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  <title>JornalismoPortoNet - País</title>
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  <updated>2012-02-10T15:31:06Z</updated>
  <subtitle>JornalismoPortoNet (JPN) é o jornal digital da Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia da Universidade do Porto. JPN é um jornal multimédia de informação geral e actualização permanente, acompanhando a evolução das novas tecnologias de comunicação e pondo em prática as mais modernas técnicas de expressão jornalística na Internet.</subtitle>
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  <rights>Copyright (c) Licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria, Multimédia da Universidade do Porto, 2004-2005</rights>

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    <title>AR recebe petição pela alteração do Estatuto de Bolseiro de Investigação</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/02/10/ar_recebe_peticao_pela_alteracao_do_estatuto_de_bolseiro_de_investigacao.html" />
    <published>2012-02-10T15:30:06Z</published>
    <updated>2012-02-10T15:31:06Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30437</id>
    <summary type="text">A Associação de Bolseiros de Investigação Científica vai entregar uma petição pela Alteração do Estatuto do Bolseiro de Investigação à Assembleia da República na segunda-feira. A petição foi assinada por mais de cinco mil pessoas....</summary>
    <author>
      <name>Daniela Espírito Santo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A Associação de Bolseiros de Investigação Científica vai entregar uma petição pela Alteração do Estatuto do Bolseiro de Investigação à Assembleia da República na segunda-feira. A petição foi assinada por mais de cinco mil pessoas. </p>]]>
        <![CDATA[<p>A Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) vai entregar à Assembleia da República (AR), na próxima segunda-feira, as assinaturas que recolheu para a petição pela Alteração do Estatuto do Bolseiro de Investigação. </p>

<p>A <a href="http://www.peticaopublica.com/?pi=ABIC2011">petição</a>, iniciada nos últimos meses de 2011, conta com mais de cinco mil assinaturas. A entrega será feita em audiência com a vice-presidente da AR, Teresa Caeiro, pelas 12h00. </p>

<p>André Janeco, vice-presidente da ABIC, refere que a associação recolheu as quatro mil assinaturas necessárias ainda em 2011, mas que o processo de entrega foi mais demorado para garantir que todas as condições necessárias estavam presentes para "obrigar a AR a discutir este assunto". </p>

<p>Com esta medida, o grupo pretende que "a maioria das bolsas de investigação passem a contrato de trabalho" e uma "revisão do estatuto", para que as pessoas abrangidas tenham "mais condições". "Existem algumas questões flagrantes a resolver", garante André Janeco, que destaca a precariedade e a "degradação do poder de compra" dos bolseiros, bem como a necessidade de integração dos mesmos no "regime geral da Segurança Social". </p>

<p>No entanto, o vice-presidente da ABIC não esquece que tem "havido alguma abertura dos grupos parlamentares" para o tema, pelo que a entrega da petição vem reforçar a necessidade de "valorização do assunto", que "engloba milhares de pessoas" em Portugal. </p>]]>
    </content>
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    <title>SBSR: primeiros nomes avançados para a edição de 2012</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/02/06/sbsr_primeiros_nomes_avancados_para_a_edicao_de_2012.html" />
    <published>2012-02-06T11:53:48Z</published>
    <updated>2012-02-07T11:23:10Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30423</id>
    <summary type="text">The Horros, Little Dragon e Pete Doherty são, apenas, alguns dos primeiros nomes avançados para o Super Bock Super Rock. A 18ª. edição volta ao Meco para &quot;sol &amp; rock&apos;n&apos;roll&quot;....</summary>
    <author>
      <name>Pedro Andrade</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>The Horros, Little Dragon e Pete Doherty são, apenas, alguns dos primeiros nomes avançados para o Super Bock Super Rock. A 18ª. edição volta ao Meco para "sol & rock'n'roll".</p>]]>
        <![CDATA[<p>O <a href="http://www.superbocksuperrock.pt/sbsr/pt/18-sbsr-meco.aspx">Super Bock Super Rock</a> já confirmou as primeiras bandas para a edição de 2012. O SBSR regressa à Herdade do Cabeço da Flauta, junto à praia do Meco, em Sesimbra, nos dias 5, 6 e 7 de julho.</p>

<p>São 3 dias de "Meco, sol & rock'n'roll" que trazem a Portugal, pela primeira vez, os suecos Little Dragon, a 7 de julho. Já os Battles, Pete Doherty e Apparat sobem ao palco no primeiro dia do festival, a 5 de julho. Os The Horrors regressam a Portugal a 6 de julho, segundo dia do festival, para apresentarem no <a href="https://www.facebook.com/sbsr">SBSR</a> o último álbum "SKying".</p>

<p>Os bilhetes já estão à venda por 45 euros (um dia) e 80 euros (passe dos três dias).</p>]]>
    </content>
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    <title>Adolfo Luxúria Canibal: &quot;Ser irreverente em Portugal é muito fácil&quot;</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/23/adolfo_luxuria_canibal_ser_irreverente_em_portugal_e_muito_facil.html" />
    <published>2012-01-23T11:12:07Z</published>
    <updated>2012-02-05T21:25:44Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30387</id>
    <summary type="text">Advogado, músico, poeta: Adolfo Morais de Macedo para uns e Adolfo Luxúria Canibal para muitos outros. Em entrevista ao JPN, esta mítica figura da cultura portuguesa, perspicaz e sem meias palavras, fala do seu percurso de vida e da música...</summary>
    <author>
      <name>Ana Maria Henriques</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Advogado, músico, poeta: Adolfo Morais de Macedo para uns e Adolfo Luxúria Canibal para muitos outros. Em entrevista ao JPN, esta mítica figura da cultura portuguesa, perspicaz e sem meias palavras, fala do seu percurso de vida e da música portuguesa.</p>]]>
        <![CDATA[<h2>Porquê Luxúria Canibal?</h2>

<p>(Risos) No pós 25 de Abril, "Adolfo" era ainda muito associado a uma personagem da Segunda Guerra Mundial. Quando as pessoas me conheciam, imediatamente me associavam a essa personagem, de maneira que precisava de algo que, mantendo o nome, afastasse essa associação da cabeça das pessoas. Tinham de ser nomes suficientemente fortes para baralhar as pessoas. E, nesse sentido, o Luxúria e o Canibal funcionaram na perfeição. As pessoas ficavam de tal maneira baralhadas com o nome que nunca mais pensavam no Hitler.</p>

<h2>Há algo que distinga o Adolfo Luxúria Canibal do Adolfo Morais Macedo?</h2>

<p>Uma coisa muito simples: as palavras com que se escrevem os nomes. É evidente que o contexto em que os nomes surgem e são empregues variam. Utilizo o nome civil no meu trabalho profissional e utilizo o nome inventado no meu trabalho artístico. </p>

