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  <title>JornalismoPortoNet - Media</title>
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  <updated>2012-05-23T19:21:26Z</updated>
  <subtitle>JornalismoPortoNet (JPN) é o jornal digital da Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia da Universidade do Porto. JPN é um jornal multimédia de informação geral e actualização permanente, acompanhando a evolução das novas tecnologias de comunicação e pondo em prática as mais modernas técnicas de expressão jornalística na Internet.</subtitle>
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  <rights>Copyright (c) Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia da Universidade do Porto, 2004-2005</rights>

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    <title>Taça de Portugal: RUC transmite jogo com relato especial</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/18/taca_de_portugal_ruc_transmite_jogo_com_relato_especial.html" />
    <published>2012-05-18T14:31:59Z</published>
    <updated>2012-05-18T14:27:18Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31618</id>
    <summary type="text">A Rádio Universidade de Coimbra vai transmitir a final da Taça de Portugal, entre a Académica e o Sporting, e as expetativas para o jogo são altas. A principal mudança nos próximos dias é a programação, dedicada a temas que...</summary>
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      <name>Irina Ribeiro</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
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    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A Rádio Universidade de Coimbra vai transmitir a final da Taça de Portugal, entre a Académica e o Sporting, e as expetativas para o jogo são altas. A principal mudança nos próximos dias é a programação, dedicada a temas que rodeiam o jogo de domingo. </p>]]>
        <![CDATA[<p>A Rádio Universidade de Coimbra (<a href="http://www.ruc.pt/">RUC</a>) transmite no próximo domingo, 20 de maio, a partir das 17h00, a final da Taça de Portugal, entre a Académica de Coimbra e o Sporting Clube de Portugal. As expetativas da equipa de desporto da rádio são altas e a programação dos próximos dias vai ser dedicada ao jogo. </p>

<p>"A Académica é uma equipa que habituou a este tipo de expetativas", explica Francisco Costa, editor e coordenador de desporto da RUC, para quem há premissas que "permitem acreditar que a Académica pode, no Jamor, conseguir um bom resultado". Apesar de admitir que o campeonato "não foi muito regular" diz que a equipa conseguiu chegar "ao final com dois objetivos conseguidos", desde logo "a manutenção e, também, o acesso à Liga Europa". </p>

<p>Em termos de programação, Francisco Costa revela que a final da taça "obriga a uma alteração do que é a emissão normal da rádio". A mudança acontece porque "é um momento único na vida", algo que "não acontecia desde 1969". O coordenador da equipa explica que os programas de desporto "vão incidir muito na final da taça" e, durante os próximos dias, a equipa vai "percorrer todo o historial" e perceber, junto da população de Coimbra, "quais as expetativas para a final". </p>

<p>Esta sexta-feira, 18 de maio, a RUC vai falar com "personalidades ligadas à Académica", que possam "trazer a sua perspetiva" e fazer "a preparação do tão aguardado jogo", revela Francisco. Já no sábado, os repórteres vão estar em Lisboa "a acompanhar a equipa" e, também, "tudo aquilo que será a celebração à volta da final". No mesmo dia, à noite, a RUC vai estar presente numa "festa da Académica", também em Lisboa. </p>

<p>No domingo, dia das decisões, a emissão vai contar, para além do jogo, com o "acompanhamento dos autocarros", tanto "dos adeptos em geral" como, também, "dos estudantes que vão sair de Coimbra". Em relação aos repórteres que já estão em Lisboa, vão, no domingo de manhã, fazer "uma edição especial com intervenções em direto do vale do Jamor". A emissão em direto do estádio nacional começa às 14h00.</p>

<p>A equipa de desporto da rádio é composta não só por estudantes universitários mas, também, por "muitos ex-alunos" que, apesar de terem a vida profissional, "continuam a colaborar com a RUC". Francisco Costa afirma que existe, entre os colaboradores, uma panóplia de profissões, como "enfermeiros, médicos, engenheiros e biólogos", que acompanham o clube da cidade dos estudantes "para qualquer parte do país e, agora, também da Europa".</p>

<h3>Uma forma muito própria de relatar jogos</h3>

<p>Uma das características que distingue a RUC de outras rádios é a forma como são feitos os <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/spot.mp3" title="relatos">relatos</a> dos jogos da Académica, que surgiram "há cerca de dez anos" impulsionados pelo presidente do clube na altura. Francisco Costa define o estilo dos relatos como "muito próprio" e afirma que, na RUC, é permitida "uma abertura e criatividade" que em outras rádios não seria tão fácil conseguir. Explica ainda que a rádio tem "uma visão muito ampla", mas sempre "direcionada para a Académica". Isso quer dizer que, em caso de dúvida, "beneficia sempre" o clube de Coimbra. </p>

<p>O editor garante que o estilo surgiu da "necessidade de marcar pela diferença e de ter uma perspetiva inovadora" e conseguiu "cativar o adepto da Académica". Por vezes pode até "provocar a revolta no mesmo adepto, porque consegue-se estar a falar sobre muitas coisas mas não sobre o jogo", conta. As transmissões da RUC incidem, sobretudo, "naquilo que é o jogo da Académica" e só os golos da equipa de Coimbra têm direito a grito e festejo, "nunca os do adversário". </p>

<p>Além disso, a RUC tem "a abertura que outras rádios não têm" e isso permite, "dentro do respeito, dizer coisas em direto que numa outra rádio não seria permitido". Exemplo disso é o <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/minuto69.mp3" title="minuto 69">minuto 69</a>, "uma parte muito especial" dos relatos que é caracterizado por "uma música que elucida os gemidos de uma mulher" e é "uma imagem de marca da RUC", diz Francisco Costa. Por causa do jogo de domingo, foi gravado ainda um <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/minuto69de69.mp3" title="minuto 69 especial">minuto 69 especial</a>. </p>]]>
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    <title>Provedor do telespectador da RTP: Telejornal é o &quot;mais escrutinado&quot;</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/15/provedor_do_telespectador_da_rtp_telejornal_e_o_mais_escrutinado.html" />
    <published>2012-05-15T18:45:25Z</published>
    <updated>2012-05-16T10:24:30Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31617</id>
    <summary type="text">&quot;Um Dia com os Média&quot; celebra dia da liberdade de imprensa e expressão</summary>
    <author>
      <name>Luís Mendes</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Media"/>
                    <category term="UP"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O provedor dos telespectadores da RTP, no âmbito da iniciativa "Um dia com os média", esteve presente numa palestra para estudantes na UP. Durante o evento, José Carlos Abrantes falou sobre o seu cargo e sobre as queixas dos espectadores. </p>]]>
        <![CDATA[<p>José Carlos Abrantes, ex-provedor dos leitores do <a href="http://www.dn.pt/inicio/default.aspx">Diário de Noticías</a>, é, atualmente, o provedor dos telespectadores da <a href="http://www.rtp.pt/homepage/">RTP</a>. </p>

<p>No âmbito da iniciativa "<a href="http://www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia/iniciativas-registadas">Um dia com os média</a>", promovida pela Organização das Nações Unidas (<a href="http://www.un.org/">ONU</a>), José Carlos Abrantes, agora à frente do programa <a href="http://www.rtp.pt/programa/tv/p21175">A Voz do Cidadão</a>, esteve no curso de Ciência da Comunicação da Universidade do Porto, esta terça-feira, onde participou numa palestra. </p>

<p>O representante e defensor dos telespectadores da televisão pública, como assim se considera, respondeu às questões colocadas pelos alunos do curso que assistiram ao evento, dando a conhecer as queixas mais recorrentes dos telespectadores. José Carlos Abrantes garante não ter influência direta nas decisões internas, mas fala "abertamente" do facto de o <a href="http://www.rtp.pt/blogs/programas/telejornal/index.php">Telejornal</a> ser o programa mais "escrutinado" pelos telespectadores. </p>

<p>Quem vê televisão critica, sobretudo, o facto de o futebol aparecer demasiado no alinhamento, alguns casos que fazem notícia, como a presença da namorada de Cristiano Ronaldo no país e a duração excessiva do telejornal, adianta. "No meu mandato, hei-de sempre estar a favor de telejornais mais curtos, como os da França, de meia hora", assegura.</p>

<p>Os programas de entretenimento são os seguintes a aparecer no "top" de queixas. Enquanto que o <a href="http://www.rtp.pt/ultimoasair/">"Útimo a Sair"</a> foi o programa com mais críticas positivas de sempre, o <a href="http://www.rtp.pt/programa/tv/p28061">Elo Mais Fraco</a>, já não recebe tantos elogios. O programa apresentado por Pedro Granger é o mais "escrutinado" programa de entretenimento, garante, pela postura do apresentador.</p>

<p>Utilizando como exemplo um dos últimos episódios do seu espaço na televisão pública, Abrantes falou, ainda, sobre a liberdade de imprensa, relembrando a ditadura e a censura prévia de antigamente e explicando o seu papel como provedor do telespectador. O professor garante que há uma grande diferença entre ser provedor do leitor no DN e do telespectador de televisão, sobretudo no que diz respeito ao volume de e-mails que recebe dos telespectadores da RTP. </p>]]>
    </content>
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    <title>Qüir: A nova revista LGBT chegou às bancas</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/14/quir_a_nova_revista_lgbt_chegou_as_bancas.html" />
    <published>2012-05-14T14:45:28Z</published>
    <updated>2012-05-15T11:30:43Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31580</id>
    <summary type="text">A Qüir é uma nova revista LGBT que chegou às bancas este mês. O objetivo é informar as pessoas sobre a realidade e os assuntos da comunidade gay em Portugal....</summary>
    <author>
      <name>Joana Domingues</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A Qüir é uma nova revista LGBT que chegou às bancas este mês. O objetivo é informar as pessoas sobre a realidade e os assuntos da comunidade gay em Portugal. </p>]]>
        <![CDATA[<p>A Qüir é uma nova revista de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros (LGBT ) que chegou às bancas este mês. A ideia da criação desta revista partiu de Marisa Teixeira, diretora da mesma, juntamente com Hugo Fernandes Lourenço, o seu editor. O aparecimento da Qüir surgiu para preencher a lacuna, deixada em 2009, pela Com'Out, antiga revista LGBT. </p>

