<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<?xml-stylesheet href="/css/atom.css" type="text/css"?>

<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <title>JornalismoPortoNet - Mundo</title>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="http://jpn.icicom.up.pt/" />
  <link rel="self" href="http://jpn.icicom.up.pt/xml/mundo.xml"/>
  <updated>2012-05-24T15:14:13Z</updated>
  <subtitle>JornalismoPortoNet (JPN) é o jornal digital da Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia da Universidade do Porto. JPN é um jornal multimédia de informação geral e actualização permanente, acompanhando a evolução das novas tecnologias de comunicação e pondo em prática as mais modernas técnicas de expressão jornalística na Internet.</subtitle>
  <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012://16</id>
  <generator uri="http://www.movabletype.org/" version="3.34">Movable Type</generator>
  <rights>Copyright (c) Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia da Universidade do Porto, 2004-2005</rights>

  <entry>
    <title>Percorrer o mundo em carris, numa viagem feita de pessoas</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/24/percorrer_o_mundo_em_carris_numa_viagem_feita_de_pessoas.html" />
    <published>2012-05-24T15:12:23Z</published>
    <updated>2012-05-24T15:14:13Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31720</id>
    <summary type="text">Aos 29 anos, Mateus queria dar a volta ao mundo. Não conseguiu, mas concretizou outro sonho: percorrer 25 mil quilómetros, com uma mochila às costas, entre a Noruega e a África do Sul....</summary>
    <author>
      <name>Liliana Pinho</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Aos 29 anos, Mateus queria dar a volta ao mundo. Não conseguiu, mas concretizou outro sonho: percorrer 25 mil quilómetros, com uma mochila às costas, entre a Noruega e a África do Sul. </p>]]>
        <![CDATA[<p>A viagem de <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/mateusbrandao1.jpg" title="Mateus Brandão">Mateus Brandão</a>, de 29 anos, começou em setembro de 2011 e terminou este mês. No entretanto, percorreu 25 mil quilómetros, pisou três continentes e conheceu 23 países em 250 dias. Tudo com apenas uma mochila às costas. Em países como a Finlândia, a Polónia, a Turquia, o Uganda ou a Namíbia, Mateus conheceu os sudaneses, foi enganado por etíopes e passou o Natal com sul-africanos. Não deu a volta ao mundo, como queria inicialmente, mas quase. </p>

<p>Foi em 2009, inspirado pela Long Way Down Journey, que Mateus começou a desenhar um plano de viagem maioritariamente feita de comboio, a sua paixão. Em 2011, cansou-se de planos, criou um "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/projeto.jpg" title="projeto">projeto</a> mais a sério" e lançou-se no desafio de ir do ponto mais norte da Europa - o <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/mateusbrandao2.jpg" title="Cabo Norte">Cabo Norte</a>, na Noruega - ao ponto mais a sul de África - o Cabo Agulhas, na África do Sul. Na altura, se pudesse, o pai tinha seguido viagem com ele, já os amigos não acharam muita piada. "Têm um sentimento de proteção para comigo e por isso ficaram sempre de pé atrás", conta Mateus. Rapidamente perceberam que não valia a pena tentar demovê-lo. </p>

<p>Também a namorada esteve para ir com ele, mas Mateus percebeu que "viajar sozinho permite um contacto maior com as pessoas". "Não levei livros nem nada que acabasse por me fechar e me proteger numa espécie de bolha. Ia mesmo com vontade de conhecer muita gente", conta. Mas a viagem acabou por não ser feita sozinho: foram muitos os que o acompanharam virtualmente, através das <a href="http://www.facebook.com/caboacabo">redes sociais</a> e do blogue <a href="http://www.caboacabo.blogspot.pt/">"De Cabo a Cabo"</a>.</p>

<h3>Uma viagem palmilhada entre culturas, realidades e filosofias opostas</h3>

<p>Partiu com contactos feitos para os primeiros dias, sem saber o que esperar depois. Nos sete meses que durou a viagem, passou por países com um tremendo fosso social, económico, político e cultural e aproveitou cada um deles para "descobrir os prós e contras das sociedades" ou a diferença entre "uma <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/noruega.jpg" title="Noruega">Noruega</a> muito civilizada e direitinha e um Cairo completamente caótico, agitado e com bastante lixo".</p>

<p>Mas a façanha não saiu barata, nem mesmo com o dinheiro que juntou entre o escritório de arquitetura e o snack-bar aos fins de semana ou com os apoios que foi conseguindo. Para se orientar, estipulou gastar 20 cêntimos por cada quilómetro percorrido e foi assim que (sobre)viveu. "Há três coisas fundamentais em que temos de gastar dinheiro nas viagens: as deslocações, a alimentação e a dormida. O que eu defini foi que gastaria 5 cêntimos por quilómetro em cada uma destas categorias e outros cinco para qualquer coisa que viesse extra", conta.</p>

<p>O <i><a href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/03/12/couchsurfing_a_criar_um_mundo_melhor_um_sofa_de_cada_vez.html">couchsurfing</a></i> foi uma das formas que levou Mateus a conhecer mais pessoas e originou algumas das suas melhores memórias. Foi assim que, na <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/tanzania.jpg" title="Tanzânia">Tanzânia</a>, "quando procurava um <i>couchsurfer</i> numa pequena vila", encontrou apenas duas pessoas - e uma era portuguesa. Mas a história que o jovem arquiteto mais recorda é a da chegada à <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/jordania.jpg" title="Jordânia">Jordânia</a>. "Estava a acabar de sair do táxi e uma pessoa começou a falar comigo e predispôs-se a ajudar-me. Disse-lhe que estava à procura de um hotel e ele disse-me que não havia, mas que ficava em casa dele", recorda.</p>

<h3>Uma experiência feita de pessoas e relações</h3>

<p>Mas o que realmente marcou Mateus foi a passagem pelo <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/sudao.jpg" title="Sudão">Sudão</a>. "Tem as pessoas mais simpáticas e mais generosas que eu conheci em toda a viagem. E é interessante porque toda a gente tem uma ideia errada do país", conta. Em contrapartida, na <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/etiopia.jpg" title="Etiópia">Etiópia</a>, o choque foi grande. "Os etíopes são precisamente aquilo que os sudaneses não são. Apesar do país ser fantástico, nem sempre foi fácil lidar com as pessoas", afirma.</p>

<p>Os imprevistos "fazem parte do processo", por isso não houve nada que atrapalhasse a jornada do jovem de Santa Maria da Feira, mesmo que se tenha perdido em Jerusalém e a travessia do norte do <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/quenia.jpg" title="Quénia">Quénia</a> tenha sido feita "a medo". "É uma zona com lutas tribais e onde existe a possibilidade de ataque de rebeldes somalis e, por isso, foi um bocado complicado gerir as emoções", confessa.</p>