<h2>É difícil conciliar o Direito com a Música? Nunca pensaste em abdicar de um em detrimento do outro?</h2>

<div class="textbox"><h2>Guimarães 2012</h2>ADF: "Lançámos o <a href="http://projectokrisis.blogspot.com/">projeto Krisis</a>, onde trabalhamos com grupos distintos: pessoas com rendimento de inserção, bairros sociais tidos como problemáticos, escolas, idosos, imigrantes, associações. Queremos, com estas pessoas, preparar um espectáculo, com grande preponderância musical, mas de alguma forma multidisciplinar, para apresentar no encerramento da Capital Europeia da Cultura. É um projeto em que as pessoas se questionam sobre os seus próprios problemas e no qual esse questionamento é, depois, sublimado num trabalho artístico".</div>

<p>Difícil não é. A música é um <i>hobby</i>, é festa nas horas vagas. Nunca pensei abdicar de uma em função da outra porque nunca quis pensar na Música como uma profissão. Sempre quis pensar na música como uma paixão à qual eu me possa entregar sem estar a fazer cálculos. Tenho a minha base de sustentação financeira na minha profissão, que por acaso é ligada ao Direito, mas podia ser ligada a outra coisa qualquer. </p>

<h2>Quando foste estudar Direito para Lisboa, estavas à espera de encontrar um outro mundo?</h2>

<p>Quando fui para Lisboa, pensava que a Universidade seria um outro mundo, um mundo de pessoas mais velhas e cosmopolitas, onde houvesse ideias. Quando ingressei na Faculdade de Direito tive uma grande decepção porque não encontrei essas pessoas. Encontrei pessoas sem ideias, laboriosamente estudantes que decoravam as doutrinas que lhes punham à frente. </p>

<h2>Foi durante a década de 80 que a música começou realmente a fazer parte da tua vida. Tiveste alguns projectos, mas como é que nasceram os Mão Morta?</h2>

<p>Os Mão Morta nasceram depois de um dos fundadores, o Joaquim Pinto, ter regressado de uma estadia de um mês em Berlim, com alguns contactos de bares onde poderíamos tocar e com a ideia na cabeça que tinha cara de baixista. É evidente que a história foi outra e ainda hoje estamos à espera de tocar em Berlim (Risos).</p>

<h2>Como é que, depois de todos estes anos, se mantém toda esta irreverência?</h2>

<p>Ser irreverente em Portugal é muito fácil; basta fazer coisas sem pensar se se vai ferir sensibilidades. Nós fazemos as coisas porque sentimos necessidade de as fazer, independentemente das consequências. E isso, em Portugal, pode facilmente ser pensado como irreverência.</p>

<h2>O que é que queres dizer às pessoas quando cantas quase falando? Há alguma mensagem que tu ou os Mão Morta queiram transmitir?</h2>

<p>A questão de utilizar uma voz mais próxima da <i>spoken word</i> tem a ver com as aptidões próprias para utilizar a voz. Uma pessoa, quando não tem aptidões para fazer como os outros, tenta sublinhar e explorar os pontos positivos da sua própria voz. É o que eu faço. Em termos de transmissão, não temos nada a transmitir porque não é esse o nosso papel. Gostamos de pensar que fazemos obras de arte e, na nossa perspetiva, uma obra de arte não tem mensagem. </p>

<h2>Tens andado atento à emergência de novos artistas?</h2>

<p>Não ando particularmente atento, mas também não ando com as antenas completamente em baixo. Mas prefiro deixar que a poeira assente para descobrir se as coisas têm, efetivamente, substância ou se não passou tudo de um mero <i>hype</i>.</p>

<h2>O que é que um artista deve ter para que o consideres como tal?</h2>

<p>É difícil porque há muitas formas de gostar de um artista. Mas é necessário que a sua obra, de alguma forma, me diga algo e me questione. Mas um questionamento que me dê a liberdade de encontrar respostas. É que não me agradam questionamentos que dêem respostas.</p>

<h2>Existe alguma coisa que não tenhas feito e gostasses de fazer?</h2>

<p>(Risos) Essa é uma pergunta interessante porque é uma pergunta que eu às vezes me faço e chego sempre à mesma conclusão. Eu nunca quis fazer nada. O que eu mais gosto de fazer é preguiçar. As coisas acabam por surgir por necessidade ou por interferência de terceiros. Não tenho rigorosamente nada feito que algum dia pensasse que gostaria de ter feito.</p>]]>
    </content>
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    <title>Guimarães 2012: &quot;Uma cidade portuguesa, europeia e mundial&quot;</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/22/guimaraes_2012_uma_cidade_portuguesa_europeia_e_mundial.html" />
    <published>2012-01-22T15:20:52Z</published>
    <updated>2012-01-25T12:44:29Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30386</id>
    <summary type="text">Guimarães 2012: &quot;vamos honrar a Europa e o país</summary>
    <author>
      <name>Pedro Andrade</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Já começou a Capital Europeia da Cultura. Ao longo de um ano Guimarães é o palco para o encontro entre criadores e criações. Um programa mulltidisciplinar que se assume no panorama nacional e internacional.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Música, cor e luz. Foram os ingredientes principais que fizeram vibrar Guimarães no primeiro dia da Capital Europeia da Cultura. Durante 2012 a cidade vimaranense vai ser o palco de encontro entre criadores e criações. A cerimónia de abertura aconteceu ontem, sábado, e contou com a presença de várias personalidades da política nacional.</p>

<p>Com um  palco em forma de coração, idêntico ao logo oficial do evento, o pavilhão Multiusos pareceu pequeno para acolher todas as pessoas que não quiseram perder o espetáculo inaugural da <a href="www.guimaraes2012.pt">Guimarães 2012: Capital Europeia da Cultura</a> (CEC). João Serra, presidente da Fundação Cidade de Guimarães, fez questão de lembrar que  "sem criatividade não há nada que se afirme" e, por isso mesmo, ao longo deste ano a cidade que viu nascer a nação portuguesa vai promover a diversidade cultural.</p>

<p>António Guimarães, presidente da Câmara municipal vimaranense, garante que tudo vai ser feito "para estarmos à altura do desafio que nos foi colocado pela União Europeia". Já o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho lembra que "o Homem é um ser de cultura" e que "Guimarães  tem uma excelente oportunidade de se afirmar como um pólo produtor de talentos".</p>

<h3>Guimarães 2012: "estão aqui as nossas raízes"
</h3>

<p>Já o presidente da República Aníbal Cavaco Silva não deixou de lembrar que "a nossa nação" começou em Guimarães e que a cidade "tem tudo para garantir a projeção da sua cultura e da sua região". Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, também marcou presença na cerimónia inaugural da CEC e garantiu que "sem cultura a Europa não faz sentido". O antigo primeiro-ministro português concordou com Aníbal Cavaco Silva e reforçou a ideia de que "as cidades europeias da cultura servem para apoiar o desenvolvimento económico e social das regiões que concretizam este tipo de projetos".</p>