<p>Marisa Teixeira e Hugo Fernandes Lourenço fizeram parte da equipa da Com'Out aquando do seu encerramento. Ao JPN, Hugo Fernandes Lourenço garante que a Qüir "é um projeto que faz falta em Portugal", razão pela qual decidiram arriscar e lançar a revista.</p>

<p>Um dos principais objetivos desta revista é informar. Por isso, a Qüir pretende estar atenta aos assuntos da comunidade LGBT. O editor diz que "o objetivo é, acima de tudo, mostrar informação sobre a realidade LGBT portuguesa e internacional", acrescentando ainda que "faz sentido haver uma revista LGBT que traga para o público em geral os assuntos que dizem respeito a estas pessoas". "É informação sobre a realidade dessas pessoas em Portugal que, infelizmente, ainda é muito escondida e muito mal aceite", explica.</p>

<p>Apesar de ainda ser difícil tirar conclusões sobre o sucesso da revista, Hugo Lourenço Fernandes assegura que a equipa aprendeu muito com as pessoas que se cruzaram no seu caminho. "De facto, está a correr bem e está a ser giro, acima de tudo porque é uma revista nova", fala.</p>

<p>Para Hugo Fernandes Lourenço, um dos maiores desafios de um orgão de comunicação é a credibilidade e o caso da Qüir não é exceção. Por isso, é necessário "ganhar credibilidade na informação" e "ouvir todas as partes envolvidas". "Apesar de sermos uma revista sobre a temática LGBT, não podemos ser uma revista tendenciosa", atesta o editor. </p>

<p>Além da edição em papel, a Qüir aposta também no online, com o seu <a href="http://www.quir.pt/">site oficial</a> e <a href="https://www.facebook.com/revistaquir">página de Facebook</a>. Neste momento, a revista é distribuída nos distritos do Porto, Coimbra e Lisboa. A edição impressa custa 3,50 euros e a edição digital 2 euros. </p>]]>
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    <title>UP: Reitoria acolhe conferência internacional sobre os média</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/13/up_reitoria_acolhe_conferencia_internacional_sobre_os_media.html" />
    <published>2012-05-13T18:37:23Z</published>
    <updated>2012-05-14T17:09:08Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31595</id>
    <summary type="text">A decorrer a 14 e a 15 de maio na Reitoria da Universidade do Porto, a &quot;International Conference on Media and Communication&quot; (ICMC) traz à UP alguns dos nomes mais conceituados na área da investigação dos média, com o tema...</summary>
    <author>
      <name>Daniela Neto</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A decorrer a 14 e a 15 de maio na Reitoria da Universidade do Porto, a "International Conference on Media and Communication" (ICMC) traz à UP alguns dos nomes mais conceituados na área da investigação dos média, com o tema "Media and Journalism in an evolving ecosystem".</p>]]>
        <![CDATA[<p>As práticas jornalísticas no século XXI e o desempenho dos média na história contemporânea vão estar em discussão em mais uma edição da "International Conference on Media and Communication" (<a href="http://icmc2012.wordpress.com/">ICMC</a>), a acontecer a 14 e 15 de maio, na Reitoria da Universidade do Porto.</p>

<p>Organizada pelos alunos e professores do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, a conferência conta ainda com nomes estrangeiros como Daniel Hallin, da Universidade de Berkeley, Califórnia, um dos principais oradores, responsável pelo encerramento do evento. Robert Entman, da George Washington University, é também um dos principais nomes, com a intervenção na cerimónia de abertura.</p>

<p>Agendadas estão ainda outras intervenções de nomes estrangeiros, com profissionais de universidades do Reino Unido, Espanha, Itália, Dinamarca e Brasil. As universidades portuguesas vão estar representadas pela Universidade Lusófona, a Universidade Nova de Lisboa e Universidade do Porto (UP). Rui Novais, docente da UP, é um dos organizadores e um dos oradores da conferência. </p>

<p>Os temas em discussão prendem-se com questões de atualidade no domínio académico com implicações sociais, tais como "os desenvolvimentos do jornalismo num ecossistema em evolução e as grandes tendências atuais da comunicação política mediada".</p>

<h3>Jornalismo em discussão </h3>

<p>Rui Novais defende que "o jornalismo, pela importância e funções que desempenha, será sempre objeto de debate e de reflexão, porventura mais ainda no contexto atual com circunstâncias de alguma forma excecionais". </p>

<p>O professor destaca o facto de o fórum "International Conference on Media and Communication" ser um local privilegiado para promover o debate, uma vez que tem à disposição "<i> key note speakers </i> de relevo e de dimensão mundial, apresentando os principais resultados da investigação que é feita a nível europeu e mundial". Além disto, Rui Novais saliente ainda que a conferência terá uma dimensão pública mais alargada aquando da "publicação dos trabalhos de maior qualidade", apresentados no fórum. </p>

<h3>Investigação em Portugal</h3>

<p>A respeito da investigação jornalística em Portugal, Rui Novais considera que "há até um número considerável de investigadores portugueses presentes no programa". Um dos projetos em que o professor está envolvido - o do "Mundo do Jornalismo Português" - é o "maior em termos de investigação na área do jornalismo em todo o mundo, integrando mais de 80 países". </p>

<p>"Pelo que me toca é feita investigação em jornalismo e ao nível do melhor que existe em termos internacionais", explica. No entanto, o docente considera que a descompensação no painel relativamente a investigadores portugueses pode dever-se ao facto de a constituição dos painéis da conferência ser "o resultado do sistema de arbitragem cega que presidiu à decisão de aceitar ou rejeitar as comunicações propostas, pelo que alguns investigadores portugueses terão ficado retidos na triagem inicial". </p>

<p>"Outra possível explicação para o fenómeno prende-se com alguma resistência inexplicável de uma franja de investigadores em Portugal que desvalorizam este tipo de eventos de alto calibre apenas porque são em Portugal", acrescenta Rui Novais. O investigador sente que a conferência é resultado de um "dever de prestar um serviço público a promover a área científica, a investigação portuguesa, a cidade do Porto e o país". </p>

<p>Com o apoio de duas das maiores organizações internacionais, - a European Communication Research and Education Association (<a href="http://www.ecrea.eu/">ECREA</a>) e a International Communication Association (<a href="http://www.icahdq.org/">ICA</a>) - o ICMC é um "evento ao nível do que melhor é feito em termos internacionais", considera. "Não temos antídoto contra a miopia e o desinteresse académicos", afirma Rui Novais.<br />
 <br />
"Não há impossibilidades, mesmo num cenário de depressão económica conseguem-se organizar eventos desta dimensão com alguma imaginação e esforço", conclui.</p>

<h3>"Há uma longa tradição no jornalismo de investigação"</h3>

<p>Daniel Hallin, investigador orador na conferência, considera que há uma "longa tradição no jornalismo de investigação mas que, provavelmente, não está integrada com a ciência social como deveria estar". O professor na Universidade de Berkeley, Califórnia, afirma que como o jornalismo está sempre a mudar, "há sempre uma necessidade de mais pesquisa e investigação".</p>

<p>"Os vários atores presentes no panorama da investigação jornalística, quer políticos, quer de grupos sociais, quer por interesses económicos, tentam sempre influenciar a cobertura política", considera Daniel Hallin. "Realmente influenciam até certo ponto, dependendo do sistema político e de um sistema mediático em particular", explica. </p>

<p>O investigador americano admite não ser de todo um especialista no que toca ao jornalismo português e pretende aprender mais sobre o que se faz em Portugal na ICMC. No entanto, pelo que leu e pelo que pode falar com alguns jornalistas portugueses, Daniel Hallin considera ser jornalismo sério, com um bom ideal de independência. </p>

<center><i>Notícia atualizada às 17h08 de 14 de maio de 2012</center></i>]]>
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    <title>JPN: Ivo Costa é editor por um dia </title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/12/jpn_ivo_costa_e_editor_por_um_dia_.html" />
    <published>2012-05-12T18:53:04Z</published>
    <updated>2012-05-12T18:53:13Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31589</id>
    <summary type="text">Ivo Costa, jornalista da Sport TV, é o próximo editor convidado do JornalismoPortoNet. Segunda-feira, dia 14 maio, o jornalista vai liderar a equipa....</summary>
    <author>
      <name>Júlia Rocha</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Ivo Costa, jornalista da Sport TV, é o próximo editor convidado do JornalismoPortoNet. Segunda-feira, dia 14 maio, o jornalista vai liderar a equipa.</p>]]>
        <![CDATA[<p>O jornalista da Sport TV, Ivo Costa, vai ser o editor convidado do JornalismoPortoNet (JPN). Vai integrar a equipa do JPN na próxima segunda-feira, coordenando a reunião e os temas do dia.</p>

