banda correspondeu a energia do público, que não passou despercebida a Win Butler. "Andamos em digressão há cinco semanas, mas aqui parece que estamos a começar", disse.

A multiplicidade de sons, o grande espectáculo e o à-vontade da mítica banda levou o público ao rubro durante quase uma hora e meia. Os Arcade Fire voltaram ontem a Portugal depois do concerto em Lisboa no ano passado ter sido cancelado.

Portishead não ficaram atrás. Apesar do ambiente descontraído, a banda fez cair sobre o palco principal um manto de negritude, empolado por temas como "Machine Gun" ou "Silence".

O público, possuído pela potência do grupo inglês, cantou e encantou a vocalista Beth Gibbons, que descreveu Portugal como "um sítio encantador" para actuar.

O que é nacional também é bom

Mas antes foi a vez da música portuguesa mostrar que o nacional é bom. Noiserv abriu o palco principal no segundo dia da 17.ª edição do Super Bock Super Rock. Depois dos palcos internacionais e grandes salas do país, mostraram que apesar da pouca experiência, conseguem estar à altura de um evento desta magnitude. O indie português fez saltar os mais atentos, mas nem assim conseguiu cativar muitos dos presentes, que estavam de olhos postos no relógio à espera de Portishead e Arcade Fire.

E para quem ainda não conhecia Rodrigo Leão, dissiparam-se as dúvidas. O músico português, normalmente associado a salas mais intimistas, mostrou que nem só de rock se fazem os festivais e surpreendeu quem estava pelo recinto, com um momento alternativo de descontracção.

The Gift foi quem abriu as hostes para os dois grandes da noite. Com um espectáculo a que o povo português já está bem habituado, "Driving You Slow", "Gaivota" ou "645" foram cantadas em uníssono pela plateia. A banda apresentou ainda o novo álbum "Explode", que guiou a setlist do concerto, e explodiu literalmente em "The Singles", com um espectáculo de cor e confettis.

O segundo dia do Super Bock Super Rock contou ainda com nomes como B Fachada, Legendary Tigerman ou Chromeo e acabou com um balanço para além de positivo.
Amanhã, Slash e The Strokes são dos nomes mais aguardados e prometem fechar em grande a edição deste ano de um dos maiores festivais nacionais.

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