<p>Apesar da jornada empolgante, apertavam as saudades de casa e da comida, principalmente quando passou o primeiro Natal fora de casa - e sem bacalhau. Valeu-lhe a companhia dos <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/turquia.jpg" title="amigos sul-africanos">amigos sul-africanos</a> que viajavam de bicicleta e que conheceu na Turquia e voltou a encontrar no Cairo. Agora que regressou, está já a preparar uma nova viagem de 12 semanas a pé por Portugal, a sonhar com percursos da Rússia ao Senegal e com ideias de pegar na bicicleta e rumar a Timor. Desta viagem fica a experiência, a possibilidade de um livro que está "em estudo" e a certeza de que o mundo "vale a pena".</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Euro2012: Grupo defende que competição faz aumentar a prostituição</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/23/euro2012_grupo_defende_que_competicao_faz_aumentar_a_prostituicao.html" />
    <published>2012-05-23T18:46:50Z</published>
    <updated>2012-05-23T18:48:34Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31708</id>
    <summary type="text">Um grupo ucraniano que luta pelos direitos das mulheres está contra a realização do Euro 2012 no país. Segundo o Femen, a competição futebolística vai aumentar a prostituição....</summary>
    <author>
      <name>Luís Mendes</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Desporto"/>
                    <category term="Mundo"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Um grupo ucraniano que luta pelos direitos das mulheres está contra a realização do Euro 2012 no país. Segundo o Femen, a competição futebolística vai aumentar a prostituição. </p>]]>
        <![CDATA[<p>Em todas as apresentações da digressão da taça para o vencedor do Euro 2012, que acontecem em várias cidades dos países organizadores do Euro, Ucrânia e Polónia, o grupo ucraniano de luta pelos direitos das mulheres, o <a href="http://femen.org/">FEMEN</a>, marca presença e intervém. As ativistas temem que o torneio leve a um aumento da prostituição e à consolidação da Ucrânia como um destino turístico ligado ao sexo. Como tal, fazem protestos contra a realização do Euro no seu país. Seminuas, as ativistas escrevem no corpo mensagens como "Fuck Euro" ou levantam cartazes que dizem <a href="http://pt.euronews.com/2011/12/02/ucranianas-despem-se-contra-o-euro-bordel-2012/">"without prostitution"</a> (sem prostituição).</p>

<p><a href="https://www.facebook.com/Femen.UA">"Our God is woman, our mission is protest, our weapons are bare breasts"</a> (o nosso deus é mulher, a nossa missão é o protesto e a nossa arma é o peito despido) é o lema das manifestantes que, no domingo, tentaram agarrar o troféu durante a sua exposição em Dnipropetrovsk, cidade do sudeste da Ucrânia, onde este estava exposto ao público. As mulheres acabaram detidas pela polícia.</p>

<p>Já no início de maio, em Kiev, a capital da Ucrânia, as ativistas tinham levado a cabo um protesto, em frente ao estádio olímpico, em tudo semelhante. Uma mulher seminua tentou "roubar" a taça que será entregue ao vencedor do campeonato de futebol europeu. A organização, formada por universitárias de Kiev e fundada em 2008, considera que a competição irá alimentar a já vigorosa indústria da prostituição no país.</p>

<p>A digressão da taça teve início a 20 de abril e o troféu vai visitar um total de 14 cidades dos dois países anfitriões do UEFA Euro 2012. A última paragem é no dia 26 de maio, em Odessa.</p>

<p>Já em dezembro, na altura do sorteio do Euro, as feministas acusaram a UEFA de estar a pressionar a Ucrânia para legalizar a prostituição durante o europeu de futebol.</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Timor: O despertador de consciências dos Trovante</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/20/timor_o_despertador_de_consciencias_dos_trovante.html" />
    <published>2012-05-20T12:53:04Z</published>
    <updated>2012-05-20T12:47:54Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31671</id>
    <summary type="text">Timor: Jornalismo português limitou-se a cumprir a &quot;missão de informar&quot;
</summary>
    <author>
      <name>Luciano Santos</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O que começou por ser um instrumental com um coro cantado em <i>tetum</i>, língua nativa timorense, transformou-se num dos hinos da liberdade de Timor Leste. Da autoria dos Trovante, "Timor" marcou a luta pela independência que celebra agora 10 anos.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Os <a href="https://www.facebook.com/pages/Trovante/60979062604">Trovante</a> são uma das bandas mais marcantes do panorama pop-rock português. João Gil e Luís Represas, entre outros, passaram pela formação da banda, que nasceu em 1976 e ficou sempre marcada pela influência da música tradicional portuguesa e pela forte componente política que transmitia nas suas letras. </p>

<p>Na altura, Luís Represas não imaginava ficar associado à causa de Timor, quase como Zeca Afonso ficou ligado à revolução de 25 de abril de 1974. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1pVr5bWVCIQ">"Timor"</a>, tema que tantas vezes cantou ao microfone dos Trovante, não foi uma senha de ataque nem um hino à liberdade portuguesa. Mas acabou por se tornar numa das canções mais marcantes do reportório da música de intervenção, com uma influência considerável na resolução do conflito.</p>

<p>O tema remonta a 1988, quando João Gil compôs um instrumental para o filme "Flores Amargas", de Margarida Gil, com um coro em <i>tetum</i>, a língua nativa de Timor. Em declarações ao JPN, Luís Represas explica que, durante as gravações do LP "Um Destes Dias", o Papa João Paulo II deslocou-se à Indonésia, fazendo Timor parte dessa visita como território daquele país. "O Sumo Pontífice não beijou o solo à chegada ao território timorense, pois já tinha beijado em Jacarta", recorda.</p>

<p>"Esta atitude levou o João Monge a escrever a letra definitiva de 'Timor', que gravamos com o objectivo solidário para com a luta do Povo de Timor Leste. Nessa época, pouco ou nada se falava desse drama", explica.  Apesar de não ter sido recebida muito bem pela crítica, a música acabaria por tornar-se num dos principais temas da banda sonora que acompanhou a independência timorense.</p>

<p>"A nossa intenção sempre foi chegar o mais longe possível e funcionar como um 'despertador' das consciências", diz Luís Represas. "No fundo, queríamos ajudar a acordar os portugueses para a responsabilidade histórica que tinha para com o povo timorense", refere.</p>

<p>Luís Represas classifica o momento da independência timorense como "único". "Chegar ao fim de uma longa e sofrida caminhada dos timorenses, que todos nós acompanhámos, deu-nos o privilégio de ver nascer um país, novo por decreto mas antigo por cultura. Todos estivemos envolvidos e todos merecemos essa grande emoção", afirma.</p>

<h3> "Dez anos não são nada na vida de um país" </h3>

<p>Dez anos depois da independência na qual, de certa forma, participou, Luís Represas considera que o país está a caminhar no rumo certo e num ritmo normal. "Embora antigo na cultura, Timor nasceu para a comunidade internacional como um país novo. Com tudo por fazer, tudo para aprender, com tudo para pôr em prática essa sabedoria ancestral", diz.</p>

<p>"Em dez anos caminhou-se e construiu-se muito, mas dez anos não são nada na vida de um país", considera o músico. E faz o paralelismo com Portugal : "quando falamos nesta história recente de Timor seria bom que antes olhássemos para o nosso pós-25 de Abril. E humildemente tomássemos consciência do que ficou por fazer nos últimos, do que foi mal feito, do que foi desperdiçado, da ganância e da incompetência que nos destrói, da sede de poder que nos afoga".</p>

<p>Luís Represas olha para Timor e vê um futuro positivo, defendendo que Portugal deverá estar sempre disponível para ajudar a causa do segundo país mais jovem do mundo. "Deixemos Timor fazer o seu caminho, com Portugal sempre disponível 'desinteressadamente' para o que fôr necessário e puder cumprir", conclui.</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>&quot;Sandwich&quot; resiste ao tempo e celebra 250 anos</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/18/sandwich_resiste_ao_tempo_e_celebra_250_anos.html" />
    <published>2012-05-18T10:38:31Z</published>
    <updated>2012-05-18T10:34:29Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31647</id>
    <summary type="text">Seja em pão de forma ou em baguete, a sanduíche, nas suas milhares de variações, é a rainha dos snacks. No ano em que a iguaria celebra 250 anos de existência, a British Sandwich Association ajuda o JPN a descobrir...</summary>
    <author>
      <name>Vera Quintas</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Cultura"/>
                    <category term="Destaques"/>
                    <category term="Mundo"/>
                    <category term="Segundo"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Seja em pão de forma ou em baguete, a sanduíche, nas suas milhares de variações, é a rainha dos snacks. No ano em que a iguaria celebra 250 anos de existência, a British Sandwich Association ajuda o JPN a descobrir a sua origem.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Uma sanduíche é, diz <a href="http://www.sandwich.org.uk/index.shtml">quem sabe</a>, "qualquer tipo de pão com um recheio, geralmente frio", onde se pode incluir "baguetes, pão pita, 'wraps', bagels e produtos do género, mas não hambúrgueres". </p>