<p>O JPN não é terreno desconhecido para Ivo Costa. Depois de terminar a licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação em 2006, estagiou neste ciberjornal. Depois estagiou na Rádio Renascença. Passou pelo Rádio Clube e pela produtora Farol de Ideias. Atualmente, está a trabalhar na Sport TV. </p>

<p>Durante o período de formação teve oportunidade de fazer vários tipos de jornalismo e de trabalhar em várias editorias. Contudo, nunca escondeu que a sua preferência vai para o deporto, "ainda que ache e defenda que quem faz desporto deve estar muito atento a tudo o resto." É isto mesmo que pretende desenvolver junto do JPN, ao focar o deporto "sem esquecer as outras áreas". </p>

<p>O jornalista refere a importância dos acontecimentos desportivos que se avizinham no panorama noticioso nacional. Pretende também mostrar "de que forma o desporto pode estar ligado à economia, à política." A aproximação do Euro 2012, dos Jogos Olímpicos e o fim da época futebolística marcada por problemas financeiros são alguns dos temas que Ivo Costa quer abordar para, "através do desporto e pelo desporto, chegar a outras áreas." </p>

<p>Além de explorar as diversas editorias, Ivo Costa pretende aproveitar as potencialidades que o online tem para oferecer. "A ideia é explorar todas as vertentes", diz.</p>

<p>Seis anos depois do seu estágio, Ivo Costa verifica "um crescimento no JPN". "Acho que há uma predisposição dos alunos em relação ao JPN que, se calhar, não havia tanto no nosso tempo. Acho que está a crescer e que ainda tem margem de crescimento", considera.</p>]]>
    </content>
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    <title>Carlos Magno: &quot;O futuro do jornalismo passa pela salvaguarda do poder editorial&quot;</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/04/carlos_magno_o_futuro_do_jornalismo_passa_pela_salvaguarda_do_poder_editorial.html" />
    <published>2012-05-04T16:00:11Z</published>
    <updated>2012-05-04T16:54:37Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31523</id>
    <summary type="text">Adelino Gomes: &quot;Liberdade de imprensa é a mãe de todas as liberdades&quot;

Fórum &quot;O futuro do jornalismo&quot; chega a 3 de maio à UP Media: O futuro do jornalismo em debate por todo o país &quot;O futuro do jornalismo&quot;: Acompanhe o evento no Twitter do JPN</summary>
    <author>
      <name>Filipa Flores</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Media"/>
                    <category term="País"/>
                    <category term="UP"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>"O futuro do jornalismo" esteve em debate no Pólo das Indústrias Criativas da UP. O JPN acompanhou tudo o que foi discutido sobre a profissão e os profissionais.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Jornalistas, professores, estudantes e cidadãos estiveram, esta quinta-feira, no Polo das Indústrias Criativas da Universidade do Porto, para discutir <a href="http://www.scoop.it/t/futuro-do-jornalismo">"O futuro do jornalismo"</a>. Inserido no projeto <a href="http://jornalismo.addition.pt/np4/home.html">"Jornalismo e Sociedade"</a>, este fórum contou com a presença de Gustavo Cardoso, Carlos Magno, Hélder Bastos, Alfredo Maia, Ricardo Jorge Pinto, Tiago Azevedo Fernandes e Adelino Gomes.</p>

<h3>Poder editorial discutido no primeiro painel</h3>

<p>Em discussão estiveram os temas "Em que medida o jornalismo é diferente de outras formas de comunicação?", "Que princípios e valores essenciais devem ser preservados no 'next journalism'?" e "Como respeitar o princípio da verificação no 'real times news cycle'?".</p>

<p>"O futuro do jornalismo passa pela salvaguarda do poder editorial." Esta frase, dita por Carlos Magno, foi a que melhor resumiu todo o debate sobre o futuro do jornalismo. O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (<a href="http://www.erc.pt/">ERC</a>) considera ser "a palavra do jornalista" a que é "preciso preservar", no contexto do jornalismo que se fará no futuro.</p>

<p>Carlos Magno desviou-se do debate ao falar das competências da ERC, defendendo que o governo "deveria rever a atual lei da televisão", por esta não estar preparada para o caminho que as novas tecnologias e as sociedades estão a seguir. Terminou com a ideia de que é necessário "produzir reflexão" no ambiente em que Portugal vive atualmente.</p>

<h3>Twitter <i>versus</i> jornalismo tradicional</h3>

<p>Após algumas intervenções por parte do público, o fórum terminou com as apreciações finais de Adelino Gomes, impulsionador do projeto "Jornalismo e Sociedade". Além de ter abordado a Carta de Princípios do Jornalismo (também em discussão neste fórum), o antigo jornalista lançou  um desafio aos futuros profissionais da comunicação: "colocar os 140 carateres ao nível de uma reportagem de investigação", referindo-se à plataforma de micro-blogging Twitter como "um ato jornalístico". </p>

<p>Já Hélder Bastos, professor de jornalismo da <a href="http://sigarra.up.pt/up/web_page.inicial">Universidade do Porto</a>, apelou para a "reafirmação dos valores tradicionais do jornalismo". Uma vez que a linha que separa o facto da opinião é cada vez mais ténue, o orador crê que a objetividade deve continuar a ser "um dos princípios fulcrais para os jornalistas". Disse ainda que é necessário o "combate ao culto da instantaneidade", por forma a travar "o fast food noticioso". </p>

<p>No âmbito das redes sociais, Alfredo Maia, presidente do <a href="http://www.jornalistas.eu/">Sindicato dos Jornalistas</a>, referiu que, apesar das redes sociais serem um meio que pode dar início a muitas coisas, apenas os média tradicionais conferem "legitimidade mediática" a uma determinada situação, dando como exemplo o movimento da "Geração à Rasca". O quarto orador do fórum alertou a audiência para o facto de um dos problemas estruturais do nosso país estar assente numa contradição: o decréscimo dos hábitos de leitura e a curva ascendente da escolarização. "Isto é um problema de berço", argumentou.</p>

<h3>Confiança e credibilidade no jornalismo</h3>

<p>O presidente do <a href="http://www.obercom.pt/content/home">Observatório da Comunicação</a>, Gustavo Cardoso, insistiu na necessidade de os jornalistas conhecerem as pessoas, e vice-versa. Caso contrário, não pode haver confiança, algo "imprescindível" para o jornalismo, referiu. "Mais justiça, mais solidariedade e mais liberdade" são os valores nos quais, segundo Gustavo Cardoso, a sociedade deve estar assente para "o jornalismo vingar".</p>

<p>Na opinião de Ricardo Jorge Pinto, diretor adjunto de informação da <a href="http://www.lusa.pt/default.aspx?page=home">agência Lusa</a>, no futuro, vai ser ao jornalismo que "as pessoas, após terem consumido informação", vão recorrer para "verificar se essa informação é credível".</p>

<p>Tiago Azevedo Fernandes, criador do blogue <a href="http://www.porto.taf.net/dp/">"A Baixa do Porto"</a>, disse que "o jornalista tem que ter a humildade de perceber que precisa da ajuda do cidadão" - não sendo certo que isso faça do cidadão um jornalista, ressalvou. Acrescentou, ainda, que os jornalistas que, "infelizmente, têm tempo livre, devem unir-se e fazer o que acham que faz falta ao jornalismo".</p>]]>
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    <title>Adelino Gomes: &quot;Liberdade de imprensa é a mãe de todas as liberdades&quot;</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/04/adelino_gomes_liberdade_de_imprensa_e_a_mae_de_todas_as_liberdades.html" />
    <published>2012-05-04T12:19:54Z</published>
    <updated>2012-05-07T12:10:07Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31521</id>
    <summary type="text">Crise pode aumentar tendência para controlar os média

&quot;Um Dia com os Média&quot; celebra dia da liberdade de imprensa e expressão

Fórum &quot;O futuro do jornalismo&quot; chega a 3 de maio à UP


Media: O futuro do jornalismo em debate por todo o país
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    <author>
      <name>Henrique Figueiredo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>À margem do fórum "O futuro do jornalismo", na Universidade do Porto, Adelino Gomes, ex-jornalista e investigador da área, falou ao JPN sobre a liberdade de imprensa em Portugal, as inquietações dos jovens jornalistas e o papel nas redes sociais.</p>]]>
        <![CDATA[<h2>Acha que, em Portugal, a liberdade de imprensa é respeitada?</h2>

<p>Para mim, a liberdade de imprensa é a mãe de todas as liberdades. Portanto, nunca há liberdade suficiente. É preciso sempre mais liberdade do que aquela que há, temos de estar sempre insatisfeitos. Em Portugal temos ainda mais razões para isso, na medida em que a crise que nos está atingir não é apenas trazida pela Troika, é uma crise mais profunda. Quando estamos a falar da liberdade de imprensa, chegamos à conclusão que o jornalista tem de ser independente. Mas, depois, deparámo-nos com a realidade, que consiste numa precariedade laboral que faz com que, por mais força que se queira ter, condiciona a liberdade. A crise que vivemos está a diminuir o grau de liberdade que nós precisamos para ter uma informação credível e que corresponda à função social que tem o jornalista.</p>

<h2>Em que valências é que as universidades devem apostar para formar bons jornalistas?</h2>

<p>A primeira aposta deveria ser em formar grandes cidadãos. O cidadão é a pessoa que tem a formação suficiente para participar na deliberação. A democracia só é feita por escolhas informadas. Nessa ação deliberativa só pode tomar decisões quem sabe. Não é possível sair-se da universidade sem saber. Esse acesso ao conhecimento, no caso do jornalismo, é uma prática diária constante, além daquilo que o cidadão normal deve saber. O jornalista tem que, todos os dias, tomar decisões que são a multiplicação por "n" fatores das opções que o cidadão comum tem de tomar.</p>