<p>A cerimónia de abertura da CEC contou com as participações do grupo vocal Outra Voz, da Fundação Orquestra Estúdio, do Grupo de Caixas e Bombos Nicolinos, bem como de Cristina Branco, Rão Kyao, Chico César, Ritinha Lobo e os Danças Oculta. </p>

<p>Sob o mote "Os nossos afetos", o espetáculo idealizado pelo músico Manuel d'Oliveira propôs "a percorrer as memórias afetivas de Guimarães". Um espetáculo multimédia com muita música e cor que terminou com toda a plateia em pé a aplaudir as centenas de participantes que subiram ao palco ao longo de cerca de uma hora.</p>

<h3>Praça do Toural, o "ponto de partida"</h3>

<p>Mas a festa continuou noite fora. A partir das 22h00 a Praça do Toural, bem no centro histórico da cidade, pareceu pequena para acolher todos os visitantes que rumaram a Guimarães. O espetáculo intitulado de "Tempo de Encontros" serviu para refletir sobre "a identidade, a memória e o futuro" de Guimarães.Um projeto coordenado pelo Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) e pela companhia catalã La Fura dels Baus.</p>

<p>Ao longo de um ano, a CEC promove o intercâmbio cultural e a partilha de experiências e ideias para o futuro. Um evento da cidade para o mundo onde as pessoas nunca são esquecidas. Sob o mote "<a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/cultura/fazesparte_dr.JPG" title="tu fazes parte">tu fazes parte</a>", Guimarães, em 2012, nas palavras de João Serra, é "uma cidade portugesa, europeia e mundial":</p>]]>
    </content>
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    <title>Universidade de Coimbra candidata a Património Mundial da Humanidade</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/20/universidade_de_coimbra_candidata_a_patrimonio_mundial_da_humanidade.html" />
    <published>2012-01-20T17:25:14Z</published>
    <updated>2012-01-20T17:28:20Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30383</id>
    <summary type="text">Fado é considerado Património da Humanidade</summary>
    <author>
      <name>Pedro Andrade</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O documento foi assinado pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e inclui, além da Universidade de Coimbra, a Alta e a rua da Sofia. A decisão da UNESCO deverá ser conhecida no final de 2013.</p>]]>
        <![CDATA[<p>A Universidade de Coimbra apresentou hoje, sexta-feira, a candidatura a Património Mundial da UNESCO.</p>

<p>O documento foi assinado, esta manhã, pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. O dossiê, com mais de duas mil páginas, vai ser entregue na sede da UNESCO, em Paris, até ao dia um de fevereiro. Além do edifício da Universidade de Coimbra, também a Alta e a rua da Sofia fazem parte da candidatura.</p>

<p>Antes da cerimónia, o secretário de Estado da Cultura visitou os espaços emblemáticos da zona candidata a Património Mundial da Humanidade, nomeadamente o Paço das Escolas, a Capela de S. Miguel e a Biblioteca Joanina. A decisão da UNESCO deverá ser conhecida até ao final de 2013.</p>]]>
    </content>
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    <title>Desemprego aumentou na região norte em 2011</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/19/desemprego_aumentou_na_regiao_norte_em_2011.html" />
    <published>2012-01-19T17:05:01Z</published>
    <updated>2012-01-20T18:15:38Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30379</id>
    <summary type="text">IEFP revela queda do desemprego e da oferta de emprego</summary>
    <author>
      <name>Daniela Espírito Santo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O Instituto de Emprego e Formação Profissional já confirmou o aumento do desemprego na região norte, em 2011. O Porto é o distrito com mais desemprego do país. </p>]]>
        <![CDATA[<p>O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) disponibilizou os últimos dados de desemprego de 2011. Os dados não são animadores para a região Norte, onde o desemprego aumentou. Segundo os dados oficiais, houve um crescimento generalizado do desemprego nos 18 concelhos do distrito do Porto em relação ao mês anterior. </p>

<p>O Porto é, dizem os dados, o distrito com mais desemprego em relação ao resto do país: 14,4% de registos no IEFP, com um valor real "superior a 20%". O país apresenta uma taxa de 10,8% de desemprego. </p>

<p>No entanto, e segundo dados da Transitar, especialista em transição de carreiras, em declarações ao JN, os desempregado da zona norte tiveram mais facilidade em conseguir recolocação do que os seus colegas do sul. Igualmente, o tempo de recolocação dos profissionais em situação de desemprego foi mais curto. <br />
 <br />
Isto explica-se, diz a empresa, com a existência de indústria exportadora na região, área essa que tem sido "menos castigada pela crise". </p>]]>
    </content>
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    <title>Cultura: Concurso de cartoon põe à prova universitários</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/18/cultura_concurso_de_cartoon_poe_a_prova_universitarios.html" />
    <published>2012-01-18T13:02:13Z</published>
    <updated>2012-01-19T11:34:34Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30378</id>
    <summary type="text">Cartoon: O desenho como veículo de opinião e informação
</summary>
    <author>
      <name>Ana Maria Henriques</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>O humor dos universitários portugueses, brasileiros e dos demais países de idioma português é desafiado pelo Museu Nacional de Imprensa e INTERCOM. Só é precisa criatividade para participar no concurso</p>]]>
        <![CDATA[<p>A iniciativa já arrancou em 2011, mas ainda há tempo para enviar candidaturas para o "Concurso Luso-Brasileiro de Cartum Universitário". Até 30 de abril, o Museu Nacional de Imprensa e a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - INTERCOM esperam receber provas do humor dos universitários de língua portuguesa.</p>

<p>A segunda edição do <a href="http://museudaimprensa.pt/?go=noticias#2conclusobras">concurso</a> tem como objetivo "fortalecer as relações universitárias entre Brasil, Portugal e demais países de idioma português, através da linguagem universal do humor", com enfoque no uso das tecnologias multimédia, designadamente a Internet.</p>

<p>O <a href="http://museudaimprensa.pt/images/regulamento_2conc_lusobras_de_cartoon_univ.pdf">regulamento</a> dita que podem concorrer estudantes de licenciatura e pós-graduação inscritos em qualquer instituição de ensino superior de qualquer país de expressão portuguesa. <i>Cartoon</i>, <i>charge</i>, caricatura e banda desenhada são as categorias a concurso. Cada concorrente pode candidatar um máximo de três trabalhos por categoria.</p>