<div class="textbox"><h2>Algumas curiosidades sobre sanduíches</h2>A associação britânica de defesa desta indústria partilhou com o JPN factos curiosos sobre sanduíches. Por exemplo, em 2006 alguém pagou cerca de 429 euros por uma sanduíche "gourmet" no Ebay. Pensa-se que a maior sanduíche pré embalada alguma vez feita media 2,5 metros de comprimento, pesando o mesmo que mil pães. Já entre os ingredientes mais utilizados nas "sandes" não poderiam deixar de figurar queijo, fiambre, frango e ovo. Em termos de combinações, são populares a famosa tosta mista, a BLT (acrónimo de bacon, lettuce, tomato, ou bacon, alface e tomate), ou a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xnb2vaiMY9E&feature=fvwrel">famosa</a> "sandes" de manteiga de amendoim e geleia.</div>

<p>Existe uma Sandwich no Reino Unido e três nos Estados Unidos da América (EUA), isto em termos de nomes de cidades. Podem ser vistas no mapa as Ilhas Sandwich (do Sul) nos EUA, nome pelo qual o Havai já foi conhecido. A palavra "sandwich" dá, ainda, nome a coisas tão diversas como filmes, bandas, álbuns, canções e até a um navio da Marinha britânica. <br />
Até a conhecida série de comédia "30 Rock" dedicou um <a href="http://www.imdb.com/title/tt1001578/">episódio</a> à temática da sanduíche. </p>

<p>Este snack é mundialmente conhecido e apreciado e as referências na cultura popular não se ficam pelas piadas de mandar a mulher para a cozinha fazer sanduíches.</p>

<h3>Um "pedaço" de história</h3>

<p>Reza a lenda que a sanduíche surgiu em 1762, quando o quarto conde de Sandwich, um jogador<br />
inveterado, pediu ao seu criado que lhe trouxesse pedaços de bife por entre fatias de pão. Tudo para não ter de parar de jogar às cartas. O pedido tornou-se um hábito, que lhe permitia jogar e comer ao mesmo tempo sem sujar as mãos. Cedo já os seus amigos pediam para que lhes fosse servido o mesmo que Sandwich estava a comer. E assim nasceu a sanduíche, há 250 anos, no Reino Unido.</p>

<p>No entanto, a primeira referência à famosa "sande", ainda que não denominada de sanduíche, encontra-se no século I, quando um rabi da Palestina colocou uma mistura de nozes, maçãs, especiarias e vinho entre dois "matzohs", biscoitos duros feitos com amendoim, acompanhado de ervas amargas. A ideia desta criação gastronómica era que servisse para relembrar o sofrimentos dos judeus antes de se libertarem do Egito.</p>

<p>Cinco séculos mais tarde generalizou-se o uso de fatias de pão mais duro, que substituíam o uso do prato. A comida era colocada em cima do pão para ser comida com as mãos e, ocasionalmente, com o uso de uma faca. Se o apetite já tivesse sido satisfeito, o pão era dado aos cães ou aos mais pobres, já que na altura a caridade era considerada como um dever religioso.</p>

<p>Apesar de tudo, parece que quem popularizou o hábito de comer sanduíches foi mesmo o conde de Sandwich. Longe estaria ele de imaginar que a sua criação se tornaria um snack mundialmente popular, com cadeias de restauração a ele dedicadas. "Se ao menos ele tivesse registado uma patente...", queixa-se a British Sandwich Association no seu <a href="http://www.sandwich.org.uk/information_centre/general/250/how_it_all_began.shtml">site</a>. </p>

<p>A verdade é que o conde deixou claro no seu testamento que o seu maior legado ao país era, precisamente, a sanduíche. Mais <a href="http://www.open-sandwich.co.uk/town_history/sandwich_origin.htm">curioso</a> ainda é que este conde e sua família, de quem herdou o título, não são provenientes da cidade de Sandwich e o primeiro conde da zona era para se chamar conde de Portsmouth. </p>

<h3>Indústria da sanduíche celebra o "snack"</h3>

<p>Há inúmeros restaurantes e cadeias de restauração multinacionais dedicadas a este snack em <br />
particular. No Reino Unido, esta indústria emprega mais pessoas que a área da agricultura,<br />
um total de cerca de 300 mil. A <a href="http://www.sandwich.org.uk/about/index.shtml">British Sandwich Association</a> é a "voz" de quem trabalha na área, lançando até a "International Sandwich and Snack News", uma revista distribuída a quem faz deste o seu negócio, e fazendo a atribuição de prémios aos melhores produtores de "sandes" do país.</p>

<p>A cidade de Sandwich, no Reino Unido, celebrou o aniversário com uma festa que incluiu música ao vivo, feiras gastronómicas, concursos e encenações do momento em que a sanduíche foi criada. Este evento, que decorreu no fim de semana, atraiu visitantes dos EUA, Canadá, Rússia, Alemanha, França e Suíça.</p>

<p>Também o "The Guardian" se junta à celebração da sanduíche, ao distribuir, como suplemento, a <br />
<a href="http://mygetupandgo.co.uk/">"Get up an Go"</a>, uma publicação virada para a população sénior que dedicou a sua última <a href="http://www.sandwich.org.uk/information_centre/general/250/issue01/index.html">edição</a>aos 250 anos do snack nascido no Reino Unido.</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Cinema: We&apos;ll always have Casablanca</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/17/cinema_well_always_have_casablanca.html" />
    <published>2012-05-17T12:36:51Z</published>
    <updated>2012-05-17T12:37:42Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31641</id>
    <summary type="text">&quot;Casablanca&quot;, uma das mais belas histórias de amor do cinema, comemora 70 anos. Para assinalar a data, a Warner Bros. vai exibir o clássico no Facebook, esta quinta-feira, entre as 11h00 e as 23h00, ainda que só nos Estados Unidos....</summary>
    <author>
      <name>Liliana Pinho</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>"Casablanca", uma das mais belas histórias de amor do cinema, comemora 70 anos. Para assinalar a data, a Warner Bros. vai exibir o clássico no Facebook, esta quinta-feira, entre as 11h00 e as 23h00, ainda que só nos Estados Unidos.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Uma tocante história de amor interpretada por Humphrey Bogart (no papel de Rick Blaine e eleito a maior estrela do cinema norte-americano), Ingrid Bergman (como Ilsa Lund Laszlo) e Paul Henreid (como Victor Laszlo), "<a href="http://www.imdb.com/title/tt0034583/">Casablanca</a>"  conquistou críticos e continua a conquistar públicos de uma forma inigualável na história do cinema. Mas, na altura, para convencer Paul Henreid a assinar o contrato, foi necessário fazer um acordo que estabelecia que o nome dele apareceria nos créditos iniciais do filme, junto com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, assim como no destaque dos <a href="http://www.imdb.com/media/rm1788712960/tt0034583">cartazes promocionais</a> do filme.   </p>

<p>Vencedor de três óscares dois anos depois da estreia, entre eles o de melhor filme, "Casablanca" chegou às telas em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. As gravações do filme ocorreram de 25 de maio a 3 de agosto e o filme foi rodado nos estúdios da Warner Brothers, com exceção da cena inicial do aeroporto (no aeroporto Van Nuys, em Los Angeles) e do clip montado com cenas reais de Paris que aparecem no flashback. A data de estreia estava ainda prevista para junho de 1943 mas, em novembro de 1942, os Aliados desembarcaram no norte de África, libertando a verdadeira <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qRiA09Y1EuI">Casablanca</a>. Assim, decidiram lançar o filme imediatamente.</p>