<h2>Que conselho dá a um jovem jornalista que se queira integrar no mercado de trabalho?</h2>

<p>Ser um bom aluno, estar atento a tudo o que se passa à sua volta, ler o mais possível, acompanhar a vida do seu país na pluralidade - nas crises, na política, no desporto - e nunca tirar férias daí. Estudar todos os dias a matéria dada, sendo essa matéria a atualidade.</p>

<h2>Como deve ser a relação do jornalista com as redes sociais?</h2>

<p>Nós estamos numa fase de mudança e nessa fase nunca se sabe a resposta a essas coisas. A verdade é esta: nos sítios onde essa questão já se colocou, desde a RTP ao "Washington Post" e, até, ao "The New York Times", o que tem prevalecido até agora - o que não quer dizer que no futuro não se encontre outra solução - é uma espécie de cautela. Uma aviso: "Tu és jornalista, tens um conjunto de responsabilidades perante os teus cidadãos, se vais atuar no espaço público, por natureza da tua função, como jornalista e, depois, vais ter tu próprio uma espécie de heterónimo que está nas redes sociais, a dizer coisas que têm uma posição muito clara sobre isso, esse contrato de confiança e independência que deves ter fica ferido". É preciso ter cautela, não posso dizer mais do que isso. Dá-me ideia que eu, se estivesse no jornalismo e fosse um homem das redes sociais, como são a maior parte dos jornalistas, optava por esse caminho. Lembrar-me-ia sempre que aquilo que estou a dizer no meu Twiiter ou Facebook pode levantar confusão ao meu leitor que vai ler o meu jornal.</p>]]>
    </content>
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    <title>&quot;O futuro do jornalismo&quot;: Acompanhe o evento no Twitter do JPN</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/03/o_futuro_do_jornalismo_acompanhe_o_evento_no_twitter_do_jpn.html" />
    <published>2012-05-03T11:47:38Z</published>
    <updated>2012-05-03T23:11:55Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31501</id>
    <summary type="text">Fórum &quot;O futuro do jornalismo&quot; chega a 3 de maio à UP Media: O futuro do jornalismo em debate por todo o país </summary>
    <author>
      <name>Filipa Flores</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Media"/>
                    <category term="UP"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O JPN vai estar presente no fórum "O futuro do jornalismo", hoje, no auditório do Pólo de Indústrias Criativas, na praça Coronel Pacheco, no Porto. Acompanhe no Twitter.</p>]]>
        <![CDATA[<p>A Universidade do Porto recebe hoje, quinta-feira, o fórum "O futuro do jornalismo". No auditório do Pólo de Indústrias Criativas, na praça Coronel Pacheco,  jornalistas, professores, estudantes e cidadãos vão debater o futuro dos média e discutir uma nova carta de princípios para o jornalismo. </p>

<p>O JPN vai estar presente, a partir das 14h00, para cobrir via <a href="http://twitter.com/#!/jpn_flash">Twitter </a>tudo o que se vai passar neste evento. Através da hashtag #forumfj é possível acompanhar, a par e passo, tudo o que vai ser dito nesta iniciativa.</p>

<p>No âmbito do projeto "Jornalismo e Sociedade", o debate sobre o fórum "O futuro do jornalismo" conta com a presença de Gustavo Cardoso, Carlos Magno, Hélder Bastos, Alfredo Maia, Ricardo Jorge Pinto, Tiago Azevedo Fernandes e Adelino Gomes. </p>

<center><i>Notícia atualizada às 12h23 de 3 de maio de 2012.</center></i>]]>
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    <title>Crise pode aumentar tendência para controlar os média</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/03/crise_pode_aumentar_tendencia_para_controlar_os_media.html" />
    <published>2012-05-03T11:09:23Z</published>
    <updated>2012-05-03T11:10:21Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31494</id>
    <summary type="text">&quot;Um Dia com os Média&quot; celebra dia da liberdade de imprensa e expressão
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    <author>
      <name>Henrique Figueiredo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O JPN ouviu uma investigadora, um jornalista e um sindicalista a propósito da liberdade de imprensa no dia em que esta se celebra. Apesar de uma censura como a do Estado Novo já não existir, especialistas acreditam que ainda há quem tente controlar os média.</p>]]>
        <![CDATA[<p>A liberdade de imprensa é, em Portugal, relativamente recente, sendo que só em 1974, com a Revolução dos Cravos, é que os meios de comunicação deixaram de ser "vigiados" pelo Estado. Mas será que o "lápis azul" desapareceu definitivamente? Ana Cabrera, investigadora do Centro<br />
de Investigação Media e Jornalismo (<a href="http://www.cimj.org/">CIMJ</a>), acredita que "a censura tal como a conhecemos no <br />
tempo do Estado Novo é uma coisa muito particular que não regressa daquela maneira", exceto se o "regime político se alterar".</p>

<p>Contudo, atualmente, assiste-se a outro tipo de censura, nomeadamente através de pressões sob os jornalistas. Os tempos de crise parecem propícios a um maior controlo sob os meios de comunicação, sendo Ana Cabrera da <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/anacabrera_Mixdown_1.mp3" title="opinião">opinião</a> de que "há uma maior tendência para silenciar os meios de comunicação e para afastar personagens que não são agradáveis". </p>

<p>Já José Manuel Fernandes, jornalista e antigo diretor do jornal "Público", tem uma visão oposta. O jornalista julga que isso não se verifica visto que "há um grande foco da comunicação social em tratar os temas da própria crise económica". A opinião de Alfredo Maia, presidente do <a href="http://www.jornalistas.eu/">Sindicato de Jornalistas</a> e jornalista do "Jornal de Notícias", é semelhante à de Ana Cabrera. O jornalista afirma que "apesar do Sindicato não ter recebido queixas de jornalistas censurados" isso não quer dizer que não aconteçam, visto que os jornalistas podem entrar num processo de "autocensura" com receio de "afetar certos interesses e de ferir certas suscetibilidades"</p>

<p>Há, contudo, algo em que os entrevistados parecem concordar: na influência que as empresas que detêm os media exercem sobre os mesmos. José Manuel Fernandes <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/jmf_Mixdown.mp3" title="revela">revela</a> que, enquanto foi diretor do "Público", não existiram pressões por parte da Sonae, grupo que detém o jornal. Contudo, admite que haja empresas sem "agenda" definida e, segundo o jornalista, nesse caso "ficam algumas dúvidas sobre os interesses genuínos desses negócios". Alfredo Maia é mais assertivo e <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/PSJ1.MP3" title="critica">critica</a> algumas "práticas incorretas" por parte de orgãos de comunicação estrangeiros que acentuam a "suspeita" por parte dos cidadãos e que, "veio a revelar-se depois, estarem a promover interesses dos seus proprietários".</p>

<h3>ERC criticada por ligação ao poder político</h3>

<p>A relação entre a Entidade Reguladora de Comunicação (ERC) e o poder político também é fortemente criticada. O facto de os membros do Conselho Regulador serem nomeados pelo Estado é visto como um fator suspeito face à isenção do organismo. Alfredo Maia defende que a ERC deve ser o "último reduto do escrutínio, pelo Estado, das práticas das empresas de comunicação" e quer que, no organismo, estejam presentes elementos da sociedade nas suas "múltiplas componentes (universidades, instituições sociais, etc) e representantes eleitos pelos jornalistas". O jornalista do JN <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/PSJ21.mp3" title="afirma">afirma</a> que isso estaria de acordo com o que é aconselhado pelo Conselho da Europa e que, em Portugal, não é cumprido.</p>

<p>Ana Cabrera também nutre uma suspeita pelas entidades reguladoras no geral, sendo que julga que "se são nomeados pelo governo é porque não são entidades independentes". A investigadora do CIMJ acha que "as entidades reguladoras em Portugal não vão diretas ao assunto e não funcionam muito bem porque estão comprometidas com o poder político". Já Alfredo Maia dá um exemplo notório da ingerência do poder político na ERC. O sindicalista indica que a influência partidária vai tão longe que o presidente do Conselho Regulador é nomeado pela "cúpula partidária" - e deveria ser pelos membros desse mesmo orgão. Carlos Magno, atual presidente da ERC, quando confrontado com estas acusações, preferiu não prestar declarações.</p>

<p>Em apreciação por parte da ERC, que entretanto já emitiu um comunicado, estava o caso de suposta censura do jornalista Pedro Rosa Mendes. O antigo cronista da RDP fez, num dos seus trabalhos, críticas a Angola tendo visto, segundo o mesmo, o seu espaço de antena cortado. </p>

<p>Apesar de afirmar que a "indepêndencia da RDP não dever ser posta em causa", Alfredo Maia refere que "a forma como os esclarecimentos têm sido prestados" servem para adensar a "suspeita" face à opinião pública. José Manuel Fernandes segue a mesma linha de pensamento. O ex-diretor do "Público" é da opinião de que, com base nas "declarações dos responsáveis", houve uma "nítida relação de causa efeito entre a crónica e o fim da participação do cronista".</p>

<h3>PCP "tem razões de queixa" acerca da sua representatividade nos média</h3>

<p>Há, regularmente, queixas acerca da representatividade dos partidos políticos nos meios de comunicação. José Manuel Fernandes dá razão ao Partido Comunista Português (<a href="http://www.pcp.pt/">PCP</a>) quando este afirma estar subrepresentado nos média. "O PCP não é bem visto na maior parte das redações", o que não acontecia "há 20 ou 30 anos", revela o jornalista. Segundo José Manuel Fernandes, "o PCP defende classes que, provavelmente, não lêem os jornais" e, por isso, não possuem atração económica para os media. </p>

