Quase na recta final do Ano Europeu do Voluntariado (AEV) somam-se as vitórias portuguesas. Fernanda Freitas, coordenadora do AEV, considera que tem sido "uma aprendizagem excelente".
1% do Produto Interno Bruto (PIB) é quanto vale o voluntariado em Portugal. 1% do PIB é quanto milhares de portugueses oferecem ao seu país, anualmente. De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está nos primeiros lugares a nível de trabalho do Ano Europeu do Voluntariado (AEV). Orgulhosa, Fernanda Freitas, coordenadora do AEV, diz que a sua avaliação é sempre positiva mas, quando os indicadores de outros avaliam, também positivamente, o orgulho é ainda maior. "Até fomos convidados para ir à BBC falar do trabalho de Portugal no Ano Europeu do Voluntariado", revela, à margem das Jornadas Missionárias 2011, que decorreram em Fátima.
Um voluntário "não é apenas alguém generoso", relembra Fernanda Freitas, para quem não basta boa vontade. É necessária responsabilidade para assumir um compromisso continuado, algo que se faça ao longo do tempo para os outros e pelos outros. Ao JPN, a apresentadora da RTP2 admitiu que ser voluntário é ultrapassar barreiras, sendo que um desses obstáculos é "estar sempre à espera de algo em troca".
Fernanda Freitas alega que o desemprego pode ser encarado como uma oportunidade para aprender a fazer voluntariado. "Estar em casa não nos vai dar experiência nenhuma, não nos vai trazer contacto com ninguém. Se estivermos a fazer voluntariado fora de portas, estamos a conhecer outras pessoas", considera a coordenadora.
O mais importante é saber fazer voluntariado, relembra Fernanda Freitas. O segredo está em usar as nossas aptidões. "Se somos bons em alguma coisa, porque não pô-la ao serviço dos outros?", questiona a coordenadora do AEV. Aos jovens, Fernanda Freitas deixa um conselho: "Não se faz a mudança no mundo através de likes no Facebook", o que não significa que não se possa ajudar os outros através da Internet.
Aos que dizem não ter tempo para fazer voluntariado, a representante do AEV em Portugal pede que contabilizem as horas perdidas nas redes sociais e invistam esse tempo a fazer "redes reais". "Quem quer fazer arranja maneira, quem não quer arranja desculpas", remata Fernanda Freitas.
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