<p>Para os mais curiosos, o título do filme, que agora comemora 70 anos, resume-se a apenas uma palavra porque, em 1938, um outro filme gravado num ambiente exótico fizera sucesso com o título "Argélia". Considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, "Casablanca" foi adaptado da peça "Everybody Comes to Rick's", de Murray Burnett e Joan Aliso. </p>

<p>Com realização de Michael Curtiz, conta a história da realidade em que se estreou, a tensão e o medo que se vivia no mundo durante a guerra, aliada à protagonização, por Rick e Ilsa, de um romance invejável, imortalizado por uma das mais belas músicas feitas para um filme - "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/musicacasablanca.flv" title="As Time Goes By">As Time Goes By</a>", interpretada por Sam (Dooley Wilson) e sempre associada à célebre frase de Rick Blaine: "Play it, Sam". </p>

<p>Para celebrar o 70.º aniversário, a Warner apostou no lançamento de um Blu-Ray comemorativo, uma edição especial que conterá documentários inéditos, como "Michael Curtiz: O Melhor Diretor Desconhecido" e "Casablanca: Um Clássico Improvável", e deverá estar disponível nas lojas a partir desta quinta-feira. </p>

<p>A empresa vai, ainda, exibir o filme hoje, via streaming, entre as 11h00 e as 23h00, na <a href="http://www.facebook.com/CasablancaTheMovie">página oficial do filme no Facebook</a>. A exibição inclui uma versão digital do guião e algumas fotos raras, mas só estará disponível apena para os membros registados nos Estados Unidos a América. </p>

<p>Por cá, ficamos com o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EJvlGh_FgcI">trailer</a>, porque "we'll always have Casablanca", tal como Rick e Ilsa <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/pariscasablanca.flv" title="terão sempre Paris">terão sempre Paris</a>.</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Inovação permite a tetraplégicos mover braços robóticos com o cérebro</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/17/inovacao_permite_a_tetraplegicos_mover_bracos_roboticos_com_o_cerebro.html" />
    <published>2012-05-17T12:11:35Z</published>
    <updated>2012-05-17T12:12:36Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31639</id>
    <summary type="text">Doentes tetraplégicos estão a ser capazes de mover um braço robótico através do cérebro. Um sensor implantado no cérebro dos pacientes permite esta ação, através de descodificação de pensamentos....</summary>
    <author>
      <name>Júlia Rocha</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Doentes tetraplégicos estão a ser capazes de mover um braço robótico através do cérebro. Um sensor implantado no cérebro dos pacientes permite esta ação, através de descodificação de pensamentos.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Pela primeira vez em 15 anos, Cathy Hutchinson, vítima de AVC, foi capaz de beber um café sozinha. Isto foi possível através de um sensor implantado no cérebro da norte-americana, tetraplégica. O sensor recebe e descodifica os pensamentos da pessoa, transmitindo depois as informações ao braço robótico, que executa a "ordem".</p>

<p>A chamada intenção motora é que comanda o braço e tornou os impulsos elétricos em ações físicas. Leigh Hochberg e John Donoghue, da Universidade de Brown, nos Estados Unidos da América, são os autores do ensaio. A equipa de trabalho integra ainda cientistas de Harvard, dos departamentos de Defesa e Assuntos dos Veteranos dos governo americano, da agência aeroespacial alemã DLR e da empresa DEKA, que se encontra a realizar testes com este dispositivo. </p>

<p>O sensor consiste num quadrado de silício, com 96 elétrodos à superfície que são responsáveis por registar a atividade dos neurónios, que fazem o "pedido" aos membros. Neste momento, o ensaio conta só com dois pacientes, apesar de já estarem a ser levados a cabo mais recrutamentos. </p>

<p>Além da bem sucedida tentativa de ser capaz de beber café, os doentes começaram por treinar apanhar bolas de espuma. A experiência do café foi a mais próxima da vida quotidiana de uma pessoa e que representou a esperança de avanços no campo. </p>

<p>O sensor chama-se <a href="http://braingate2.org/aboutUs.asp">BrainGate</a> e foi implantado na paciente que bebeu o café há cinco anos. A experiência foi repetida seis vezes e foi bem sucedida em quatro tentativas. A grande finalidade do BrainGate é possibilitar a ligação entre o cérebro e os membros inferiores e superiores dos pacientes através de ligações sem fios. Estas ligações permitirão a mobilidade aos músculos paralisados. </p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>GymPact: Ser-se pago para ir ao ginásio</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/16/gympact_serse_pago_para_ir_ao_ginasio.html" />
    <published>2012-05-16T12:41:59Z</published>
    <updated>2012-05-16T20:02:35Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31630</id>
    <summary type="text">Há semanas em que se falta, meses que nem justifica pagar e qualquer desculpa serve para faltar ao ginário. O GymPact promete servir de incentivo: paga-lhe a partir de 50 cêntimos por cada ida ao ginásio mas também cobra cinco...</summary>
    <author>
      <name>Liliana Pinho</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Há semanas em que se falta, meses que nem justifica pagar e qualquer desculpa serve para faltar ao ginário. O GymPact promete servir de incentivo: paga-lhe a partir de 50 cêntimos por cada ida ao ginásio mas também cobra cinco euros de cada vez que faltar.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Para os mais ocupados ou os mais preguiçosos, seja qual for a desculpa para saltar a hora do ginásio, pode ter chegado a solução. O <a href="https://secure.gym-pact.com/">GymPact</a> é uma aplicação gratuita para <i>smartphone</i> que o obriga a cumprir o estipulado e o recompensa por fazer exercício físico, pagando-lhe para o fazer. 50 cêntimos é o mínimo que o GymPact lhe paga sempre que for ao ginásio cumprir o plano de treino. Mas nem tudo é favorável. Sempre que não for, a aplicação cobra-lhe cinco euros. No entanto, se for dedicado e não faltar durante dois meses, pode ter um retorno de 30 euros, equivalente a uma mensalidade média. </p>

<p>Para começar a usar o <a href="https://secure.gym-pact.com/">GymPact</a> basta ter um <a href="http://itunes.apple.com/us/app/gympact/id456068701?mt=8">iPhone </a>(e, brevemente, estará disponível para Android e HTML5, também), descarregar a aplicação e criar um perfil com acesso ao cartão de crédito e com os dias em que se compromete a treinar - que podem variar todas as semanas. O mínimo é um dia por semana e treinos de 30 minutos. </p>

<p>E não pense que pode enganar o GymPact. A aplicação tem mais de 40 mil ginásios na sua base de dados e um localizador constantemente ligado a GPS, que sabe sempre onde está. Sempre que chega ao ginásio basta informar a aplicação através do botão "Check-In" e esta confirma a localização. </p>

<p>Mas há que cumprir as regras e, por isso, se sair antes dos 30 minutos mínimos de exercício, recebe um aviso de que o seu exercício fica cancelado se não voltar atrás para completar o que falta. Caso fique doente, tenha de trabalhar ou vá de férias, pode cancelar ou congelar o contrato da semana até à meia-noite do domingo anterior. Se assim não for, é necessário uma desculpa legítima e convincente e apenas acompanhada de um atestado médico. </p>

<p>A ideia surgiu a Yifan Zhang e Geoff Oberhofer no meio das aulas de Economia Comportamental, em Harvard. "A economia comportamental mostra que aliar incentivos monetários a coisas concretas e fáceis de conseguir, como ir ao ginásio, é muito eficaz", afirma Yifan Zhang. "As pessoas não gostam de perder dinheiro e esta é uma das grandes motivações, mais ainda do que ganhar". E parece resultar, sem precisar de muito investimento. O dinheiro que cada um ganha advém dos colegas mais preguiçosos, que falharam a ida ao ginásio. </p>