<p>No oposto da balança encontra-se o Bloco de Esquerda (<a href="http://www.bloco.org/">BE</a>). Este partido tem, segundo José Manuel Fernandes, "um tipo de discurso que cola muito com a cultura dominante nas redações". O ex-diretor do "Público" é perentório: "os jornalistas, mesmo quando querem ser independentes, deixam-se influenciar pela sua visão do mundo". </p>

<p>A relação do Estado com os média também é alvo de análise por parte de José Manuel Fernandes. O jornalista refere que, no anterior governo, o "condicionamento da informação, especialmente na RTP, era uma verdade". Apoiado na sua experiência, José Manuel Fernandes, revela que "sempre que saía uma estatística qualquer" que contrariasse o executivo de José Sócrates, "havia a manifestação de disponibilidade de um qualquer membro do governo prestar declarações". Por isso, diz o ex-diretor do "Público", os jornalistas ficam "condicionados". </p>

<p>Que pode um jornalista fazer  para contrariar toda esta maré? Para Ana Cabrera, a <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/AnaCabrera_02.MP3" title="resposta">resposta</a> é simples: "tudo depende da coragem que tiverem". </p>]]>
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    <title>Vendas de jornais generalistas descem 4% em janeiro e fevereiro</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/02/vendas_de_jornais_generalistas_descem_4_em_janeiro_e_fevereiro.html" />
    <published>2012-05-02T19:11:37Z</published>
    <updated>2012-05-02T19:13:05Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31492</id>
    <summary type="text">Os dois primeiros meses de 2012 registaram uma quebra de 4% nas vendas da imprensa diária generalista. O &quot;Diário de Notícias&quot; foi o único a contrariar a tendência e o &quot;I&quot; o único a apresentar subida nas vendas em banca....</summary>
    <author>
      <name>Luciano Santos</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Destaques"/>
                    <category term="Media"/>
                    <category term="Sexto"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Os dois primeiros meses de 2012 registaram uma quebra de 4% nas vendas da imprensa diária generalista. O "Diário de Notícias" foi o único a contrariar a tendência e o "I" o único a apresentar subida nas vendas em banca.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Segundo dados divulgados a 30 de maio pela <a href="http://www.apct.pt/">Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação (APCT)</a>, os jornais de imprensa diária jornalista apresentam uma quebra de 4% nas vendas nos dois primeiros meses de 2012. A média de circulação paga no primeiro bimestre do ano foi de 266035 exemplares, o que representa a venda de menos dez mil publicações diárias em relação ao mesmo período de 2011 - que apresentava uma média de 276 913 mil exemplares diários vendidos em banca e através de assinatura em papel.</p>

<p>O "Correio da Manhã", jornal do grupo Cofina, continua como líder de vendas da imprensa diária. Apesar de também registar uma quebra nas suas vendas, o "CM" continua a ser o jornal com a melhor média de exemplares vendidos: 119380 exemplares no primeiro bimestre de 2012, uma descida de 6% em relação ao período homólogo de 2011.</p>

<p>Já o "Diário de Notícias", do grupo Controlinveste, foi o único apresentar um saldo positivo em relação às vendas de 2011. O "DN" vendeu uma média de 31284 jornais por dia. Comparando com os resultados do primeiro bimestre de 2011 (25123 exemplares), o jornal dirigido por João Marcelino evidenciou uma subida de 24,5% na circulação paga.</p>

<p>Os jornais "Jornal de Notícias" e "Público" foram os que demonstraram maior quebra nas vendas em relação a 2011. Em média, o "JN" apresentou uma circulação paga de 79151 exemplares nos primeiros dois meses de 2012, menos 7483 do que em igual período de 2011 - uma descida de 8,6%. Já o "Público" acabou fevereiro com uma média de 29362 vendas diárias, menos 4,6% em relação à média de 30761 jornais vendidos diariamente em 2011.</p>

<p>Já o jornal "I" foi o único a aumentar as vendas em banca, com uma subida de 8,1%, subindo dos 4289 exemplares vendidos em janeiro e fevereiro de 2011 para 4630 em período homólogo deste ano.</p>

<h3> Semanários descem e Jornal de Negócios sobe</h3>

<p>Os semanários "Expresso" e "Sol" acompanham a tendência dos diários e também apresentam quebras acentuadas nas vendas. Em média, o "Expresso" vendeu 96380 exemplares, uma quebra de 4,5% em relação aos 100871 jornais vendidos no primeiro bimestre de 2011. Já o "Sol" apresenta uma descida de 12,33%, tendo vendido, em média, menos 4208 do que em 2011.</p>

<p>No que toca aos jornais do segmento económico, o "Jornal de Negócios" conseguiu fugir à regra, apresentando uma média de 10146 vendas diárias. Este número representa uma subida de 3,71% face aos 9782 jornais vendidos nos primeiros meses de 2011. Já o "Diário Económico" teve uma quebra de 1,54%, ao vender 15564 exemplares diários em janeiro e fevereiro de 2012, menos 243 do que em 2011.</p>]]>
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    <title>&quot;Um Dia com os Média&quot; celebra dia da liberdade de imprensa e expressão</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/02/um_dia_com_os_media_celebra_dia_da_liberdade_de_imprensa_e_expressao.html" />
    <published>2012-05-02T10:57:06Z</published>
    <updated>2012-05-02T16:55:35Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31476</id>
    <summary type="text">3 de maio é o dia escolhido pela ONU para celebrar a liberdade de imprensa e de expressão. O portal da Literacia Mediática está a propor, para esta data, uma iniciativa a este respeito. &quot;Um Dia Com os Média&quot; pretende...</summary>
    <author>
      <name>Júlia Rocha</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
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                        <category term="Artigo"/>
                    <category term="Destaque Principal"/>
                    <category term="Media"/>
                    <category term="País"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>3 de maio é o dia escolhido pela ONU para celebrar a liberdade de imprensa e de expressão. O portal da Literacia Mediática está a propor, para esta data, uma iniciativa a este respeito. "Um Dia Com os Média" pretende perceber a relação dos média com a população.</p>]]>
        <![CDATA[<p>A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o dia 3 de maio como o dia da liberdade de imprensa e expressão e, para assinalar a data, foi lançada uma iniciativa chamada <a href="http://www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia/apresentacao">"Um Dia Com os Média"</a>, um evento <a href="http://www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia/promotores">promovido</a> pela Comissão Nacional da UNESCO, pelo Conselho Nacional de Educação, pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social e pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (UM).</p>

<p>Esta iniciativa, de âmbito nacional, é estendida a todos aqueles que queiram participar. Entidades particulares ou organizações como escolas ou bibliotecas podem <a href="http://www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia/registo">inscrever</a> a respetivo evento no site da iniciativa. A questão "Que significado têm os média na nossa vida e como poderiam tornar-se mais significativos?" é o mote.</p>

<div class="textbox"><h2>UP também participa </h2>A Universidade do Porto também tem um evento inscrito nesta iniciativa. O fórum "O <a href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/04/10/forum_o_futuro_do_jornalismo_chega_a_3_de_maio_a_up.html">Futuro do Jornalismo</a>" vai ter lugar no anfiteatro do Polo de Ciências da Comunicação. Professores, estudantes, jornalistas e cidadãos vão discutir uma nova carta de princípios para o jornalismo. Carlos Magno, Ricardo Jorge Pinto ou Alfredo Maia são alguns dos nomes que vão estar presentes. Este fórum vem no seguimento de outros que já aconteceram em Coimbra, Covilhã e Lisboa. As reportagens do JPN sobre os <a href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/02/radio_nem_so_de_voz_vive_a_telefonia.html">bastidores</a> da rádio e sobre os "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/02/discos_pedidos_espaco_para_musica_e_confidencias.html">Discos Pedidos</a>" fazem parte do alinhamento da Antena 1 no dia 3 de maio, que também participa nesta iniciativa.</div>

<p>Manuela Gallardo, secretária executiva da Comissão Nacional da UNESCO, explica que "esta iniciativa surge ligada à atividade de um grupo informal" composto pelas entidades promotoras. Este grupo começou, há cerca de dois anos, a discutir algumas questões relacionadas com a literacia mediática, segundo explicou ao JPN Manuela Gallardo.</p>

<p>Qualquer <a href="http://www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia/iniciativas-registadas">entidade</a> pode registar o seu evento. "À partida, há muitas entidades que estão vocacionadas para o fazer, como por exemplo as escolas, mas também as bibliotecas e os próprios meios de comunicação social", acrescenta Manuela Gallardo. </p>

<p>A reflexão sobre a influência dos média na vida dos cidadãos é uma questão essencial, como destaca a reponsável da UNESCO. A organização pretende apelar às pessoas para que pensem um pouco no papel que os média têm na sua vida e desafia, até, o inverso: "O que seria um dia sem os média?".</p>

<h3>O papel conjunto dos jornalistas e dos cidadãos</h3>

<p>"Hoje em dia, além de sermos consumidores de informação, somos todos produtores de informação", diz Manuela Gallardo, destacando as possibilidades das novas tecnologias. A secretária executiva da UNESCO considera que os meios de comunicação social podem estender ainda mais a sua influência, mas seria importante o contrário acontecer. "Penso que a participação das próprias pessoas nos conteúdos dos média será uma das grandes mensagens que pretendemos passar, consciencializar as pessoas de que elas próprias, a título individual, também têm uma palavra a dizer sobre a informação que passa", refere.  </p>