<p>Todos os desenhos devem ser "obrigatoriamente enviados em suporte digital" para o Museu Nacional de Imprensa (mni@museudaimprensa.pt) e para a INTERCOM (intercom@usp.pt). A entrega dos prémios será feita numa cerimónia pública a acontecer durante o Congresso Internacional da INTERCOM. Os trabalhos selecionados vão, ainda, integrar uma exposição a realizar no Museu Nacional de Imprensa, no Porto.</p>]]>
    </content>
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    <title>Braga 2012: A capital de todos os jovens</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/15/braga_2012_a_capital_de_todos_os_jovens.html" />
    <published>2012-01-15T16:05:45Z</published>
    <updated>2012-01-17T17:58:39Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30370</id>
    <summary type="text">A Capital Europeia da Juventude já &quot;mexe&quot;. A cerimónia de abertura contou com mais de 40 espetáculos que encheram as ruas do centro histórico de Braga. Um evento feito para &quot;dotar os jovens com as ferramentas para o futuro&quot;....</summary>
    <author>
      <name>Pedro Andrade</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A Capital Europeia da Juventude já "mexe". A cerimónia de abertura contou com mais de 40 espetáculos que encheram as ruas do centro histórico de Braga. Um evento feito para "dotar os jovens com as ferramentas para o futuro".</p>]]>
        <![CDATA[<p>"Uma Capital de Todos para Todos". É o lema de Braga durante este ano. A Capital Europeia da Juventude (CEJ) arrancou ontem, sábado, com atividades para todos os gostos:mais de 40 espetáculos de música, dança e teatro que animaram o centro histórico bracarense ao longo de todo o dia.</p>

<p>É a primeira vez que uma cidade portuguesa é Capital Europeia da Cultura e, para Hugo Pires, presidente da Fundação Bracara Augusta, esta é a altura ideal para apostar na empregabilidade. "Vivemos momentos muito difíceis,  principalmente para os jovens que têm poucas perspetivas de futuro", acrescenta. Hugo Pires garante ainda que é preciso disponibilizar "mais ferramentas para que os jovens enfrentem o mercado de trabalho. E isso faz-se qualificando-os, dando-lhes formação".</p>

<p>Ao longo do dia, várias escolas e associações animaram vários espaços concentrados no centro histórico de Braga. Atividades que se prolongam ao longo do ano com "muitas ações ligadas ao empreendorismo e à inovação", diz Hugo Pires.</p>

<p>Uma Capital Europeia da Juventude que está a 11 quilómetros de distância da Capital Europeia da Cultura. Para o presidente da Fundação Bracara Augusta é "uma oportunidade única" que serve para "a região mostrar o que sabe fazer".</p>

<h3>Braga 2012: promoção cívica dos jovens</h3>

<p>Estão programadas mais de 14 mil horas de animação que pretendem "dotar os jovens de ferramentos para o futuro", diz Hugo Pires. O presidente da Fundação Bracara Augusta realça o "Encaixa-te", um programa "para que os jovens se instalem no centro histórico". Um projeto da Câmara Municipal de Braga em parceria com os proprietários dos edifícios do centro histórico da cidade. O conceito é o seguinte: "as 10 melhores ideias vão ser 'encaixadas' em espaços devolutos do centro histórico. Durante 6 meses não vai ser cobrada renda e, depois dos 6 meses e se o negócio prosperar e os jovens quiserem ficar, o espaço é alugado durante mais um ano com o valor da renda acordado com o proprietário".</p>

<p>O espetáculo oficial da cerimónio de abertura começou depois das 18h00 e contou com a atuação dos  Drumatical Theatre no coração da cidade, no Largo do Pópulo. Um evento feito pelos jovens e para os jovens. A "Capital de Todos para Todos" onde as palavras de ordem para 2012 são "empregabilidade", "inovação" e "empreendorismo".</p>]]>
    </content>
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    <title>Clubes de vídeo: Uma &quot;raça&quot; em vias de extinção</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/13/clubes_de_video_uma_raca_em_vias_de_extincao.html" />
    <published>2012-01-13T10:50:29Z</published>
    <updated>2012-01-17T17:59:04Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30353</id>
    <summary type="text">Os clubes de vídeo parecem estar cada vez mais perto do fim. Para os proprietários, a pirataria, as operadoras de televisão e a pouca atuação dos órgãos responsáveis pela legislação são os principais culpados....</summary>
    <author>
      <name>José Pedro Ribeiro</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
                        <category term="Cultura"/>
                    <category term="Destaques"/>
                    <category term="Economia"/>
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    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Os clubes de vídeo parecem estar cada vez mais perto do fim. Para os proprietários, a pirataria, as operadoras de televisão e a pouca atuação dos órgãos responsáveis pela legislação são os principais culpados.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Nos dias de hoje, os clubes de vídeo não passam de uma réstia daquilo que eram nos anos 80 e 90. Segundo a <a href="http://fevip.org/pt">Federação Portuguesa de Editores de Videogramas</a>, em 2010 existiam 300 videoclubes em Portugal, menos 83% do que em 2005.</p>

<div class="textbox"><h2>Cadeias de aluguer não fogem à regra</h2>Ainda no ano passado a <a href="http://www.blockbuster.com/">Blockbuster</a>, a maior cadeia de aluguer de filmes do mundo, fechou as portas das 17 lojas que detinha em Portugal devido aos sucessivos decréscimos na faturação.</div>

<p>Para os clubes de vídeo que ainda resistem, a palavra de ordem é "adaptação". Na Senhora da Hora, em Matosinhos, o videoclube "Universo 2" é, também, uma papelaria. Eduardo Matos começou com o negócio do aluguer de vídeos em 1987 e chegou a ter dois estabelecimentos. Em 2009 as dificuldades económicas levaram o comerciante a adaptar o negócio: a solução passou pela abertura de uma papelaria. </p>

<p>Mais de duas décadas depois de entrar no mundo dos clubes de vídeo, na loja restam, apenas, algumas estantes com DVD's que ainda aluga para "meia dúzia de clientes ao fim-de-semana". Eduardo Santos garante que agora se dedica, sobretudo, à venda de jornais e revistas.  "Tivemos que colmatar a situação com outro tipo de negócio", acrescenta.</p>

<p>Para o comerciante, a principal "culpada" da crise dos clubes de vídeo é a pirataria. O facto de ser possível, em poucos minutos e de forma gratuita, conseguir um filme na Internet tornou difícil a sobrevivência do negócio. A isso alia-se a disponibilização de milhares de títulos pelas  operadoras de televisão, títulos esses que podem ser alugados em casa através do serviço de <a href="http://www.tecmundo.com.br/2602-video-on-demand.htm">"video on demand".</a></p>

<p>Ainda assim, o comerciante diz que as editoras e a Secretaria da Cultura portuguesa também têm culpa pelo fim do negócio de aluguer de vídeos. Eduardo Santos considera que as entidades responsáveis deviam "pressionar as operadoras para impedir o download ilegal", como "fizeram na França, na Suécia e noutros países da Europa."</p>