<p>O valor exato é determinado pelo número de pessoas que não cumpriram o contrato dessa semana. Todos os domingos, Zhang calcula o que arrecadou a empresa e distribui pelas pessoas conforme o número de dias com que se comprometeram. O normal é cerca de 50 cêntimos por treino. Quanto mais pessoas aderirem, maior será a possibilidade de ganho. Os dois estudantes dizem que, até agora, a taxa de sucesso de manutenção de compromissos é de 90%, em relação às 1500 pessoas que já se registaram antes da estreia oficial do produto. </p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Cinema: Está aí o Festival de Cannes </title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/16/cinema_esta_ai_o_festival_de_cannes_.html" />
    <published>2012-05-16T12:30:21Z</published>
    <updated>2012-05-16T12:31:03Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31628</id>
    <summary type="text">A 65.ª edição do Festival de Cannes começa hoje, quarta-feira, levando àquela cidade francesa as grandes estrelas de cinema e a memória de Marylin Monroe. Entre realizadores e juristas são vários os portugueses e luso-descendentes que marcam presença no festival....</summary>
    <author>
      <name>Ana Catarina Medeiros</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A 65.ª edição do Festival de Cannes começa hoje, quarta-feira, levando àquela cidade francesa as grandes estrelas de cinema e a memória de Marylin Monroe. Entre realizadores e juristas são vários os portugueses e luso-descendentes que marcam presença no festival. </p>]]>
        <![CDATA[<p>Arranca hoje, quarta-feira, o <a href="http://www.festival-cannes.fr/pt.html">Festival de Cannes</a>, associando os seus 65 anos de história à comemoração dos 50 anos da morte de Marylin Monroe. A abertura vai ser dedicada à comédia com a exibição de <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/monrise.jpg" title="Moonrise Kingdom">"Moonrise Kingdom"</a>, de Wes Anderson, e com a participação de Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray e Frances McDormand. </p>

<p>A competir para a Palma de Ouro, prémio máximo deste festival que priveligia os filmes de autor, estão vários realizadores de renome como Michael Haneke, com o filme "Amour". No entanto, há já protestos, por parte de um grupo feminista, que reinvindica que a organização do festival foi sexista na seleção dos realizadores nomeados: queixam-se da inexistência de realizadoras na competição. Thierry Frémaux, da organização do festival, justificou a decisão pela diferença a que se assiste entre a realização masculina e feminina que se vê na produção internacional. </p>

<p>Uma das longas-metragens mais aguardadas do festival é "Cosmopolis", produzida por Paulo Branco, cuja estreia está marcada para 25 de maio, aquando, também, da atuação dos portugueses Dead Combo. Será, mais tarde, exibida a curta-metragem "Os vivos também choram", realizada pelo luso-descendente Basil da Cunha. Na semana da crítica, na cadeira de júri das curtas-metragens vai estar o realizador português João Pedro Rodrigues. </p>

<p>O festival encerra a 27 de maio, com a exibição do filme "Thérèse D.", do realizador Claude Miller. </p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Literatura: Contos dos Irmãos Grimm celebram bicentenário</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/16/literatura_contos_dos_irmaos_grimm_celebram_bicentenario.html" />
    <published>2012-05-16T11:51:26Z</published>
    <updated>2012-05-16T11:52:22Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31389</id>
    <summary type="text">A primeira publicação dos contos tradicionais dos Irmãos Grimm completa 200 anos. A recolha das histórias populares marcou gerações e, em Portugal, foi lançada uma nova edição de &quot;Contos da Infância e do Lar&quot;....</summary>
    <author>
      <name>Joana Domingues</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Cultura"/>
                    <category term="Destaques"/>
                    <category term="Mundo"/>
                    <category term="Sexto"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A primeira publicação dos contos tradicionais dos Irmãos Grimm completa 200 anos. A recolha das histórias populares marcou gerações e, em Portugal, foi lançada uma nova edição de "Contos da Infância e do Lar".</p>]]>
        <![CDATA[<p>Jacob e Wihelm Grimm eram os irmãos mais velhos de uma família de nove filhos e ficaram notabilizados pelo registo de vários contos tradicionais que, mais tarde, viriam a ser conhecidos por todo o mundo. <a href="http://www.grimms.de/index.php?id=15">Os Irmãos Grimm</a> deram um novo sentido à expressão "Era uma vez...". Nasceram no final do século XVIII, em Kassel, uma pequena vila situada na Alemanha. Durante pouco mais de uma década, os Grimm dedicaram-se à recolha dos contos tradicionais, popularizados oralmente.      </p>

<p>Inicialmente, quando os Grimm começaram a sua recolha de contos populares, não idealizaram que estes fossem para crianças. A obra de três volumes tinha como público alvo académicos e intelectuais daquele tempo. O objetivo dos dois irmãos era o de fazer uma recolha com critérios científicos dos contos populares alemães. Jacob e Wihelm Grimm tiveram conhecimento de grande parte dos contos através do seu círculo de amizades e de conhecimentos. Dortchen Wild, mulher de Wihelm, forneceu mais de doze histórias aos dois irmãos. </p>

<p>Maria Tereza Cortez, do departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, afirma que "grande parte dessas pessoas era constituída por homens e mulheres relativamente jovens, de um estrato social situado na burguesia".</p>

<p>Os "Contos da Infância e do Lar" estão traduzidos em mais de 160 línguas e dialetos. A primeira tradução foi feita na língua inglesa e abrangia não só um público alvo adulto, como também pretendia chegar às crianças. Era uma edição ilustrada e causou uma grande impacto na altura. </p>

<p>Maria Tereza Cortez diz que foi com essa primeira edição traduzida que "os contos dos Grimm começaram a ser selecionados e a surgir, também, em livros para as crianças". Para assinalar os 200 anos da publicação, a Temas e Debates lança a primeira versão integral dos "Contos da Infância e do Lar", em três volumes.</p>

<p>As suas publicações imortalizaram histórias como a "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/gata_borralheira.jpg" title="Gata Borralheira">Gata Borralheira</a>", "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/capuchinho_vermelho.jpg" title="Capuchinho Vermelho">Capuchinho Vermelho</a>", "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/bela_adormecida.jpg" title="Bela Adormecida">Bela Adormecida</a>" e "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/gato_botas.jpg" title="Gato das Botas">Gato das Botas</a>". Contudo, só passado mais de 100 anos da sua primeira publicação, em 1812, é que os contos dos Irmãos Grimm começam a ter a sua fama generalizada. </p>

<p>A docente da <a href="https://www.ua.pt/">Universidade de Aveiro</a>, acrescenta ainda que, "a partir do momento em que o Walt Disney se lembra de fazer os filmes de animação, os contos de Grimm ganham outros canais de difusão." "Branca de Neve", de 1937, foi a primeira adaptação da Disney para o cinema de um dos contos dos Grimm.  </p>

<p>Atualmente, os contos têm diversas variações, muitos deles foram modificados e recontados. Contudo, Maria Tereza Cortez garante que "os contos de Grimm continuam a ter um lugar de topo, é uma realidade, e isso significa que não envelheceram".</p>

<h3>Bicentenário em Portugal</h3> 

<p>Os 200 anos da publicação dos "Contos da Infância e do Lar" não passou em branco à <a href="http://www.uminho.pt/">Universidade de Minho</a>, que organizou uma exposição sobre o conto "Capuchinho Vermelho". "Capuchinhos de todas as cores e para todos" é uma exposição bibliográfica que conta com vários registos, escritos ou ilustrados, acerca deste conto dos irmãos Grimm.</p>