<p>Apesar de a relação dos média com os cidadãos estar no centro das atenções, está também em destaque o papel do jornalista, produtor de informação. "A UNESCO tem feito apelos para que, em todo o mundo, haja uma atenção acrescida para as condições de segurança em que trabalham os jornalista", aponta.</p>

<p>Manuela Gallardo acrescenta, ainda, que após o dia 3 será feito um balanço das atividades levadas a cabo, "porque este é um marco importante". "Mas não pretendemos ficar por aqui. É apenas um trampolim para outras atividades que vão mais longe", diz, referindo ainda que este evento "vai levar  a muitas pessoas a consciencialização que os média têm realmente impacto na sua vida." </p>]]>
    </content>
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    <title>25 de Abril: A revolução através da lente fotográfica</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/04/25/25_de_abril_a_revolucao_atraves_da_lente_fotografica.html" />
    <published>2012-04-25T12:15:29Z</published>
    <updated>2012-04-26T09:21:45Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31283</id>
    <summary type="text">25 de Abril: O dia em que a imprensa não parou


25 de Abril: A televisão como símbolo de liberdade


25 de Abril: Uma revolução ao comando dos microfones
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    <author>
      <name>Júlia Rocha</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A revolução de abril de 1974 destacou heróis e momentos. O JPN falou com dois homens que fizeram - e fazem - da imagem a sua vida e que eternizaram o 25 de Abril através das suas lentes. </p>]]>
        <![CDATA[<p><a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNIII.JPG" title="Bruno Neves">Bruno Neves</a> começou a trabalhar muito cedo na loja de fotografia do pai, na rua de Santo Ildefonso, no Porto. A Foto Neves Lda. constituiu o primeiro contacto do portuense com a imagem. É dele uma das mais famosas fotografias de desporto de sempre: a do <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNXI.JPG" title="golo de calcanhar">golo de calcanhar</a> de Madjer, na final da Taça dos Campeões Europeus em 1987, vencida pelo Futebol Clube do Porto. </p>

<p>Iniciou a carreira como fotojornalista profissional aos 38 anos, depois do trabalho realizado no dia 25 de abril de 1974. Era para "A Capital" que colaborava periodicamente antes dessa data. Na noite de 24 para 25 deslocava-se para casa na rua Pinto Bessa e foi mandado parar pela polícia, já na rua do Bonfim. Depois de se ter identificado como jornalista, mandaram-no ir para casa porque havia uma revolução em curso. </p>

<p>Um dos nomes mais icónicos da fotografia portuguesa, Alfredo Cunha, teve no 25 de abril de 1974 a sua primeira grande <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/alfredocunhafoto2.jpg" title="reportagem">reportagem</a>. Tinha 20 anos em 1974: "ter 20 anos e fotografar uma revolução é um privilégio", reflete.</p>

<p>A trabalhar n' "O Século" e na revista "Século Ilustrado" desde 1972, recorda que, "nessa altura, a revista tinha grande prestígio a nível fotográfico, era chefiada pelo Eduardo Gageiro".</p>

<p>Tal como <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNIX.JPG" title="Bruno Neves">Bruno Neves</a> , a fotografia veio do negócio de família, até que enveredou pelo jornalismo. "Comecei a minha carreira em 1968, na área da fotografia comercial com o meu pai, que era fotógrafo. A fotografia já está na nossa família há três gerações", diz. </p>

<h3>O dia 25 de abril</h3>

<p>"Tive que encostar o carro e descansar porque nem me estava a sentir bem", relembra Bruno Neves. Depois do susto inicial, recorda que decidiu ir buscar todo o material que tinha no estabelecimento do pai e <a href="http://jpn.icicom.up.pt/video/video/balaovid_bn2.flv" title="foi fotografar">foi fotografar</a>". Mesmo com o sentimento de apreensão que também se lembra de ter visto nos militares. "Quando viu que era jornalista disse-me: faça de conta que eu não disse nada, desande daqui para fora. Eles sabiam lá o que lhes tava destinado." </p>

<p>"Naquela altura, eu e alguns colegas andámos pelas redondezas e as pessoas estavam apreensivas. Ninguém percebia o que se estava a passar" , <a href="http://jpn.icicom.up.pt/video/video/balaovid_bn.flv" title="conta">conta</a> Bruno Neves. A felicidade <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNVI.JPG" title="reinava">reinava</a>, quando a meio da tarde a população portuense se apercebeu do que se tinha passado. "Eu não acreditava no que se estava a passar", relata com emoção. Foi na rua do Heroísmo que fez grande parte do trabalho fotográfico, porque eram lá as <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNVII.JPG" title="instalações">instalações</a> da Direção Geral de Segurança (ex-PIDE).</p>

<p>O seu <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNV.JPG" title="trabalho fotográfico">trabalho fotográfico</a> neste dia foi solicitado por diversos jornais e a partir <a href="http://jpn.icicom.up.pt/video/video/balaovideo_bn3.flv" title="daqui">daqui</a> começou a trabalhar em permanência para "O Primeiro de Janeiro". "Fui trabalhar para o 'Janeiro', deixando de parte por completo o negócio da fotografia." Ao longo da carreira passou também pelo "Jornal de Notícias" e pel' "O Jogo", destacando-se na fotografia de deporto. Lembra-se bastante bem da enchente nos Aliados, na tarde de 25, que marcou o dia. </p>

<p>Alfredo Cunha foi dos primeiros jornalistas a chegar ao Terreiro do Paço naquela manhã. Bem no centro do acontecimento, tirou algumas das mais icónicas fotografias da revolução. "Estava em casa a conversar com o meu irmão, estávamos a ouvir música e de repente ouvimos as comunicações. Mas já sabíamos que estava alguma coisa para acontecer, já há um ou dois meses. (...) Ninguém me chamou. Fui direto para lá. Às cinco da manhã estava no jornal e às sete já estava no Terreiro do Paço", recorda. </p>

<p>"Estava-se à espera de qualquer coisa, mas foi sempre engraçado. Foi uma surpresa. Refiro-me ao engraçado porque eu estava a ouvir um disco novo que nunca tinha ouvido, o 'Riders on the Storm', dos The Doors, e ouvi pela primeira vez quando já era dia 25 de abril. É uma música que me tem acompanhado a vida toda."</p>

<p>"O medo inicial <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/alfredocunhafoto3.jpg" title="transformou-se">transformou-se</a>. Foi um dia de trabalho normal, dentro daquilo que podem ser as relações entre os jornalistas e os assuntos a tratar. Foi um dia fantástico, muito produtivo, <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/balao_alfredocunha.mp3" title="muita fotografia">muita fotografia</a>, muito assunto para fotografar, embora eu hoje ache que fotografei pouco", conta Alfredo Cunha, que gastou cerca de 40 rolos de fotografia naquele dia. <br />
 <br />
Além de ter acompanhado os acontecimentos na capital, foi à chegada de Mário Soares do exílio e à <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/alfredocunha5.jpg" title="libertação">libertação</a> dos presos políticos em Peniche. Destaca um acontecimento que traduziu muito do que se passou nos tempos seguintes. "Há um indivíduo que chegou com o carro a alta velocidade e parou junto dos militares. Tirou uma identificação e disse: 'O que se passa aqui? Sou da Direção Geral de Segurança!' e foi logo preso".  </p>

<p>O fotógrafo, que foi fotojornalista e editor fotográfico do "Diário de Notícias", não consegue escolher a melhor fotografia tirada nesse dia. Alfredo Cunha é o autor da icónica fotografia de <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/alfredocunha_salgueiro.jpg" title="Salgueiro Maia">Salgueiro Maia</a>. </p>

<h3>Do 25 de abril ao 1.º de maio de 1974</h3>

<p>Estes dois fotojornalistas fizeram também a cobertura do primeiro 1.º de maio, em que o sentimento geral era de liberdade e alegria. Bruno Neves destaca que, no Porto, "foi um <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pais/BNXII.JPG" title="espetáculo">espetáculo</a>. Não há memória de tal acontecimento." Via-se "o povo bem vestido", apesar de alguma apreensão em "pisar os jardins dos Aliados", que existiam na altura. </p>

<p>Em Lisboa, apesar de bastante maior em termos populacionais, o sentimento não foi diferente. "O 1.º de maio de '74 foi muito bom, parece que foi ontem, que não passou o tempo. O sentimento das pessoas era de grade alegria, de grande felicidade", relembra Alfredo Cunha, cuja carreira foi praticamente inaugurada por estes acontecimentos.</p>

<h3>O fotojornalismo: passado e presente</h3>

<p>"O fotojornalismo em Portugal é aquilo que sempre foi, com as dificuldades do costume. Portugal é um país pequeno, um país pobre. Quando eu entrei para a profissão disseram-me assim: 'Eh pá antigamente é que era bom', que é exactamente o que dizem agora. Nós vamos ser aquilo que formos capazes de fazer. Mas é difícil", opina Alfredo Cunha.</p>

<p>Bruno Neves lamenta as dificuldades que o jornalismo enfrenta hoje em dia. Mas também salienta a escola de jornalismo que foi - e é - o norte do país: "Portugal é um país tão pequenino e teve excelentes jornalistas. O JN foi o epicentro de excelentes jornalistas. (...) Agora, os fotojornalistas já não são repórteres de jornais. Estão em organizações."</p>