<p>Com o negócio estagnado, Eduardo Santos admite que quase já não compra novos filmes e garante que não acredita numa solução para o este ramo. "Todos os meus colegas de negócio que conheço já fecharam as portas. Mais tarde ou mais cedo vão acabar (os clubes de vídeo)", desabafa.</p>]]>
    </content>
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    <title>Educação: Ministério abre nova fase de candidaturas a bolsas de estudo</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/06/educacao_ministerio_abre_nova_fase_de_candidaturas_a_bolsas_de_estudo.html" />
    <published>2012-01-06T17:45:13Z</published>
    <updated>2012-01-13T15:46:20Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30355</id>
    <summary type="text">A nova fase, para os alunos que ingressaram pela primeira vez (ano letivo 2011/2012) no Ensino Superior, decorre entre 16 e 31 de janeiro 2012. O Ministério promete &quot;uma análise mais rápida das candidaturas&quot;....</summary>
    <author>
      <name>Pedro Andrade</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A nova fase, para os alunos que ingressaram pela primeira vez (ano letivo 2011/2012) no Ensino Superior, decorre entre 16 e 31 de janeiro 2012. O Ministério promete "uma análise mais rápida das candidaturas".</p>]]>
        <![CDATA[<p>Os estudantes que entraram, este ano letivo, pela primeira vez no ensino superior vão ter uma nova fase de candidaturas às bolsas de estudo. A informação foi avançada hoje, sexta-feira, pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).</p>

<p>Em comunicado, o MEC garante que "as candidaturas apresentadas que ainda não foram objeto de decisão final continuam em análise pelos Serviços de Ação Social das Instituições de Ensino Superior". Na mesma nota informativa enviada às redações é assegurada a necessidade de uma "análise mais rápida das candidaturas, tendo em vista evitar os atrasos que sistematicamente se verificam neste processo".</p>

<p>Ao JPN, Luís Rebelo, presidente da Federação Académica do Porto (FAP), diz que este é "o resultado de uma plataforma de discussão que se gerou em torno do problema". "Uma decisão que vem tarde. Mas antes tarde do que nunca", acrescenta. Eduardo Melo, presidente da Associação Académica de Coimbra, também vê "com bons olhos" a abertura do novo prazo de candidaturas às bolsas de estudo. Ainda assim lamenta a "morosidade com que foi aberto este processo".</p>

<p>Luís Rebelo garante que "é um desafio para, em altura de exames, os Serviços de de Ação Social e os movimentos associativos informarem os alunos". Eduardo Melo partilha da mesma opinião e acrescenta que "a melhor altura teria sido no início do ano letivo", até porque em altura de exames, "os alunos com mais dificuldades económicas, acabam por abandonar a universidade".</p>

<p>O MEC diz ainda que "a progressiva automatização do processo e o aumento da celeridade no carregamento dos dados do aproveitamento escolar por parte das instituições de Ensino Superior" vão ser algumas das medidas tomadas nesta fase de candidaturas. Eduardo Melo diz que o mais importante é "reformular a forma de atuação dos serviços da Direção Geral do Ensino Superior".</p>

<p>O novo prazo de candidaturas vai decorrer de 16 a 31 de janeiro de 2012. Todos os pedidos devem ser feitos exclusivamente na plataforma electrónica da <a href="http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Bolsas">Direcção-Geral do Ensino Superior</a>.</p>]]>
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    <title>Capital Europeia quer mais jovens no centro histórico </title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/06/capital_europeia_quer_mais_jovens_no_centro_historico_.html" />
    <published>2012-01-06T17:09:38Z</published>
    <updated>2012-01-09T17:32:17Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30354</id>
    <summary type="text">Fixar jovens na zona histórica e dar-lhes ferramentas para singrar no mercado de trabalho são dois objectivos da organização da Braga 2012. Empreendedorismo parece ser a palavra de ordem....</summary>
    <author>
      <name>Daniela Espírito Santo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Fixar jovens na zona histórica e dar-lhes ferramentas para singrar no mercado de trabalho são dois objectivos da organização da Braga 2012. Empreendedorismo parece ser a palavra de ordem. </p>]]>
        <![CDATA[<p>Pode parecer contraditório, mas o coração da Capital Europeia da Juventude 2012 precisa de jovens. Braga não é uma cidade envelhecida - quase metade dos seus 181.474 residentes tem menos de 35 anos -, mas um turista que erre pelo centro achará que esta zona histórica não é para jovens. Trata-se de uma realidade urbana que os organizadores da Braga 2012 pretendem agora reverter.</p>

<p>"O facto de o campus de Gualtar [da Universidade do Minho] estar afastado do centro histórico faz com que haja uma distância psicológica. Nós queremos quebrar essa barreira - não é fácil, mas quebrá-la é um dos nossos objectivos", afirma ao P3 Hugo Pires, vereador do Urbanismo da Câmara de Braga e presidente da Fundação Bracara Augusta. Esta entidade é a responsável pela organização da Capital Europeia da Juventude Braga 2012.</p>

<h3>"Encaixa-te": seis meses de renda à borla</h3>

<p>Fixar jovens na zona histórica é o objectivo da iniciativa "Encaixa-te", que consiste em pôr a autarquia como intermediária entre os jovens empreendedores e os proprietários de lojas no centro. Os futuros inquilinos serão seleccionados num concurso no qual um júri composto por representantes da Universidade do Minho vai eleger as dez melhores ideias de negócio.</p>

<p>O conceito do "Encaixa-te" é o seguinte: os senhorios comprometem-se a arrendar a custo zero espaços comerciais aos jovens, que, por sua vez, têm meio ano para perceber se o negócio é ou não viável. Se o projecto tiver pernas para andar, os inquilinos assinam então um contrato de arrendamento de, pelo menos, um ano. Se não, o imóvel é devolvido ao proprietário ao fim dos seis meses de experiência. O valor da renda é acordado previamente.</p>

<h3>Empreendorismo é palavra recorrente</h3>

<p>Basta uma análise rápida ao discurso da organização da Braga 2012 para perceber que empreendedorismo e mercado de trabalho são palavras de eleição. Talvez seja uma forma de vincar a identidade de uma Capital Europeia da Juventude que decorre em Braga no mesmo ano em que a cidade ao lado, Guimarães, é Capital Europeia da Cultura. Hugo Pires garante que a relação entre as duas organizações é "sã e amigável".</p>

<p>Há um esforço político para mostrar que os dois eventos não são comparáveis porque, de facto, têm propósitos, grandezas e orçamentos diferentes. Apesar da ênfase na formação e na empregablidade dos jovens, a <a href="http://p3.publico.pt/node/1899">programação Braga 2012 também aposta em eventos culturais</a>. A combinação dessas duas vertentes preside à lógica do equipamento âncora do evento, o GeNeRation, que vai ser um espaço de criação artística, "co-working" e de indústrias criativas.</p>