<p>Para marcar também esta data, a exposição itinerante "Os irmãos Grimm - Vida e obra" chegou este ano a Portugal. Organizada pelo <a href="http://www.grimms.de/index.php?id=56&site=Br%C3%BCder-Grimm Webseite%2FMuseum%2F">Museu dos Irmãos Grimm</a>, a exposição conta ainda com o apoio da Associação Portuguesa de Estudos Germanísticos, do Centro de Investigação em Estudos Germanísticos, da Embaixada da Alemanha, do Goethe-Institut, da Fundação Marion Ehrhardt e da Universidade de Aveiro. A partir de 1 de agosto e até 31 de outubro, a exposição vai passar pelo Instituto Goethe.</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>EUA: Casamento homossexual no &quot;epicentro&quot; da luta pela presidência</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/15/eua_casamento_homossexual_no_epicentro_da_luta_pela_presidencia.html" />
    <published>2012-05-15T18:52:46Z</published>
    <updated>2012-05-15T18:53:53Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31609</id>
    <summary type="text">Barack Obama é o primeiro presidente norte-americano a apoiar abertamente a legalização do casamento homossexual. Já Mitt Romney, adversário de Obama nas eleições, reforçou a sua oposição à união de pessoas do mesmo sexo....</summary>
    <author>
      <name>Diogo Hoffbauer</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Destaques"/>
                    <category term="Mundo"/>
                    <category term="Sexto"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Barack Obama é o primeiro presidente norte-americano a apoiar abertamente a legalização do casamento homossexual. Já Mitt Romney, adversário de Obama nas eleições, reforçou a sua oposição à união de pessoas do mesmo sexo.</p>]]>
        <![CDATA[<p>A legalização do casamento homossexual é o assunto do momento nos EUA. No passado dia 9, em entrevista à estação de televisão ABC, Barack Obama declarou o seu apoio ao casamento gay. As declarações do chefe de Estado americano surgem três dias depois do vice-presidente Joe Biden ter confessado, igualmente, o seu apoio à união entre homossexuais, e um dia depois do estado da Carolina do Norte a ter ilegalizado, por via de um referendo.</p>

<p>Aquando da sua primeira candidatura à Casa Branca, em 2008, Obama havia-se oposto ao casamento homossexual. Na entrevista à ABC, o líder norte-americano prontificou-se a admitir a "evolução" da sua opinião sobre o assunto. "Hesitei, a determinada altura, quanto ao casamento, em parte por pensar que as uniões civis seriam suficientes", adiantou Obama. "Fui sensível ao facto de, para muitas pessoas, a palavra casamento evocar tradições e crenças religiosas", diz. A posição agora assumida, adiantou o presidente norte-americano, resultou de conversas "com amigos, família e vizinhos", e também do exemplo de pessoas que trabalham com ele.</p>

<p>Esta tomada de posição, que Obama assumiu como "pessoal", surgiu um dia após a proibição do casamento de pessoas do mesmo sexo no estado da Carolina da Norte, algo que Obama classificou como "discriminatório contra os gays e lésbicas". A proibição dos casamentos gay estava já consagrada nas leis da Carolina do Norte, mas com este referendo tal fica previsto também a nível constitucional. </p>

<p>Apesar de só agora Barack Obama anunciar publicamente o seu apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo, o líder norte-americano foi sempre um defensor dos direitos dos homossexuais. Entre as iniciativas da sua administração neste sentido destaca-se a abolição da política militar conhecida como "Don't Ask, Don't Tell" e que obrigava os militares norte-americanos a manterem segredo sobre a sua orientação sexual, impedindo pessoas abertamente homossexuais de servir o exército norte-americano. Barack Obama relembrou também, na entrevista à ABC, que instruiu o Departamento de Justiça a anular todos os processos judiciais para a aplicação do "Defense of Marriage Act", uma legislação que fixa o casamento exclusivamente como uma união entre um homem e uma mulher.</p>

<p>A revista Newsweek desta semana traz uma capa que já está a causar polémica nos EUA, com uma foto de Barack Obama com uma auréola das cores do arco-íris, símbolo do movimento homossexual, com o título "O primeiro presidente gay". A publicação traz uma reportagem sobre o recente apoio do político à união de pessoas do mesmo sexo, assinada pelo jornalista Andrew Sullivan, homossexual assumido e que afirma que as motivações do anúncio foram meramente políticas e não de preocupação pela igualdade social.</p>

<p>Só este ano, foram aprovadas leis consagrando o casamento entre pessoas do mesmo sexo em três estados: Nova Jérsia, Maryland e Washington. Estes estados juntam-se, assim, a Nova Iorque, Massachussetts, Connecticut, Iowa, Vermont e New Hampshire (além de Washington D.C., não integrante de nenhum estado), onde o casamento dos casais homossexuais já tinha sido legalizado.</p>

<h3>Habilidade política ou tiro pela culatra?</h3>

<p>É díficil de prever as consequências políticas que estas declarações de Obama terão nas já aguardadas eleições presidenciais de novembro deste ano. Uma sondagem publicada pela Gallup, no dia da entrevista a Obama, revela que 50% dos americanos apoia o casamento gay, enquanto 48% se opõe. O instituto Pew Research Center revelou, também, dados que podem sugerir algum benefício político de Obama com esta tomada de posição. Segundo a sondagem divulgada, 47% dos eleitores dos chamados swing-states (os estados que oscilam no voto entre os dois maiores partidos) concordam com o casamento homossexual, contra 37% que se opõem.</p>

<p>O que tem sido apontada como benefício para Obama é a injeção de ânimo na sua base de militantes. "O apoio do presidente para a igualdade no casamento é uma grande notícia, que deve energizar os ativistas progressistas em todo o país", disse Justin Ruben, diretor-executivo da organização Move On, que faz campanha pelos direitos civis e pelo partido democrata.</p>

<p>O analista político do Washington Post, Chris Cillizza, afirma que "a comunidade LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transgénero] não apenas é uma grande parte da base democrata, como compreende algumas das pessoas mais politicamente ativas do partido". Além dessa parcela, Cillizza reforça que "não é segredo para ninguém que, para vencer, o presidente Obama precisa de um apoio muito consolidado entre as pessoas entre 18 e 29 anos de idade - o grupo que mais apoia o casamento gay".</p>

<p>Apesar da posição anunciada por Obama poder complicar as chances de vitória em estados historicamente mais conservadores, Amy Walter, analista de política da estação ABC, disse que "os eleitores que são fortemente contra o casamento gay - ou seja, que deixariam a opinião de um candidato sobre esse assunto determinar o seu voto - já não votariam pelo presidente de qualquer maneira".</p>

<p>Sejam quais forem as consequências, as declarações de Obama vêm acentuar ainda mais o contraste com o seu adversário republicano Mitt Romney que, ao longo da campanha, tem repetido a sua firme oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e que, no sábado, reforçou essa opinião num discurso na Virgínia. Uma polémica que veio apimentar o ponto de partida das campanhas presidenciais, com vista às eleições do próximo dia 6 de novembro.</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Grécia com novas legislativas por falta de acordo entre partidos</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/15/grecia_com_novas_legislativas_por_falta_de_acordo_entre_partidos.html" />
    <published>2012-05-15T15:59:11Z</published>
    <updated>2012-05-15T16:01:44Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31615</id>
    <summary type="text">Banco Central Europeu admite a saída da Grécia da zona euro</summary>
    <author>
      <name>Júlia Rocha</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O povo grego vai voltar às urnas depois do fracasso das conversações para a formação de novo governo.</p>]]>
        <![CDATA[<p>As negociações para a formação de um governo grego fracassaram. Um líder político grego anunciou o insucesso das conversações na manhã desta terça-feira em Atenas, empurrando as bolsas europeias para resultados negativos.  </p>