<p>Sem querer entrar em análises políticas, Bruno Neves destaca que, tal como naquela altura, é preciso coragem para pegar na câmara e avançar. "Não morri por sorte", acrescenta, ao lembrar alguns acontecimentos do Verão Quente que se seguiu. "Se quisesse, podia estar cheio de dinheiro. Mas fui para aquio que nasci para fazer. E disso não estou arrependido", remata. Alfredo Cunha sabia que algo importante estava a mudar a história do país: "tinha consciência do momento. Sabia que era muito importante. Havia uma consciência que eu tinha: tinha de fotografar."</p>]]>
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    <title>25 de Abril: O dia em que a imprensa não parou</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/04/24/25_de_abril_o_dia_em_que_a_imprensa_nao_parou.html" />
    <published>2012-04-24T09:44:50Z</published>
    <updated>2012-04-24T09:45:26Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31274</id>
    <summary type="text">25 de Abril: A televisão como símbolo de liberdade


25 de Abril: Uma revolução ao comando dos microfones
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    <author>
      <name>Salomé Fonseca</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
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    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A imprensa não teve descanso no dia da Revolução dos Cravos. A informação a transmitir era tanta que os jornais fizeram várias edições. O JPN falou com Germano Silva e Manuel Dias, que na altura trabalhavam no "Jornal de Notícias". </p>]]>
        <![CDATA[<p>Quando <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pessoas/manueldias.JPG" title="Manuel Dias">Manuel Dias</a> entrou para a redação do "Jornal de Notícias" (JN), no dia 23 de abril de 1974, não imaginava que, apenas dois dias depois, estaria a cobrir a "Revolução dos Cravos" na cidade do Porto.</p>

<p>A receção da notícia da ação levada a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) na madrugada do 25 de abril não foi recebida com espanto por Manuel Dias, nem pelas redações dos jornais. De acordo com o jornalista, "já se estava à espera de alguma coisa". O mesmo é confirmado por <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cidade/germano_silva.jpg" title="Germano Silva">Germano Silva</a>, também jornalista do JN na altura. </p>

<p>"Quando se deu o 25 de abril, já se suspeitava, nas redações dos jornais, que a revolução estava para breve. Havia rumores de que se preparava um golpe de Estado, que os capitães estavam descontentes, que no exército as coisas não estavam a correr muito bem. Desse descontentamento poderia haver um levantamento militar, como aconteceu", revela Germano Silva.</p>

<p>Apesar de já terem passado 38 anos, os jornalistas ainda se recordam perfeitamente do momento em que se aperceberam que algo se estava a passar. "Lembro-me que, na véspera do 25 de abril, à noite, eu e um grupo de jornalistas da redação do 'Jornal de Notícias' saímos, passava já da meia-noite, para irmos comer qualquer coisa num restaurante perto da Lapa. Ao passar nas traseiras do quartel-general vimos uma movimentação de militares e pensámos: 'É hoje, é agora!'", conta Germano.</p>

<p>Manuel Dias, por sua vez, recorda que só se apercebeu de que algo se passava na manhã do dia 25 de abril. "Por volta das 09h00  passei pela porta do 'Diário Popular', na rua 31 de Janeiro, e à porta estava um repórter fotográfico que tinha trabalhado comigo no 'Diário Norte'. Estranhei vê-lo àquela hora na rua e perguntei-lhe o que andava a fazer. Ele disse-me que estava ali por causa da revolução. Fiquei atónito porque da rua da Constituição até à praça da Liberdade não tinha vislumbrado o mais pequeno indício de que algo de anormal se estivesse a passar. A minha surpresa foi enorme", confessa.</p>

<h3>"Trabalhámos durante, pelo menos, dois dias e duas noites sem ir à cama"</h3>

<p>Depois de se aperceberem do que se estava a passar naquele que seria o "Dia da Liberdade" em Portugal, Germano Silva e Manuel Dias começaram a acompanhar os <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/jornal2.jpg" title="acontecimentos">acontecimentos </a>na cidade do Porto.</p>

<p>"Quando chegámos ao jornal, começaram a aparecer os comunicados na rádio e na televisão e o chefe de redação reuniu toda a gente que estava ali, chamou muitos dos jornalistas que já tinham saído e estabeleceu-se um plano de trabalho. Uns foram acompanhar aquilo que se estava a passar no quartel-general, outros foram para o Monte da Virgem, para ver o que se estava a passar com a televisão, e outros foram para o aeroporto, para ver se estava fechado. Eu fui para a avenida dos Aliados ver o que se estava a passar no centro da cidade. Estive lá até de madrugada. Houve ainda quem ficasse na redação a acompanhar os acontecimentos", enumera Germano.</p>

<p>À chegada à avenida dos Aliados, o jornalista conta que o sentimento que encontrou "era ainda de receio, sobretudo daqueles cidadãos mais envolvidos, que acompanhavam mais a situação política". "Havia receio que fosse um golpe de direita e que se mantivesse tudo como até ali, mas com outras pessoas. Contudo, a partir do meio da manhã, começaram a ser conhecidos todos os contornos da revolução e as pessoas ficaram aliviadas. Afinal era um golpe militar para repor a democracia. O ambiente era de alguma euforia", diz. Com o que viu e com os depoimentos recolhidos na avenida principal da cidade, Germano Silva fez uma reportagem sobre o ambiente que se viveu no Porto. "Falei com algumas pessoas e com militares, já que estavam dois tanques na praça. Não me recordo do que é que as pessoas diziam, mas foram testemunhos de alegria e de entusiasmo", conta Germano.</p>

<p>Manuel Dias foi um dos elementos que ficou na redação. O jornalista revela que o ambiente vivido era "muito agitado, muito frenético. Não era um ambiente tão mortiço como era habitual. Sentia-se  que se estava a viver algo de novo". A redação mantinha constantemente contacto com Lisboa, via telefone, de modo a conseguir obter alguma informação enviada pelos jornalistas que faziam o acompanhamento na capital.</p>

<p>A <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/jornal3.jpg" title="informação">informação</a> que os jornais queriam passar à população era tanta que, de acordo com Germano Silva, houve a necessidade de se fazerem "sucessivas edições: uma ao meio-dia e outra às três da tarde", o que fez com que a equipa trabalhasse "durante, pelo menos, dois dias e duas noites sem ir à cama e sem refeições". Apesar das privações, Germano afirma que "foi um trabalho muito gratificante porque foi um trabalho da libertação".</p>

<h3>O fim da censura</h3>

<p>No tempo de ditadura, o jornalismo aprendeu a conviver com a censura. "Os jornalistas tiveram de aprender a jogar com metáforas e a contornar os obstáculos através de imagens que se iam criando. Deixávamos na prosa os ingredientes suficientes para que o leitores percebessem as mensagens. Os jornalistas tentavam ludibriar a censura porque os homens da censura eram 'broncos'. Quando suspeitavam que determinada palavra poderia ter outro sentido, cortavam e acabou", afirma Manuel Dias.<br />
 <br />
Os anos que se viveram após o 25 de abril de 1974 exigiram uma adaptação à nova <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/comercio.jpg" title="realidade">realidade</a>. Germano Silva confessa que os jornalistas não estavam preparados para escrever em liberdade. "A adaptação fez com que nós tivessemos uma aprendizagem que foi difícil, porque nem sempre os jornalistas tiveram o comportamento que manda a ética. Houve muitos exageros, fez-se sofrer muita gente sem que houvesse necessidade e alguma culpa foi do jornalismo que se praticava", refere. Manuel Dias não partilha da mesma opinião e defende que, na altura, se suspeitava "que os jornalistas não estivessem preparados para escrever sem a ameaça de censura, que tivessem alguns constrangimentos ou alguns excessos". "Mas não houve nada disso", garante. </p>

<p>Independentemente da conduta dos jornalistas, Manuel Dias revela que, com o fim da censura, teve uma grande "sensação de alívio, de liberdade, de total confiança". "Foram muitos anos debaixo da censura, que não só cortava como alterava os textos, independentemente de terem conteúdo político ou não. E as notícias cortadas não eram só aquelas que eram desfavoráveis ao governo. Eram cortadas muitas notícias que não tinham nada a ver com o governo", desabafa.</p>]]>
    </content>
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    <title>Média: Aos três anos, semanário &quot;Grande Porto&quot; sofre lifting</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/04/23/media_aos_tres_anos_semanario_grande_porto_sofre_lifting.html" />
    <published>2012-04-23T12:20:50Z</published>
    <updated>2012-04-23T12:21:35Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31372</id>
    <summary type="text">Semanário &quot;Grande Porto&quot; quer relançar debate sobre Regionalização


Grupo Lena vende participação no semanário &quot;Grande Porto&quot;
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    <author>
      <name>Luís Mendes</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Media"/>
                    <category term="Porto"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Foi lançado na última sexta-feira o primeiro número do novo grafismo do "Grande Porto". Esta é a primeira mudança na estrutura gráfica do semanário, que celebra três anos a 3 de julho.</p>]]>
        <![CDATA[<p>O semanário "Grande Porto" foi lançado em julho de 2009, apoiando assumidamente a regionalização. Esta é a primeira mudança gráfica do jornal, tida como "radical" pelo diretor, Miguel Ângelo Pinto, que considera o antigo modelo "completamente ultrapassado".</p>

<p>Uma vez que os jornais chegam de forma cada vez mais difícil à população, pela invasão preponderante do meio online, o desafio passa por "interessar as pessoas que ainda leem o papel", defende Miguel Ângelo. Alertando para o facto de o conteúdo não deixar de ser primordial, o diretor do jornal acredita que a informação impressa deve cativar "pela forma como é embrulhado o conteúdo e não só pelo conteúdo em si". </p>