<p>A ideia de que não falta empreendedorismo jovem em Braga já não admira quase ninguém, sobretudo depois de a participação de Miguel Gonçalves (co-responsável pelo <a href="http://p3.publico.pt/actualidade/economia/1756/vou-ser-entrevistado-em-video-e-levo-comigo-um-cv-de-graficos">So You Think You Can Pitch</a>) no Prós & Contras, em 2011, ter tornado num fenómeno viral nas redes sociais. Há vários casos, de facto. Temos por exemplo tanto o Nuno Freitas como Helena Gomes, que criaram diferentes negócios na cidade há cerca e meio ano. Ambos esperam que a Capital Europeia da Juventude dinamize a economia local.</p>

<h3>Entre os gelados e a animação 3D</h3>

<p>Nuno Freitas criou, juntamente com a mulher, Nádia, a marca de gelados artesanais e "cupcakes" Spirito. O investimento foi de 200 mil euros. Na loja aberta em Agosto de 2011 no Largo de S. João de Souto, no centro histórico, cubas contendo sabores inusitados - ao todo há 120 tipos diferentes, do Moscatel ao Cerelac - esgotam "muito rapidamente". </p>

<p>"Tenho aqui muitos amigos empreendedores, mas é claro que há sempre gente que é obrigada a emigrar. Neste momento, há muitas empresas a crescer cá", sublinha. Nuno Freitas, que também é proprietário da empresa multimédia e de efeitos visuais 3D <a href="http://www.sketchpixel.com/index_pt.html">Sketchpixel</a>, ofereceu gratuitamente à Capital Europeia da Juventude uma aplicação para iPhone que permite combinar geo-localização com informação sobre a programação Braga 2012.</p>

<p>Além do tecido empresarial emergente, também é reconhecida em Braga a produção de conhecimento em diversas áreas. O Laboratório Ibérico Intermacional de Nanotecnologia, criado em 2009, é apenas um exemplo de uma excelência científica que atrai jovens e dinamiza a economia.</p>

<h3>Pop, o primeiro hostel de Braga</h3>

<p>A veterinária Helena, de 32 anos, adora o espírito <a href="http://p3.publico.pt/actualidade/economia/562/couchsurfingorg-deixa-de-ser-organiza%C3%A7%C3%A3o-sem-fins-lucrativos">CouchSurfing</a> e, por isso, alimentava o sonho de um dia abrir um hostel onde os hóspedes pudessem ser recebidos como amigos de amigos. Quando o Fórum Europeu da Juventude escolheu Braga entre nove candidatas para ser a Capital da Juventude, Helena pecebeu que tinha ali o pretexto que faltava para abraçar de vez o projecto. Assim nasceu o <a href="http://bragapophostel.blogspot.com/">Braga Pop Hostel</a> no terceiro andar de um edifício da Rua do Carmo.</p>

<p>Helena vê Braga como "uma cidade jovem em fase de transição". Enquanto o país inteiro insiste em pensar em Braga como um lugar conservador, abafado pelo peso de dois mil anos de História, e onde o turismo é essencialmente religioso, a criadora do primeiro hostel bracarense acredita que a cidade está num processo gradual de metamorfose.</p>

<p>"Braga tem hoje uma atmosfera mais jovem do que há cinco anos. Se pode ser mais jovem? Claro que sim", diz a veterinária ao P3. E o que é que falta? Falta uma "boa rede de transporte entre o centro e a universidade, sobretudo à noite". Para Helena, "isto revolucionaria a cidade", uma vez que atrairia os cerca de 16 mil estudantes que frequentam a Universidade do Minho.</p>

<p>Opinião semelhante tem Luís Fernandes, guitarrista dos peixe:avião e um dos sócios da editora independente PAD. Os universitários estão arredados do centro histórico porque encontram à volta do campus tudo aquilo de que necessitam: bares, comércio, discotecas, quiosques, alojamento. Assim, a Braga jovem é a académica e não a do centro histórico. Na opinião do músico, é preciso pensar formas de integrar estes dois contextos urbanos.</p>

<p>"Se essa integração tivesse sido feita de raiz, todos ganharíamos. Era uma relação quase de simbiose", explica Luís ao P3. "Os jovens estariam num contexto mais apelativo e a cidade ganhava porque florescia."</p>]]>
    </content>
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    <title>Moeda Única: &quot;Parece que foi ontem&quot;</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/02/moeda_unica_parece_que_foi_ontem.html" />
    <published>2012-01-02T18:40:17Z</published>
    <updated>2012-01-06T15:57:36Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30341</id>
    <summary type="text">A 1 de janeiro de 2002 as notas e moedas mudaram nas carteiras de milhões de europeus. Dez anos depois da entrada em circulação do Euro, o JPN quis perceber como foi recebida a moeda única e se, em tempo...</summary>
    <author>
      <name>Pedro Andrade</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A 1 de janeiro de 2002 as notas e moedas mudaram nas carteiras de milhões de europeus. Dez anos depois da entrada em circulação do Euro, o JPN quis perceber como foi recebida a moeda única e se, em tempo de crise económica e social, o regresso ao escudo é uma hipótese viável.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Foi a 1 de janeiro de 2002 que a moeda única europeia entrou em circulação. Dez anos depois, o Euro é utilizado por 332 milhões de pessoas em 17 Estados-membros da União Europeia. </p>

<p>A transição para a moeda única começou a ser feita em 1999 com a produção das moedas e das notas em 15 fábricas europeias. Em 2001 foi lançada a campanha de informação em todos os países aderentes sob o mote "Euro. A nossa moeda" que apelava à população, através de um método simples, a verificação das notas do euro: tocar, observar e inclinar.</p>

<p>No site do <a href="http://www.ecb.int/home/html/index.en.html">Banco Central Europeu</a> (BCE) o presidente da instituição, Mário Draghi lembra que "a introdução do novo numerário constituiu um desafio sem precedentes, mas decorreu com êxito". João Silva, estudante universitário, tinha 9 anos quando o Euro entrou em circulação. Ao JPN diz que não sentiu grandes dificuldades na transição do escudo para a moeda única. "Não tinha grande contacto com as notas e moedas antigas". João Silva recorda "com mais clareza as moedas de cinco escudos para ir comprar rebuçados e pastilhas elásticas".</p>

<p>Já Manuel Silvério, de 73 anos, garante que não foi fácil adaptar-se ao Euro. Para o reformado foi "uma complicação" habituar-se à conversão do escudo para a nova moeda. Ana Maria Santos, de 67 anos, partilha da mesma opinião e diz "que as primeiras semanas foram muito complicadas". Ao JPN garante que as idas ao supermercado "passaram a ser feitas com os filhos e os netos, para o caso de me tentarem enganar".</p>