<p>Desta forma, a Grécia vai enfrentar mais umas eleições legislativas, depois dos resultados inconclusivos do escrutínio do passado dia 6 de maio. </p>

<p>Segunda-feira à noite, o chefe de Estado chegou mesmo a propôr um governo de tecnocratas. Esta proposta tinha como objetivo evitar novas eleições e a saída do país da zona euro, como foi <a href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/14/banco_central_europeu_admite_a_saida_da_grecia_da_zona_euro.html">admitido</a> segunda-feira pelo Banco Central Europeu. </p>

<p>Na reunião de hoje, participaram os cinco partidos com representação parlamentar, à exceção do Partido Comunista e do partido neonazi Aurora Dourada. <br />
</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Banco Central Europeu admite a saída da Grécia da zona euro</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/14/banco_central_europeu_admite_a_saida_da_grecia_da_zona_euro.html" />
    <published>2012-05-14T16:18:57Z</published>
    <updated>2012-05-14T16:19:16Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31599</id>
    <summary type="text">São vários os responsáveis pelos bancos centrais da Europa que admitem a eventual separação da Grécia da união económica. Apesar de a medida ter sido divulgada como &quot;contra&quot; os tratados europeus, o governador do BCE fala num &quot;divórcio amigável&quot;....</summary>
    <author>
      <name>Ana Catarina Medeiros</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>São vários os responsáveis pelos bancos centrais da Europa que admitem a eventual separação da Grécia da união económica. Apesar de a medida ter sido divulgada como "contra" os tratados europeus, o governador do BCE fala num "divórcio amigável". <br />
</p>]]>
        <![CDATA[<p>O Banco Central Europeu (<a href="http://www.ecb.int/ecb/html/index.pt.html">BCE</a>) admite, pela primeira vez, a separação da Grécia da união económica. Em declarações ao "<a href="http://www.ft.com/home/uk">Financial Times</a>", Luc Coene, o governador do BCE, admitiu que prevê um "um divórcio amigável, se for necessário". Apesar de assumir a possibilidade da saída da Grécia, Luc Coene lamenta se essa situação se verificar. Apesar do que tem vindo a ser dito por vários representantes do BCE nos últimos meses sobre a saída do euro representar uma grave rutura com os tratados europeus, são cada vez mais os líderes que se mostram a favor da decisão.  </p>

<p>Da mesma opinião é Paul Krugman. O Prémio Nobel da Economia escreveu, no seu <a href="http://krugman.blogs.nytimes.com/">blogue </a>no "The New York Times", que prevê a saída da Grécia já para "o próximo mês". Krugman explicou ainda que, como consequência, serão "retiradas avultadas de depósitos em bancos espanhóis e italianos". </p>

<p>Também Patrick Honohan, governador do Banco Central da Irlanda e membro do conselho de governadores do BCE, explicou este fim de semana que a saída da Grécia da União monetária "não é necessariamente fatal". Per Jansson, o vice-governador do Banco Central da Suécia acrescentou na sexta-feira, que os banqueiros europeus estão a discutir a eventual retirada da Grécia. </p>

<p>A saída da Grécia discute-se numa altura de instabilidade política no país. Depois das eleições realizadas, o presidente da república Carolos Papoulias, ainda não conseguiu constituir uma coligação. Se uma solução não for encontrada até quinta-feira, dia 17, serão marcadas novas eleições para junho. A situação política do país, aliada à eventual decisão da retirada da Grécia estão a gerar incertezas no mercado.    </p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Olimpíadas 2012: Neurocientista português vai ser Adido Olímpico em Londres</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/14/olimpiadas_2012_neurocientista_portugues_vai_ser_adido_olimpico_em_londres.html" />
    <published>2012-05-14T12:50:51Z</published>
    <updated>2012-05-15T11:33:28Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31473</id>
    <summary type="text">Olimpíadas 2012: Tocha olímpica passa pela mão de três portugueses


Olimpíadas 2012: Organização lança restrições quanto à utilização das redes sociais


Jogos Olímpicos 2012: Londres vence Paris</summary>
    <author>
      <name>Ana Almeida</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Aos 34 anos, Tiago Brandão Rodrigues vai ser o Adido Olímpico da Missão Portuguesa nos Jogos Olímpicos de Londres. A viver no estrangeiro há 13 anos, o neurocientista é investigador na Universidade de Cambridge.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Chama-se <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pessoas/tiagobrodrigues1.jpg" title="Tiago Brandão Rodrigues">Tiago Brandão Rodrigues</a>, é um jovem português e faz investigação científica na Universidade de Cambridge, no departamento de Bioquímica e no <a href="www.cancerresearchuk.org">Cancer Research UK</a>. Nasceu em Paredes de Coura e, além do Reino Unido, onde vive atualmente, também já passou por Braga, Coimbra, Madrid e Dallas. Já foi desportista (amador) e, mais recentemente, foi convidado para ser o Adido Olímpico da Missão Portuguesa nos Jogos Olímpicos de 2012.</p>

<p>À equipa da missão, chefiada por Mário Santos e por Nuno Delgado, juntou-se Tiago Brandão Rodrigues, de 34 anos, como Adido Olímpico. O jovem <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodigues1.mp3" title="explica">explica</a> que a sua tarefa é, "no tempo dos Jogos", estar com os atletas "na Aldeia Olímpica e criar as melhores condições possíveis" para dirigentes, treinadores e atletas. O objetivo é que esta "família olímpica" possa "sentir o espaço de forma relaxada e informal" e viver "os Jogos Olímpicos com a concentração e o dinamismo de que precisam". </p>

<p>Tiago <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodigues.mp3" title="conta">conta</a>, ao JPN, que é sempre criada, pelo Comité Olímpico, uma missão para desempenhar um papel diplomático, "encarregue de trazer os atletas e mantê-los durante o tempo de Olimpíada". Nesse seguimento, o Comité falou com a embaixada portuguesa em Londres, que referenciou "o nome de várias pessoas que, dentro da comunidade portuguesa no Reino Unido, têm alguma experiência organizativa". Entre esses nomes estava o de Tiago Brandão Rodrigues.</p>

<p>Após uma ronda de entrevistas, o jovem investigador foi o selecionado. Tiago afirma que aceitou o cargo "com honra e prazer" e que fazer parte desta equipa lhe dá "um gozo e uma satisfação que não são mensuráveis". Confessa, ainda, que "desde pequeno" vive "o momento olímpico de uma forma muito especial", dedicando, "religiosamente", a cada quatro anos, "uma parte substancial" do seu tempo ao Jogos Olímpicos, quer seja "dia, noite ou madrugada". </p>

<p>Até agora, ainda não foram desenvolvidas muitas atividades no âmbito da missão portuguesa. Ainda assim, Tiago conta que esteve presente "no 2.º encontro de atletas olímpicos em Rio Maior", onde teve oportunidade de conhecer alguns e "de começar a lidar com eles". Além disso, esteve "envolvido na receção e na visita a cerca de 25 jornalistas dos meios de comunicação portugueses creditados nos Jogos". Tiago acompanhou-os numa visita ao parque Olímpico e <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodigues2.mp3" title="diz">diz</a> estar "a tentar desenvolver uma relação saudável de comunicação e transparência".</p>

<p>Tiago Brandão Rodrigues <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodigues3.mp3" title="acredita">acredita</a> que os portugueses podem esperar dos seus atletas "uma participação" em que estes "vão dar, sem dúvida, o seu melhor". </p>