<p>"Era um modelo pouco maleável que não nos dava muita margem de manobra para fazer arranjos de forma a cativar mais o leitor", explica o diretor, salientando a falta que a mudança fazia.</p>

<p>Como tal, a equipa do jornal decidiu que a renovação passaria por um corte com o que existia. Miguel Âgelo ilustra a situação com a ideia de "deitar fora" o que tinham e fazer "algo de raiz". As alterações passam, portanto, pela tipografia e pelo logótipo, que é uma das mudanças mais visíveis. Os objetivos são modernizar, apelar, dar mais espaço à imagem e à cor e dar novas abordagens. O jornal quer, também, alargar a sua incidência a mais um pouco do norte e do que há à volta do Grande Porto. "Agora vamos até Braga, Guimarães, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis", revela.</p>

<p>Apenas as editorias não foram alteradas. No entanto, Miguel Ângelo adienta que algumas secções mudaram de sítio, sendo que "a arrumação do jornal ficou diferente". A capa é "completamente diferente". Já no interior do jornal é facilmente verificável a distinção clara entre o que é uma notícia, um apontamento, e uma grande reportagem, o que anteriormente não era facilmente perceptível. As notícias em si, como explica o diretor do jornal ao JPN, "são menos maçudas"</p>

<p>Ainda que o objetivo do "Grande Porto" nunca tenha sido passar a edição do impresso para o online, foi feita uma renovação do <a href="http://www.grandeportoonline.com/catalog/welcome.do?hasFlash=no">site </a>e o jornal vai apostar no online. "Não queremos substituir o papel", garante, ainda assim,  Miguel Ângelo Pinto. "O problema é que o que tínhamos antes nao era bem um site e escapou ao nosso controlo", justifica.</p>

<p>O novo site, segundo o diretor do jornal, será muito mais interativo, contará com mais elementos e permitirá um maior contacto com as pessoas. À semelhança do jornal, "é radicalmente diferente do que existia", diz.</p>]]>
    </content>
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    <title>25 de Abril: A televisão como símbolo de liberdade</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/04/23/25_de_abril_a_televisao_como_simbolo_de_liberdade.html" />
    <published>2012-04-23T10:24:00Z</published>
    <updated>2012-04-23T10:25:28Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31298</id>
    <summary type="text">25 de Abril: Uma revolução ao comando dos microfones
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    <author>
      <name>Paulo Camões</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
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                    <category term="Destaque Principal"/>
                    <category term="Media"/>
                    <category term="País"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O centro de produção no Porto fez a primeira transmissão da RTP, em direto, a 25 de abril de 1974. Manuela de Melo e António Vidal contam o que mudou nas suas vidas e em Portugal no dia que alterou a face de um país "amordaçado".</p>]]>
        <![CDATA[<p>A 25 de abril de 1974, Manuela de Melo era uma jovem jornalista na RTP. Nesse dia dormia quando foi <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_acordar.mp3" title="acordada">acordada</a> por uma amiga. "Não sabia nada do que se estava a passar, quem estava a fazer o quê, mas fui a correr para a RTP", recorda. Por essa hora já António Vidal fazia a transmissão do seu habitual programa da manhã no Rádio Clube Português (RCP), o 'Amanhecer'. António ficou a saber da revolução quando recebeu ordens de Lisboa para cortar a emissão. "No fundo já sabia, porque quando tinha chegado já andava gente aos saltos e a beber uns copos, todos satisfeitos", <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/antonio_amanhecer.mp3" title="partilha">partilha</a> o antigo jornalista da RTP.</p>

<p>Naquele dia, a felicidade era contagiante. Até o guarda da noite do RCP se deixava levar pela euforia. António <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/antonio_guardadanoite.mp3" title="lembra-se">lembra-se</a> perfeitamente do momento: "Quando cheguei de manhã, o guarda da noite dava cambalhotas e mortais no sofá do diretor geral". Já na RTP, Manuela ainda não sabia muito bem o que se estava a passar. De resto, ninguém parecia saber. Ao fim da manhã, as Forças Armadas chegaram para tomar o centro da RTP no Monte da Virgem. "Estavam atrasados, nós até pensamos que ninguém queria saber do Porto para nada", <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_comandos_atraso.mp3" title="lembra">lembra</a>, sorrindo. </p>

<p>O atraso vinha do RCP. António <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/antonio_levar_tropas.mp3" title="recebia">recebia</a> os 'rangers', vindos de Lamego. Chegavam para tomar a rádio, ocupada pela GNR. Depois tinham também que ir tomar a televisão. E foi precisamente o jornalista que conduziu os militares até à RTP. "Nem sequer sabiam o caminho para a televisão, portanto eu fui à frente com o meu carro para os levar lá", conta. </p>

<h3>"Havia uma crença muito grande de que aquela situação não se podia manter"</h3>

<p>Mas nem todos <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_empregada.mp3" title="esperavam">esperavam</a> ver um grupo de homens armados entrar pela televisão. "Existem imagens de uma empregada aos berros quando as tropas entraram na RTP", recorda Manuela. António e Manuela tinham recebido ordens para ler o comunicado do Movimento das Forças Armadas (MFA) ao país. Era a primeira transmissão da RTP em direto, a partir do Monte da Virgem. Manuela <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_emissao_porto.mp3" title="explica">explica</a> por que foi o Porto o primeiro a transmitir: "Só depois do emissor de Monsanto ser tomado pelas Forças Armadas é que Lisboa conseguiu começar a transmitir e, por isso, muita gente não sabe que o Porto foi o primeiro a transmitir no 25 de abril".</p>

<p>Durante a tarde, foram alternando para transmitir uma mensagem de tranquilidade ao país. Mas sobretudo de mudança. A esperança tornou-se uma realidade naquele dia. Manuela já <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_sentimento_mudanca.mp3" title="acreditava">acreditava</a> numa mudança. "Havia uma crença muito grande porque havia a noção de que aquele tipo de situação não se poderia manter. Era contra o que se passava na Europa e contra a vontade de uma parte significativa do povo português", reflete.</p>

<h3>"Não sabíamos se estávamos a dar a cara e à noite íamos presos"</h3>

<p>Era um dia recheado de emoção. E muita tensão. António ainda não conseguia perceber o alcance do acontecimento. A tentativa de golpe militar das Caldas da Rainha, a 16 de março de 1974, deixava antever uma tentativa de mudança mas, para António, nada <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/antonio_dia_dificil.mp3" title="era">era</a> certo. "Nós não sabíamos se estávamos a dar a cara e à noite íamos presos por colaboração com uma tentativa de revolução, havia uma tensão muito grande." A incerteza e a tensão ainda imperavam quando o MFA libertou "um povo amordaçado", nas palavras de Manuela.</p>

<p>O jornalismo também mudou naquele dia, inevitavelmente. Na <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_mau_jornalismo.mp3" title="opinião">opinião</a> de Manuela, o que se fazia antes do 25 de abril "nem se podia chamar de jornalismo". De um momento para o outro, liberdade passou a ser palavra de ordem. António <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/antonio_loucura.mp3" title="recorda">recorda</a> bem a "loucura" que foram esses tempos. "Toda a gente queria falar e dar a sua opinião, toda a gente queria aparecer e mostrar as más condições em que vivia. As pessoas já não tinham medo, e isso foi muito importante."</p>

<p>Para Manuela, o fator crítico do regime salazarista <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_regime_grave.mp3" title="estava">estava</a> prestes a mudar. "O mais grave daquele regime era o facto de estarmos fechados ao que se passava no mundo, e ainda hoje pagamos essa fatura, porque a Europa evoluiu imenso no pós-guerra e nós ficamos parados no tempo." A televisão tornou-se, com a mudança, um meio ideal para transmitir uma nova mensagem, uma nova esperança. </p>

<h3>"As pessoas criaram uma ligação muito forte com a RTP"</h3>

<p>"As pessoas criaram uma afetividade muito grande com a televisão, sobretudo porque tinha imagem", <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_protagonismo.mp3" title="anuncia">anuncia</a> Manuela. As pessoas podiam ver o que se estava a passar, algo que transformou a televisão num meio privilegiado. Tal como Manuela, António Vidal <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/antonio_amigos.mp3" title="sentia-se">sentia-se</a> um protagonista. "Os meus amigos foram todos para minha casa e, durante quase dois dias, estiveram por lá e iam telefonando para saber o que se estava a passar."</p>

<p>O que se seguiu foi o início de um novo país. Um país que falava e discutia os problemas. "A nível profissional, o ano que se seguiu foi muito marcante." Manuela <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_extase.mp3" title="conta">conta</a> como havia uma necessidade de deixar falar as pessoas, de mostrar o que se passava no país. O trabalho nesses tempos era estimulante e andava de mãos dadas com a perspetiva de uma nova realidade. "Havia muita alegria no ar, foram dias inesquecíveis", são as palavras de António, que partilha um pedaço da história do país como seu. </p>

<p>Hoje, ambos olham para esse dia e para esse ano como um símbolo de mudança. Com alguma saudade, também. "Eu acho que todos as pessoas deviam passar por um momento daqueles", solta António, quase em jeito de conselho. Manuela sente-se uma privilegiada. "Às vezes pergunto-me se, passados tantos anos, não estarei a mistificar um pouco aquele momento?" A pergunta é imediatamente <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/media/manuela_imagem_forte.mp3" title="substituída">substituída</a> por uma resposta: "Acho que não, mantenho uma ideia muito clara daquilo, é uma imagem muito forte, muito forte mesmo".</p>]]>
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