<h3>Nova moeda, nova realidade</h3>

<p>Em Portugal, o escudo deixou de circular dois meses depois da introdução da nova moeda única, em finais de fevereiro de 2002. Carlos Faria tinha 36 anos e diz que, apesar das campanhas de sensibilização, "foi difícil" habituar-se ao euro. "Lembro-me de usar mais vezes do que queria a máquina de calcular para fazer as conversões". Para Carla Rodrigues, de 36 anos, "parece que foi ontem que entramos no euro" ainda guarda em casa alguns exemplares da antiga moeda. "É sempre bom guardar alguns exemplares para mostrar aos netos daqui a uns anos". </p>

<p>Dez anos depois, ainda é inevitável a conversão de preços para a antiga moeda. Manuel Silvério diz que "com os montantes maiores ainda penso no escudo". João Silva também garante que "os valores que terminam com milhares ou milhões de euros são convertidos" para a antiga moeda.</p>

<p>Ana Maria Santos diz que a conversão dos grandes valores "vai acontecer sempre, por muitos anos que passem". Já Carla Rodrigues afirma que "as novas gerações nunca vão saber o que é o escudo nem o quanto valem as moedas e notas antigas em euros".</p>

<h3>Regresso ao escudo: hipótese "absurda"</h3>

<p>Em tempos de crise, muito se especula sobre o regresso à antiga moeda nacional. Ana Maria Santos diz que tal cenário não é viável: "Portugal ficava ainda mais pobre e afastado do mundo". Carlos Faria diz que é "absurdo" pensar na hipótese "ainda que a zona euro esteja a passar por uma grave crise".</p>

<p>Já Manuel Silvério tem "saudades" do tempo do escudo e garante que, nessa altura, "a crise não era tão grande. Se calhar nem era tão mau assim". Carla Rodrigues acredita que "esta crise vai piorar em 2012" mas não pensa que o regresso ao escudo seja a melhor opção. "Verdadeiras políticas e verdadeiros políticos, isso sim, é a solução para a crise".</p>]]>
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    <title>Dez anos de Euro: As vantagens e desafios da moeda única europeia</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/02/dez_anos_de_euro_as_vantagens_e_desafios_da_moeda_unica_europeia.html" />
    <published>2012-01-02T14:11:41Z</published>
    <updated>2012-01-02T14:13:32Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30307</id>
    <summary type="text">A moeda única europeia completa a sua primeira década envolta num cenário de crise económica, tendo pela frente uma série de desafios. Numa altura em que o Euro celebra a sua primeira década, o JPN falou com economistas para perceber...</summary>
    <author>
      <name>Daniela Espírito Santo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
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    <content type="html">
        <![CDATA[<p>A moeda única europeia completa a sua primeira década envolta num cenário de crise económica, tendo pela frente uma série de desafios. Numa altura em que o Euro celebra a sua primeira década, o JPN falou com economistas para perceber se o seu futuro poderia estar ameaçado.</p>]]>
        <![CDATA[<p>O Euro entrou em circulação em diversos países da Europa há dez anos. Mas, com a exigência na contenção orçamental a aumentar e o "cinto" dos portugueses a apertar, algumas vozes equacionaram, nos últimos tempos, um possível retorno ao Escudo. Tal opção é impensável para os economistas Rui Henrique Alves e Miguel Lebre de Freitas que, em declarações ao JPN, dizem nem crer na possibilidade de tal cenário. Apesar da crise (que não é, garantem, decorrente do Euro), os dois especialistas fazem um balanço positivo da adoção da moeda única, que em muito beneficiou Portugal e os restantes países aderentes.</p>

<p>Rui Henrique Alves, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), salienta que "houve uma concretização de benefícios esperados com a adesão", entre eles o desaparecimento do "risco cambial na Zona Euro". Como consequência, houve "um aumento do comércio" entre os países aderentes, o que conduziu a "mais emprego e mais desenvolvimento económico". </p>

<p>Embora o saldo não seja, "nos últimos anos", tão positivo, é preciso esclarecer que "a crise não é decorrente do Euro", mas sim de "falhas na sua implementação". "Desde que foi desenhada a construção da moeda única", por exemplo, acreditou-se que "bastaria que os países tivessem taxas de inflação e de juro parecidas para terem um nível de vida aproximado". Para conseguir "segurar" as contas públicas, houve "muita desorçamentação e pouco incentivo para corrigir a tragetória". </p>

<p>Já Miguel Lebre de Freitas, do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro (UA), explica que Portugal conseguiu, com a adesão à moeda única, "estabilidade monetária" e, consequentemente, deixou de ter "inflação elevada". No contexto desta mudança, o país liberalizou o sistema financeiro e o Estado "deixou de utilizar os bancos como forma de financiamento privilegiado", o que permitiu que os bancos "se dedicassem mais aos empréstimos ao setor privado".</p>

<p>"O Euro é uma coisa óptima", garante o docente da UA, relembrando, no entanto, que "a transição para o Euro provocou um problema de apreciação real" que "demora o seu tempo a ser resolvido". Com a adesão, Portugal passou a ter, diz, de "articular as suas políticas económicas com os países da Zona Euro", o que, "em tese", cria "um quadro institucional favorável à estabilidade macroeconómica". Na verdade, esse quadro institucional acabaria por não ser "suficientemente respeitado", o que "conduziu a uma situação de turbulência" na região. A questão prende-se, na verdade, com "problemas de indisciplina das finanças públicas". "Não é um problema do Euro em si", salienta o economista.</p>

<h3>Voltar ao escudo não é uma opção</h3>

<p>Com o atual cenário mundial, Rui Henrique Alves garante que nos esperam "anos muito difíceis", com o "nível de vida a recuar", mas que o esforço de contenção da dívida é "absolutamente necessário para não complicar mais a situação portuguesa". </p>

<p>Miguel Lebre de Freitas defende que, para "recuperar a credibilidade nos mercados financeiros", terá de acontecer um "retorno à disciplina orçamental". O processo de recuperação de credibilidade poderá "ser longo no caso português". "Durante os próximos tempos, a Europa vai estar numa situação de crescimento lento", com o sistema de segurança social a ser repensado para garantir competitividade na economia global. "A Europa vai ter de sofrer um processo de ajustamento longo e penoso, ao mesmo tempo que vai ter de passar por um processo de estabilização das finanças públicas", explica.</p>

<p>Sair do Euro não é, mesmo assim, uma opção. Lebre de Freitas garante que tal medida não seria "racional" do ponto de vista económico, pois "não resolveria problema nenhum", agravando os já existentes. "Portugal não retiraria nenhuma vantagem da saída do Euro", assegura o economista.</p>