<h3>De Braga a Coimbra, de Madrid ao Texas</h3>

<p>Natural de Paredes de Coura, Tiago mudou-se para Braga para terminar o ensino secundário, onde colaborou num projeto de investigação, em parceria com a Universidade do Minho, e através do qual conheceu "algumas pessoas licenciadas em Bioquímica. "Era uma das áreas que tinha perspetivadas para estudar, mas quando temos 16 ou 17 anos é difícil tomar essas decisões e entender verdadeiramente o que elas implicam", conta.</p>

<p>Após quatro anos a estudar Bioquímica na Universidade de Coimbra, "surgiu a oportunidade de embarcar num projeto Erasmus" para fazer o estágio final de curso. <a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/pessoas/tiagobrodrigues2.jpg" title="Tiago">Tiago</a> <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues4.mp3" title="conta">conta</a> que rumou, então, para Madrid e, no Conselho Superior de Investigações Científicas, teve "a sorte" de ir para um "laboratório de ressonâncias magnéticas". Quando regressou, começou o doutoramento baseado nas investigações iniciadas na capital espanhola, particularmente sobre o <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues5.mp3" title="funcionamento">funcionamento</a> "do metabolismo cerebral". Embora tenha defendido a tese em Coimbra, "95% da investigação foi feita em Madrid", tendo estado, ainda, "em Dallas, no Texas", acrescenta.</p>

<p>Quando esta fase da sua vida se encerrou, Tiago considerou emigrar para o Reino Unido, Suíça ou Estados Unidos da América. A escolha recaiu sobre Cambridge, <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues6.mp3" title="explica">explica</a>, principalmente pela "credibilidade" que lhe dava o laboratório e a "ciência fascinante" que lá se pratica. O investigador <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues7.mp3" title="considera">considera</a> que, apesar de ter " muita tradição", a Universidade de Cambridge é, "ao mesmo tempo", muito moderna "na forma de fazer ciência".</p>

<p>Atualmente em cooperação com o departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, o neurocientista desenvolve metodologias para a deteção precoce de tumores. O objetivo é criar abordagens que permitam "detetar", prematuramente, "se os tumores estão presentes em determinado tecido" e "ver se um determinado tratamento está ou não a funcionar" passados "poucos dias depois do início" deste, <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues8.mp3" title="explica">explica</a>.</p>

<p>Já foram feitos estudos <i>in vitro</i> e em animais e, em breve, o laboratório vai começar, no Hospital Addenbrooke, em Cambridge, "um dos primeiros ensaios clínicos", assegura o português.</p>

<h3>Voltar a Portugal é uma hipótese em aberto</h3>

<p>Além de ser vogal do Conselho Fiscal da <a href="http://parsuk.pt/parsuk/pages/pt/inicio.php"> Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom</a> (Parsuk), Tiago Rodrigues também <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues9.mp3" title="integra">integra</a> a direção da Cambridge University Portuguese Speakers Society (Cuportss). O jovem confessa que, para conciliar tudo, é necessária, além de organização, "muita persistência, principalmente com perda de horas de sono". Por isso, precisa de "definir algumas prioridades" e, "infelizmente", roubar "tempo a alguns hobbies e a pequenos luxos" como, por exemplo, visitar mais vezes Portugal.</p>

<p>Fora do país natal desde 1999, Tiago considera que "ser emigrante não é algo fácil" mas, ainda assim, <a href="http://jpn.icicom.up.pt/audio/audio/tiagobrodrigues10.mp3" title="garante">garante</a> que tem vivido em lugares onde se tem "sentido bem, querido e  bastante realizado profissionalmente". Apesar disso, mesmo que não tenha procurado regressar a Portugal, o jovem nureocientista equaciona, "obviamente, a possibilidade de voltar, se assim estiverem reunidas as condições".</p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Erasmus: O melhor e o pior da mudança para outro país</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/11/erasmus_o_melhor_e_o_pior_da_mudanca_para_outro_pais.html" />
    <published>2012-05-11T10:11:39Z</published>
    <updated>2012-05-12T18:55:35Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31573</id>
    <summary type="text">Erasmus: Quando a cidade de intercâmbio se torna na primeira morada

Erasmus: ESN diz o primeiro &quot;Olá&quot; aos alunos estrangeiros

Infografia: Programa de mobilidade Erasmus celebra 25 anos

CTT comemoram 25 anos de Erasmus com coleção especial de selos
</summary>
    <author>
      <name>Joana Domingues</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>No ano em que o programa de mobilidade Erasmus celebra 25 anos, o JPN falou com alguns alunos da Universidade do Porto que participaram nesta experiência. De entre os melhores momentos destacam a vida noturna e a diversão. Já no topo dos piores está a adaptação a um novo país.</p>]]>
        <![CDATA[<p><object width="100%" height="400"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="movie" value="http://www.vuvox.com/collage_express/collage.swf?collageID=0577621548"/><embed src="http://www.vuvox.com/collage_express/collage.swf?collageID=0577621548" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="400"></embed></object></p>]]>
    </content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Tecnologia: Britânica tornou-se na primeira pessoa a completar uma maratona num fato biónico</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/05/10/tecnologia_britanica_tornouse_na_primeira_pessoa_a_completar_uma_maratona_num_fato_bionico.html" />
    <published>2012-05-10T16:32:55Z</published>
    <updated>2012-05-10T16:32:56Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.31578</id>
    <summary type="text">Claire Lomas, uma mulher britânica de 32 anos, correu 42 quilómetros com a ajuda de um fato biónico. O fato é composto por um exoesqueleto mecânico desenvolvido propositadamente para pessoas com problemas de paralisia física....</summary>
    <author>
      <name>Joana Domingues</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Ciência e Tec."/>
                    <category term="Mundo"/>
        
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Claire Lomas, uma mulher britânica de 32 anos, correu 42 quilómetros com a ajuda de um fato biónico. O fato é composto por um exoesqueleto mecânico desenvolvido propositadamente para pessoas com problemas de paralisia física. </p>]]>
        <![CDATA[<p>Claire Lomas tornou-se na primeira pessoa a correr uma maratona utilizando um fato biónico. A britânica de 32 anos completou a maratona 16 dias depois desta ter começado. </p>

<p>O exoesqueleto utilizado por Claire para percorrer a maratona é da <a href="http://rewalk.us/">Rewalk</a> e foi criado por Amit Goffer. De acordo com o "<a href="http://www.theverge.com/">The Verge</a>", Claire Lomas ficou paralisada da cintura para baixo após ter partido o pescoço, em 2007, enquanto andava de cavalo. </p>

<p>Em janeiro deste ano, foi-lhe emprestado pela Rewalk o fato biónico com a finalidade de percorrer a maratona de Londres. O objetivo era angariar dinheiro para o projeto "Spinal Resarch", que tem como finalidade pesquisar na área da paralisia causada por lesões nas costas e pescoço.</p>

<p>Os sensores do exoesqueleto, juntamente com o computador inserido no fato, detetam as mudanças no peso e no equilíbrio, o que faz com que se inicie os movimentos nos membros inferiores. Esses movimentos são realizados através de pequenos motores que se alimentam por uma bateria incluída numa mochila integrada no fato.   </p>

<p>Segundo o jornal britânico "<a href="http://www.telegraph.co.uk/sport/othersports/athletics/london-marathon/9252205/Paralysed-Claire-Lomas-completes-London-Marathon.html">The Telegraph</a>", Claire não apareceu nos resultados oficiais nem ficou qualificada para receber uma medalha, pois os participantes tinham de acabar a corrida no mesmo dia em que começam. </p>

<p>Contudo, foi recebida com aplausos pelas pessoas que se encontravam presentes, inclusive os participantes que voltaram ao local de chegada. A britânica recebeu, ainda, uma medalha, não pela competição, mas sim pelo seu feito.</p>]]>
    </content>
  </entry>

</feed>