<p>O grande problema da moeda única, diz Rui Henrique Alves, advém da "força política" que a move. "Não há nenhum exemplo na História de uma moeda a que não corresponda um só governo", refere o economista. A falta de governo comum da Europa, formada por "muitos países e muitos governos", não é visível em "mais lado nenhum" e é negativa para o Euro. É, por isso, necessário haver "um Estado global" europeu, como desafio para assegurar a sobrevivência da moeda nos próximos anos.  </p>]]>
    </content>
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    <title>Fotogaleria: Dez anos de Moeda Única</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2012/01/01/fotogaleria_dez_anos_de_moeda_unica.html" />
    <published>2012-01-01T17:05:48Z</published>
    <updated>2012-01-01T11:21:06Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2012:16.30311</id>
    <summary type="text">Há dez anos, milhões de europeus passaram a conhecer (e usar) uma nova moeda: o Euro. No dia em que se assinala a primeira década da moeda única europeia, o JPN recorda algumas nas notas e moedas que antecederam o...</summary>
    <author>
      <name>Daniela Espírito Santo</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Há dez anos, milhões de europeus passaram a conhecer (e usar) uma nova moeda: o Euro. No dia em que se assinala a primeira década da moeda única europeia, o JPN recorda algumas nas notas e moedas que antecederam o Euro. </p>]]>
        <![CDATA[<p>No dia 1 de janeiro de 2002 entrava em vigor o Euro, a moeda única adotada por diversos países europeus. As novas moedas e notas passaram, nesse dia, a fazer parte do dia-a-dia dos portugueses. Muitos saudosistas continuam, no entanto, a guardar exemplares das antigas moedas e notas. Aliás, o Banco de Portugal garantia, há dias, que os portugueses ainda tinham em sua posse mais de 163 milhões de euros em notas e moedas de Escudo. </p>

<p>Para assinalar esta data, o JPN relembra algumas das principais moedas e notas que circulavam na Europa antes do Euro. Entre pesetas, francos e liras, o Escudo português aparece em natural destaque. </p>

<center>
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</center>

<p><br />
</p>]]>
    </content>
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  <entry>
    <title>Nova ortografia &quot;teatrada&quot; por Alice Rios</title>
    <link href="http://jpn.icicom.up.pt/2011/12/29/nova_ortografia_teatrada_por_alice_rios.html" />
    <published>2011-12-29T11:19:39Z</published>
    <updated>2012-01-05T11:57:36Z</updated>
    <id>tag:jpn.icicom.up.pt,2011:16.30285</id>
    <summary type="text">Alice Rios acaba de publicar o livro &quot;Palavras Emagrecidas&quot;, um exercício lúdico sobre as polémicas e contradições que envolvem o novo acordo ortográfico.&quot;Palavras Emagrecidas&quot; visa auxiliar o ensino e a aprendizagem do público infantojuvenil dos 2.º e 3.º ciclos....</summary>
    <author>
      <name>Sara Rodrigues</name>
      <email>jpn@icicom.up.pt</email>
    </author>
    
    <content type="html">
        <![CDATA[<p>Alice Rios acaba de publicar o livro "Palavras Emagrecidas", um exercício lúdico sobre as polémicas e contradições que envolvem o novo acordo ortográfico."Palavras Emagrecidas" visa auxiliar o ensino e a aprendizagem do público infantojuvenil dos 2.º e 3.º ciclos. </p>]]>
        <![CDATA[<p>"Palavras Emagrecidas" é uma espécie de fábula do acordo ortográfico, escrita em verso e com uma estrutura dramática que abre múltiplas funcionalidades curriculares, tais como a representação, o apelo das rimas ou o aspeto lúdico das cantilenas. </p>

<p>Para Alice Rios, "Palavras Emagrecidas", lançado na semana de Natal pela <a href="http://cordaodeleitura.pt/">Cordão de Leitura</a>, é, não só, uma reflexão crítica sobre o mais recente acordo ortográfico e sobre a polémica que o envolve, mas também uma espécie de "rito iniciático" que visa "teatrar a nova ortografia". A autora recorre ao universo das rimas como texto, contexto e pretexto para aprender a nova ortografia a partir do 3.º ano, pois a sua experiência como professora mostrou-lhe que as crianças gostam muito de rimas e isso ajuda-as a memorizar as normas. É o sentido do aprender a brincar e da interrogação permanente que caracteriza cada criança. </p>

<p>Em entrevista ao JPN, a autora explica que as pessoas "têm de olhar para o novo acordo com uma atitude construtiva", pois a língua é um organismo vivo em constante evolução. "Já se escreveu 'portuguez' e 'pharmácia' e tudo isso evoluiu. Por isso temos que olhar a língua por janelas abertas", refere. Também esclarece que "este acordo altera a grafia de palavras que usamos muitas vezes", o que "também acontece porque nos limitamos demasiado no uso de um vocabulário tão rico como a o da língua portuguesa e acabamos por repetir sempre as mesmas palavras". "A nós cumpre usar as palavras da nossa língua para que estas não desapareçam", diz. </p>

<p>Apesar da autora reconhecer que há regras na nossa língua que representam verdadeiras rasteiras na aprendizagem, o ato de leitura será mais difícil na nova ortografia, pois subentende um esforço maior de contextualização durante a leitura por causa da falta de acento ou do hífen. Mas as crianças têm muito maior abertura para aprender do que os adultos. </p>

<p>O livro conta com ilustrações de <a href="http://www.coroflot.com/p_fernandes">Paulo Fernandes</a>, que colaborou com Alice Rios pautado pelo ritmo da sua escrita. Com "Palavras Emagrecidas", o ilustrador concretiza o primeiro trabalho para um público infantojuvenil, num percurso marcado por trabalhos de ilustração para imprensa e pelo trabalho como designer gráfico, do qual vive. </p>

<p>A autora escreveu livros para crianças e poesia, mas o percurso profissional de Alice Rios foi no jornalismo - destacou-se no Jornal de Notícias e no jornalismo de moda. Ao JPN, a autora lamentou a perda da memória que antes existia nas redações. "O talento de grande parte dos jornalistas, hoje, raramente é o da cultura. Já não me identifico com aquele universo. A memória é uma espécie de carne que se coloca no esqueleto da notícia e com a qual ela se compõe", refere. Especializada na editoria Grande Porto, Alice Rios destacou a vantagem do conhecimento e da cultura ao serviço das notícias. Também contou como gostava de "ir à rua buscar a realidade à boca das pessoas". "Esse é o jornalismo verdadeiro, aquele com que nos confrontamos diariamente nos passos que damos. Não é um jornalismo de revista onde nos perdemos nas narrativas e não sabemos quando acaba a realidade e começa a ficção", assegura. </p>]]>
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